"Os preços variam muito, mas a qualidade das carnes também"
Em julho, a dona-de-casa e professora de culinária Suely Nogueira fez uma pesquisa sobre os preços da carne em Belo Horizonte. Para isso, gastou a sola do sapato e foi bater em açougues populares, no mercado central, em supermercados voltados para a classe média alta e em supermercados com foco na classe média emergente, com renda familiar até dez salários mínimos.
Depois da turnê, a primeira constatação não foi muito animadora. "Tive dificuldade em chegar a uma conclusão exata porque os preços variam muito, mas a qualidade das carnes também", avisa. O projeto Na Real acompanha o esforço da dona-de-casa para adequar o orçamento doméstico à variação dos preços.
Em geral, segundo ela, carnes de primeira como filé, contra-filé, alcatra, patinho, lagarto e chã de dentro, foram as que mais apresentaram diferença de preço entre os vários açougues pesquisados. "Com relação à carne de porco, notei uma grande diferença entre os preços do Mercado Central e os do hipermercado quando comparados aos praticados pelos açougues e supermercados populares. Nesses últimos, os preços são muito mais em conta". Já a carne de frango não apresentou diferença de preço entre os vários açougues. "Na maioria das vezes, essa carne é comercializada na forma congelada e essa é a forma que considero mais aconselhável já que se trata de uma carne muito perecível".
Apesar de não apresentar grande variação de preços, segundo ela a carne de frango é a que aparece no maior número de ofertas. Mas fique de olho. Suely lembra que comprar com economia é sempre um desafio e exige paciência. "Quem tem freezer ou congelador deve aproveitar as ofertas pois as carnes congelam muito bem". Ela dá um último conselho: seja cliente de um bom açougue e amiga do açougueiro. Assim , você sempre terá uma carne bem cortada de acordo com seu gosto".
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