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LANÇAMENTO » A hora e a vez da geekonomía Geeks, os novos escribas do mundo, reconfiguram a sociedade de consumo, movem a economia mundial, criam, modificam e testam novas tecnologias que serão consumidas nas próximas décadas

Alysson Lisboa Neves -

Publicação: 22/07/2010 14:50 Atualização: 22/07/2010 15:13

Geekonomía ajuda a compreender as mudanças na economia mundial - (Arquivo pessoal)
Geekonomía ajuda a compreender as mudanças na economia mundial

Hugo Pardo Kuklinski é fundador do CampusMovil.net, membro do laboratório de meios interativos da Universidade de Barcelona, professor do Departamento de Comunicação Digital da Universidade de Vic e autor do livro Planeta web 2.0, disponível na internet. Lançada este ano, a obra Geekonomía – um radar para produzir no pós-digitalismo fala sobre o caminho que se abriu depois da entrada de novos personagens na economia mundial, os geeks. E discorre sobre a profunda crise que a universidade atravessa.

A definição encontrada no Wikipédia para geek é bem parecida com a expressão nerd, famosa nos anos 1990. “Geek é uma gíria que define pessoas obcecadas por tecnologia, eletrônica, videojogos etc.” O professor Hugo Pardo traz um conceito mais abrangente e trata os geeks como aqueles que redesenham a economia, convertendo-a em “geekonomia”. Esses personagens mudam as relações pessoais e são capazes de criar os instrumentos que utilizam ou de se reapropriar, de maneira criativa, dos já existentes. Para ele, os geeks são os novos escribas do mundo.

Estes novos personagens mudam a cultura hegemônica do século 20, que operava sob a filosofia da escassez. A indústria discográfica, editoras, imprensa tradicional, canais de televisão, distribuidoras de filmes e agências de publicidade tinham seus mercados muito bem definidos e fechados. O Google criou um modelo de negócios gratuito, baseado na administração e gerenciamento de informação abundante. Seu foco é o usuário.

Em um documento sobre pirataria, referindo-se à web 2.0, o professor diz que a falta de visibilidade de uma obra é, para o autor, um problema muito maior que a pirataria. São publicados, só nos Estados Unidos, 100 mil livros por ano. Desses, 10% conseguem vendas significativas e apenas 1% está disponível nas grandes livrarias.

Para os outros 90% dos autores, que estão no anonimato, o importante não é ganhar dinheiro com direitos autorais, e sim, ser lidos. Assim, podem sair do obscurantismo em que se encontram, acredita Pardo. O mesmo ocorre com a indústria do cinema, em que milhares de diretores e produtores não chegam às principais salas de exibição, pois são prejudicados por um modelo de distribuição dominada por Hollywood. Para mudar tudo isso entram em cena os geeks.

Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, o pesquisador, expert em análises comunicativas na web, fala sobre esta nova era.

Pardo entende que as universidades serão afetadas pelos cursos on-line - ()
Pardo entende que as universidades serão afetadas pelos cursos on-line

CREATIVE COMMONS

Diferente da ideia de “todos os direitos reservados”, o Creative Commons, uma organização não governamental localizada na Califórnia, Estados Unidos, busca expandir obras e divulgá-las por meio de licenças que permitem a cópia e o compartilhamento. Oferecer uma obra sob a licença Creative Commons não significa abrir mão dos direitos autorais e sim, oferecer alguns do seus direitos para qualquer pessoa, sob determinadas condições. Veja quais:

Atribuição
Outras pessoas podem copiar, distribuir e executar sua obra, protegida por direitos autorais ou derivar obras a partir dela, desde que seja dado o crédito da maneira que você estabeleceu.

Uso não comercial
Permite que outras pessoas copiem, distribuam e executem suas obras e obras derivadas dela, mas somente para fins não comerciais.

Não a obras derivadas
Você permite que pessoas copiem, distribuam e executem somente cópias exatas da sua obra, mas não as obras derivadas.

Compartilhamento pela mesma licença
Você permite que outras pessoas distribuam obras derivadas somente sob uma licença idêntica à licença que rege sua obra. Ou seja, se usa a obra de outra pessoa que permite compartilhamento, você deve também permitir compartilhamento de sua nova obra.
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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Yuri Lauar
discordo de pardo, somente as universidades sem capacidade de entender e acompanhar as necessidades devem ser afetadas, não vemos Havard, Kellogs e outras grandes universidades com este tipo de problema. Excelente a máteria, do tipo que o jornal precisa mais. | Denuncie |

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