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Jogos » Metrô 2033 tem fraco sistema de combate Ótima ambientação no metrô de Moscou, cenário da ação do game, se contrapõe a fraco sistema de combate

Estado de Minas -

Publicação: 09/09/2010 15:25 Atualização: 09/09/2010 16:54

 - (THQ/Divulgação)

Construído entre as décadas de 1930 e de 1950, o metrô de Moscou foi planejado como um dos locais mais seguros da Rússia. Serviria até para abrigar o presidente, no caso de algum ataque estrangeiro – por isso, as estações têm profundidade e paredes grossas o bastante para servir de abrigo em caso de um bombardeio nuclear. Não poderia ser um cenário melhor para mais um game com tema pós-apocalíptico: o título de tiro em primeira pessoa Metro 2033.

Desenvolvido pela ucraniana 4A Games, o jogo tem origem inusitada. É uma adaptação do romance homônimo do autor russo Dmitry Glukhovsky e tem como cenário o ano 2033, em um mundo devastado por bombas atômicas. Como todos os locais ficaram inóspitos por causa da radiação, quem sobreviveu foi obrigado a viver no subterrâneo. O metrô de Moscou – o cenário de praticamente toda a ação do game – se tornou o próprio mundo para quem continuou vivo.

As estações se transformaram em cidades e são o porto seguro dos habitantes do metrô. Você entra na pele de Artyom, um jovem que passou a vida sem deixar sua estação, e agora precisa atravessar o metrô para chegar à estação mais populosa, Polis, e avisar sobre uma invasão iminente dos dark ones (os escuros, em inglês), uma nova raça de seres que causam alucinações em quem os vê.

Equipado com lanterna, compasso, mapas, máscara de gás, carregador de bateria, armas e munição caseira, Artyom precisa fazer uma trilha muito arriscada. Os dark ones não são a única ameaça das linhas do metrô. É comum cruzar com ladrões ou fanáticos comunistas e nazistas, que recebem com tiros quem é contrário às suas ideologias.

É uma viagem escura, claustrofóbica e amedrontadora e o game passa essa sensação de forma muito convincente. É possível se sentir completamente imerso nesse ambiente. Não existe quase nenhuma indicação na tela e praticamente tudo que você precisa checar aparece como um elemento físico. Artyom fica ofegante, sinalizando a hora de colocar a máscara de gás. Para saber quanto oxigênio resta, você precisa apertar um botão e olhar o relógio.

Metro 2033 dá show não só na parte sensorial, como também coleciona uma série de boas ideias para caracterizar essa realidade árdua. Durante praticamente todo o jogo, você terá uma quantidade limitada de balas e a probabilidade de elas acabarem durante um combate é muito grande. A munição também é o dinheiro do jogo. Balas militares, fabricadas pelo Exército russo durante a guerra, são o objeto de maior valor do jogo e têm valor duplo: servem tanto para comprar equipamentos melhores quanto para causar mais dano aos inimigos.

Com recursos limitados e sem nenhuma dica ou instrução, o jogo praticamente obriga você a agir sorrateiramente: fique nas sombras, não faça barulho, aproxime-se com cuidado. Quem encarar a aventura no metrô de Moscou simplesmente correndo e atirando provavelmente morrerá algumas vezes até aprender o melhor método de jogar.

Mas, independentemente do seu estilo, Metro 2033 tem um elemento completamente frustrante. É o combate, que pode ser resumido em uma simples palavra: malfeito. As balas não têm nenhuma lógica, o que gera casos ridículos como atirar quatro vezes à queima-roupa em alguém e ele não morrer. Isso sem falar nos oponentes, que também conseguem detectar você por mais que se tome todo o cuidado para permanecer oculto.

Se o combate sozinho já é frustrante, a coisa pode piorar quando Artyom está acompanhado de algum dos personagens secundários. A inteligência artificial deles é praticamente oposta à dos inimigos. Quando seu companheiro não fica parado em um ponto, sem fazer nada no meio da luta, ele fica correndo para lá e para cá e vira um alvo fácil. Os combates e os oponentes mal programados conseguem arruinar toda a ambientação cuidadosamente construída pelos gráficos, efeitos de iluminação e som. E como atirar nos outros é o que você mais fará, os problemas adicionam mais dificuldade a um jogo que já foi projetado para ser difícil. Foi o que estragou Metro 2033, que tinha tudo para ser um dos grandes games de tiro do ano se tivesse um pouco mais de polimento.

TERROR E REFLEXÃO

Dmitry Glukhovsky é um jornalista que iniciou a carreira de escritor em 2002, com o romance Metro 2033, no qual o game se baseia. O livro se tornou um best-seller na Rússia pela crítica da situação social do país. Dmitry tem mais duas obras: It’s getting darker, publicada em 2007, e a continuação indireta Metro 2034, lançada no ano passado.

 - (THQ/Divulgação)
METRO 2033


Produção: THQ
Desenvolvimento: 4A Games
Distribuição no Brasil: NC Games
Plataformas: Xbox 360 e PC
Número de jogadores: 1 (single-player)
Preço: R$ 229,90

AVALIAÇÃO

Jogabilidade

Entretenimento
Gráficos
Som

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