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Presença de suspeitos no DI gera polêmica

Ethel Corrêa - TV Alterosa

Priscila Robini - Estado de Minas

Publicação: 29/07/2010 13:03

O desencontro de informações da Polícia Civil na fase de encerramento do inquérito que investiga o desaparecimento e a possível morte de Eliza Samudio ficaram visíveis na manhã desta quinta-feira durante procedimentos com os suspeitos do crime no Departamento de Investigações. Ao chegar ao DI, o delegado que preside o inquérito, Edson Moreira, afirmou que os investigados seriam identificados criminalmente.

Este procedimento implicaria em recolher as digitais de todos os dedos das mãos de cada um dos suspeitos e arquivar os dados nos arquivos da Polícia Civil e Polícia Federal. O delegado Wagner Pinto, da Delegacia de Crimes Contra a Vida, confirmou a informação antes de entrar no DI. Coincidência ou não, minutos depois da chegada de uma representante da Ordem dos Advogados do Brasil ao departamento, uma assessora de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais corrigiu a informação confirmada pelos dois delegados no início da manhã.

Segundo a assessora, os suspeitos estariam preenchendo formulários para um outro procedimento chamado “vida pregressa”. Neste formulário constariam perguntas sobre renda mensal, profissão, dependentes, dentre outras. A declaração foi feita depois da chegada da delegada de prerrogativas da OAB, Cíntia Ribeiro, chegar ao DI.

Os procedimentos da investigação que envolvessem os suspeitos deveriam ser comunicados aos advogados de defesa e à OAB. Porém, a representante da OAB afirmou que não foi comunicada pela Polícia Civil sobre os trabalhos desta manhã. Ela foi avisada pelos advogados de defesa dos suspeitos. A assessora da polícia foi categórica em afirmar que os advogados e a própria OAB haviam sido comunicados. Assista ao vídeo:



Estão no DI os suspeitos: Burno Fernandes, Luiz Henrique Ferreira Romão o Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Flávio Caetano de Araújo, o Flavinho, Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Dayanne Rodrigues do Carmo Souza. Além dos investigados, o pai de Eliza, Luiz Carlos Samudio, também está na delegacia. Ele e o advogado Sérgio Barros da Silva acompanham o encerramento do inquérito.

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