O sucesso do primeiro negócio não pode ser atropelado pelo ímpeto do empreendedor. Os tropeços mais comuns, que determinam o tempo de vida de uma empresa, podem ser divididos entre técnicos e humanos. Os primeiros são causados pela ausência daqueles fundamentos básicos – porém eficazes -, encontrados em diversos manuais de empreendedorismo. A começar pela inexistência de um plano de negócio. Sem um foco, o negócio pode tomar mares revoltos e naufragar.
O desconhecimento da carga tributária inerente ao negócio é igualmente determinante, especialmente para o descompasso das finanças e declínio das contas. Se a escolha de modelo de negócio for pela gestão familiar, atente-se, pois pode se tornar um problema caso não seja conduzida com profissionalismo e disciplina.
A escolha do ponto do estabelecimento e pesquisa mercadológica sobre o produto a oferecer ou tipo de serviço ofertado são diferenciais que podem se tornar trunfos contra a concorrência. Mas o baixo capital de giro próprio e a falta de uma estrutura que não ofereça ferramentas necessárias para o trabalho pesam contra a prosperidade. E vale lembrar que formação profissional não é sinônimo de qualificação profissional.
Dos erros humanos, o mais recorrente na abertura de novas empresas é a impaciência. Resultados vêm com tempo e saber esperar é tão importante quanto saber ouvir as demais pessoas envolvidas no processo. Um empreendedor precisa assumir os riscos e os próprios erros, ser coerente no discurso e na prática e fomentar valores fundamentais ao negócio, como honestidade, sinceridade e lealdade. Idéias e projetos circunstanciais dão a vez às prioridades.
Porém a máxima eficiência de uma empresa não depende somente de projetos bem planejado e de seus colaboradores. Se a organização não cumprir o seu papel no processo, torna-se um entrave. Estruture uma comunicação clara, objetiva, com ferramentas capazes de garantir o fluxo de informações nas organizações, como metas, objetivos e resultados alcançados.
Eleja a transparência como um valor dentro da empresa, especialmente para o empreendedor. Desburocratize, incentive a liderança colaborativa, invista nos colaboradores e os ofereça suporte do tamanho do desafio que lhes são propostos, e acima de tudo sempre recorra a um Administrador para ajudá-lo criar um empreendimento sustentável.
Na RealHá sete meses, os amigos
Mauro Martins e Paulo Mourão Bastos se preparam para conquistar um sonho: abrir a oficina de balanceamento Hot Car. Nesse meio tempo, os dois tiveram problemas com falta de planejamento e tiveram que fazer de tudo para conseguir inaugurar o negócio. Confira a trajetória da dupla no projeto
Na Real.
* Humberto Gomes Pereira é coordenador do curso de Administração da Unipac Bom Despacho
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Autor: Bruno Scarponi
Prezado Humberto; Parabéns por sua avaliação correta. É imprescindível planejarmos nossas ações e focar o alvo de forma correta e galgada. Se o Brasil político fizesse isto, este País seria diferente. Bruno Scarponi | Denuncie |