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| Toshiba apresenta seu Libretto W100 em feira de tecnologia em Tóquio. Aparelho já pode ser encomentado nos EUA, mas custa quase R$ 2 mil |
Com o reinado ainda intocado no mercado de tablets (minicomputadores que possibilitam desde a navegação na internet e leitura de livros até a visualização de vídeos e edição de textos ao toque dos dedos), a Apple conhecerá nesta quinta-feira concorrentes de peso para o iPad, depois de cinco meses de seu lançamento. As fabricantes Samsung e Toshiba já programaram a apresentação de suas versões do dispositivo durante coletiva de imprensa na feira de eletrônicos IFA, em Berlim, na Alemanha.
No último domingo, a Toshiba fez o lançamento oficial do Libretto W100, tablet com duas telas que já pode ser encomendado nos Estados Unidos por US$ 1.099,99 (cerca de R$ 1.930). E esse é apenas o começo de uma disputa que promete esquentar nos próximos meses. Outras gigantes do setor como Microsoft, Motorola, Dell, Lenovo, Acer, Sony e HP também já demonstraram interesse em explorar esse mercado. Até os chineses estão na corrida por um lugar ao sol. A ZTE confirmou que pretende lançar ainda este ano uma linha própria de tablets, com diversas configurações.
Para o consultor em tecnologia da informação Ivan Moura Campos, a Apple sempre terá a vantagem do pioneirismo sobre seus concorrentes. “Mas a empresa está muito fechada em seu modelo de negócio e aí estaria a sua possível vulnerabilidade. Hoje, a Apple não tem sequer flash (plataforma da Adobe usada principalmente para vídeos e animações na internet), o que tem sido muito criticado”, observa.
Para o especialista, o lançamento de tablets com sistema operacional Android, desenvolvido pela Google para celulares, pode se tornar a pedra no sapato da gigante. “Se alguém vai ameaçar a Apple, não será pela qualidade de interface, mas pela adoção de um modelo de negócio que privilegie a comunidade de desenvolvedores que poderão criar livremente aplicativos para os dispositivos e ganhar dinheiro com isso”, avalia. A expectativa é de que, até novembro, seja lançado nos Estados Unidos um tablet com o novo sistema operacional do Google, o Chrome OS, exclusivo para o dispositivo.
Apesar da corrida dos adversários por uma fatia deste mercado promissor, a Apple deve manter sua hegemonia pelo menos nos próximos dois anos revela pesquisa realizada pelo grupo de estudos iSuppli. Até dezembro, o iPad deverá atingir a marca de 75% das vendas totais de tablets no mundo. No próximo ano, a participação cai para 70% e, até 2012, deve chegar a 62%.
Segundo expectativas da consultoria em tecnologia da informação e telecomunicações, IDC Brasil, as vendas mundiais em 2010 devem somar 12 milhões de tablets. “Tudo indica que a Apple tende a se posicionar como produto premium, focado para a classe de usuários que são adeptos da marca. Em termos de preço, cabe à concorrência se posicionar com produtos mais baratos”, observa Luciano Crippa, coordenador de pesquisas da IDC Brasil.
Para o colunista de informática do Estado de Minas, B.Piropo, a Apple não deverá sofrer grandes impactos com a entrada de novos players. “Isso porque a clientela é cativa. Além disso, os clones não constituem ameaça, mas sim a garantia de sobrevivência do dispositivo”, avalia.
Mercado brasileiroAinda sem expressividade neste mercado, o Brasil só recebeu esta semana autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercialização do iPad na versão 3G e Wi-Fi que, nos Estados Unidos, custa US$ 630 (com 16 GB de memória). Para Crippa, o atraso do país na recepção de novas tecnologias é cada vez menor. “Antes, o delay chegava a três, quatro anos. No caso do iPad, foi questão de meses e, à medida que o Brasil vai ganhando importância no cenário mundial, a tendência é de que estes lançamentos cheguem aqui mais rápido”, avalia.
O aparelho foi lançado no mercado norte-americano em 3 de abril deste ano e vendeu mais de 1 milhão de unidades em 28 dias. Em 80 dias, o produto atingiu a marca de 3 milhões de unidades. Atualmente, ele é vendido nas lojas da Apple na Austrália, França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Reino Unido. O modelo com conexão Wi-Fi do iPad custa, nos Estados Unidos, US$ 500 (16 GB), US$ 600 (32 GB) e US$ 700 (64 GB). Com conexão 3G, o preço salta para US$ 630 (16 GB), US$ 730 (32 GB) e US$ 830 (64 GB).
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