Junia Oliveira - Estado de Minas
Publicação: 11/09/2010 18:27 Atualização: 11/09/2010 18:42
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| Depois que o pai teve câncer, o engenheiro Rodrigo Magalhães mudou radicalmente de atitude, tornando-se doador |
Uma ação de poucos minutos para garantir muitos anos de vida a quem está no limite da esperança. Estudantes e professores de uma escola no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte, promoveram beste sábado um cadastramento de possíveis doadores de medula óssea. A expectativa era de que 200 pessoas se inscrevessem. A atividade fez parte da terceira edição do projeto Doador do futuro e contou com a parceria da Fundação Hemominas. Além de preencher um termo de compromisso, cada voluntário teve coletada uma amostra de sangue para fazer os exames genéticos e verificar a compatibilidade com alguém que esteja na fila de transplante – 57 pessoas estão à espera de um novo órgão no estado.
Segundo dados do Hemominas, há cerca de 45 mil pessoas cadastradas no banco de dados de Minas. Já no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) são mais de 1,2 milhão. Mas os números, que aparentemente seriam suficientes para salvar muitos doentes esbarram em dificuldades genéticas. A chance de se encontrar um doador compatível entre irmãos, filhos de mesmo pai e mãe, é de 25% a 30%. Contudo, entre não aparentados, essa possibilidade cai para um a cada 100 mil candidatos. "O brasileiro tem uma mistura de raças muito grande e isso se torna um problema", explicou a funcionária do hemocentro, Alda Maria Soares.
A captadora ressaltou que a medula é o único órgão a não sofrer mutilação ao ser doado, sendo reposta de sete a 15 dias. Também conhecida como tutano, preenche a cavidade interna de vários ossos e produz elementos do sangue. A geração anormal de células pode causar leucemia ou aplasias. "Muitas pessoas deixam de doar por falta de informação, pois confundem a medula óssea com a espinhal e acham que, se tirar do corpo, poderá sofrer algum dano", disse.
A bancária Lívia Marques, de 41 anos, sempre doou sangue, é doadora de córneas e já deixou claro para a família que, quando morrer, quer todos os órgãos que puderem ser aproveitados salvando vidas. "Ainda falta consciência, principalmente nos jovens. No banco, abro conta de muitos universitários e na carteira de identidade de vários deles tem o carimbo de não doador. Tento convencê-los do quanto é importante a atitude da gente, mas aí vem o desânimo de tirar um novo documento e sei que eles não farão isso", disse.
O engenheiro civil Rodrigo Magalhães, também de 41, resolveu mudar radicalmente de atitude. Ele contou que o câncer do pai lhe serviu de alerta. "Vamos crescendo e evoluindo e vemos que há coisas mais importantes na vida. Só quando passamos por um problema vemos as dificuldades de tratamento. Com esse gesto, podemos diminuir o sofrimento de alguém", afirmou. Feliz também ficou a administradora Luciana Ferreira Vilela, de 37. Há alguns dias ela teve acesso a uma reportagem sobre doação de medula e se interessou. "Uma pessoa disse que com tão pouco ela salvou uma vida e isso me chamou a atenção. São 20 minutos do nosso tempo para uma coisa muito simples."
O projeto da escola, que em 2009 e 2008 trabalhou com a doação de sangue, mobilizou ao longo dos últimos quatro meses estudantes de todas as seis turmas do 7º ano do ensino fundamental. A professora de ciências Eliane Vivas deu algumas aulas sobre a leucemia, a importância e as funções desempenhadas pela medula óssea dentro da fisiologia humana. Os 300 alunos fizeram pesquisa com adultos de 18 a 55 anos, faixa etária em que é permitida a doação, para saber se os entrevistados disponibilizariam a medula, se conheciam alguém que já tinha precisado e por quais motivos gostariam ou não de se cadastrar como possíveis doadores, entre outras questões.
A aluna Deborah Almeida Guimarães Costa, de 12, levou a mãe e a tia para doar e afirmou que, quando tiver idade, não tem dúvidas de que também vai contribuir. Para Marina de Macedo Quadro, de 13, as aulas serviram para entender melhor os procedimentos: "Um dia que você passar no hospital pode proporcionar mais tempo de vida para uma pessoa."
De 
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Opinião
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Esta matéria tem: (1) comentários
Autor: JARBAS OTAVIANO DE ARAUJO NETO
Uai, " ... promoveram beste sábado um cadastramento ...". Eperemos segunda-feira !!!! /hdznhmhm/. | Denuncie |