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Jovens com diploma sofrem à procura de vaga no mercado de trabalho

Tetê Monteiro - Estado de Minas

Zulmira Furbino - Estado de Minas

Publicação: 31/08/2010 07:15 Atualização: 31/08/2010 13:36

Marina Caram formou-se em Biologia e enviou currículo para empresas. Até agora, porém, faz bijuterias para sobreviver - (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Marina Caram formou-se em Biologia e enviou currículo para empresas. Até agora, porém, faz bijuterias para sobreviver
No país do desemprego em queda, jovens recém-saídos da universidade penam para conseguir emprego. Nem a promessa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de que a geração de postos com carteira assinada no país vai bater recorde este ano, com a criação de 2,5 milhões de vagas formais, aliviam a busca por uma colocação no mercado. É que vem ocorrendo com a bióloga Marina Caram, que participa do projeto Na Real, do Estado de Minas e do Portal Uai. Com um diploma debaixo dos braços desde o fim do ano passado, Marina já enviou dezenas de currículo e participou de vários processos de seleção. Sem sucesso. Seu sonho de trabalhar na área de meio ambiente de uma grande empresa vem sendo adiado mês a mês.

Leia no blog do Na Real: Como se dar bem em seleção de trainees

Para sobreviver, Marina fabrica bijuterias. Paralelamente, faz um cursinho para prestar concurso público e MBA em gestão ambiental. “Tudo continua na mesma. Conseguir um emprego na minha área está sendo muito mais difícil do que imaginava. Estou cada vez mais frustrada”. Mas esse não é um problema exclusivo da bióloga. Outros jovens que se formaram com ela também enfrentam o mesmo desafio. Marina já recebeu propostas para dar aulas e trabalhar na área de ciências biológicas, porém fora do setor que escolheu. “Mesmo se eu conseguir um emprego, decidi não abandonar os estudos”, afirma.

Enquete: Qual foi sua maior preocupação ao entrar no mercado de trabalho?

Dicas: Veja o que fazer para entrar no mercado de trabalho

A dica do especialista em mercado de trabalho e professor de demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais, Eduardo Rios Neto, é que os recém-formados não optem por um emprego que não esteja ligado à sua área de formação. “Isso sucateia o conhecimento e fica muito mais difícil depois voltar ao mercado de trabalho”, avalia. De acordo com ele, entretanto, é preciso que os jovens façam uma avaliação para ver onde está o problema. “Indubitavelmente, o mercado está aquecido. O que pode estar ocorrendo é um desencontro entre oferta e procura”, diz.

Apesar de incentivar a procura de emprego na área de formação, Rios Neto alerta que é fundamental definir um foco e se adaptar. “Mercado de trabalho é igual a mercado de casamento. Se você exigir demais, acaba ficando para titia. Às vezes, é necessário até passar uma maquiagem e, nesse caso, seria verificar se não está faltando alguma credencial para conseguir a vaga”, define. De acordo com o professor, para quem quer seguir a carreira empresarial, é necessário também expandir o campo do conhecimento, com mestrado ou pós-graduação. “Só recomendo o doutorado para quem quiser seguir a carreira acadêmica, porque o mercado não valoriza esse título”, afirma.

Segundo o especialista, uma boa solução para quem está saindo da faculdade são os programas de trainee que algumas companhias oferecem. “São muito válidos e estão cada vez mais exigentes. Por isso, é necessário que o candidato comece a se preparar antes. Atualmente, detalhes como ter morado no exterior ou ter dupla nacionalidade definem uma colocação”.

Para os recém-formados que querem contribuir para que a taxa média de desemprego no país apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fique abaixo dos 7% – percentual estimado pelo governo e que, se for cumprido, será recorde – o recado de quem seleciona é um só: “É preciso que os candidatos não venham com a ideia de ser temporários, que estejam engajados em construir e somar ao crescimento da empresa”, diz o gerente regional de Gente da Ambev, Maurício Malta. A companhia de bebidas é uma das empresas que mais atraem os trainees. No ano passado, foram 60 mil inscrições.

De acordo com Malta, do futuro profissional, são observados três critérios básicos: formação, aderência à cultura da empresa e conhecimento por competência. “Mas, dos três, o mais importante é estar de acordo com a cultura da companhia. O brilho nos olhos conta muito”, define o gerente. Segundo ele, em Minas, 100% dos trabalhadores que ocupam cargo de gerência na Ambev foram "formados" dentro da empresa. E engana-se quem pensa que, ao se aproximar dos dois anos de formado, data-limite imposta pela empresa, fica mais difícil de conseguir uma vaga. "Muitos candidatos já foram contratados aos 45 minutos do segundo tempo".

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Esta matéria tem: (10) comentários

Autor: Gilson Júnior
"...é necessário que o candidato comece a se preparar antes. Atualmente, são detalhes, como ter morado no exterior ou ter dupla nacionalidade, que definem uma colocação%u201D Ou seja, ou você é um recém formado com grana ou senão será mais um nas estatísticas c/ diploma na mão e bolso vazio. É certo | Denuncie |

Autor: Bruno Reis
Mestrado, muito bom! Eu faço tbm. Mas são poucas as empresas que valorizam esse título, apenas as grande ond existem oportunidades de crescimento. A maioria teme ter um profissional com esse título, como medo dele nao durar ali (trampolim), ou tomar o lugar dos outros. Sinto isso na pele. | Denuncie |

Autor: Bruno Reis
Outro detalhe é a questão dos estudos. Não concordo em buscar uma especializaçao se voce ainda nao esta atuando naquela área. E se as portas nao se abrirem depois disso, o que fazer com a frustraçao? | Denuncie |

Autor: Bruno Reis
Mercado aquecido é conversa pra boi dormir. O que vemos é a disponibilizaçao de vagas pela movimentaçao de pessoas e nao a abertura de novas vagas. Há sim, novas vagas em setores como construçao civil, mas a minoria para profissionais com curso superior. | Denuncie |

Autor: Nilo Stanislaw
Jean, não fale do que você não conhece. A área ambiental é mais ampla do que tu imagina, mas o mercado de trabalho AINDA É PEQUENO, por ser um setor recente, as empresas, principalmente as do setor industrial e metalúrgico tem de prestar contas e ter profissionais da área em seu quadro. Informe-se. | Denuncie |

Autor: Leonardo Santos
Na verdade a dificuldade é a inserção no merado de trabalho, tenho passado por esta experiência. Me formei em julho e ainda não obtive uma oportunidade boa. Mas temos que considerar ano eleitoral e programas de trainees e concursos, são uma boa forma para conseguir o primeiro trabalho. | Denuncie |

Autor: Jean Quintão
Meio Ambiente como gerador de empregos. Isso é falácia. Empresa nenhuma investe em meio ambiente. Só órgão público é capaz de destinar secretarias para dedicar com exclusividade a uma área que não tem retorno de capital. Bom, a realidade é essa, a verdade também. | Denuncie |

Autor: Anderson Lima
Deia ter feito Engenharia. Com frequencia leio materias dizendo que o crescimento do Brasil está limitado pela falta de Engenheiros em todas as áreas. Se fosse Engenheira ja estaria trabalhando desde antes mesmo de se formar. De qq forma boa sorte! | Denuncie |

Autor: thiago cardoso
enqunto nao houver uma cultura onde os jovens busquem ser empresarios e nao empregados, o desemprego nunca vai acabar, e isso do mercado ta aquecido e mentira cabeluda.so tem emprego ruim e pra ganhar mal. brasileiro igual esse especialista ae tem um monte. ganha bem e fica no pedestal flndo asneira. | Denuncie |

Autor: thiago cardoso
So existem 3 profissoes noo brasil que da grana para viver e nao sobreviver:medico, funcionario publico e politico ladrao. esse especialista ai ta hipnotizado pelas mentiras da midia. nao vejo ninguem empregado, e quando consegue ganha mal e fora da area. estamos precisando de mais empreendedores. | Denuncie |

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