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Pedro Rocha Franco - Estado de Minas
Publicação: 19/06/2010 17:43 Atualização: 19/06/2010 17:54
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| As dançarinas espanholas foram um espetáculo a parte e encantaram ao público com ritmo e muito charme |
A viola dá o tom; a empanada é o tempero; o vinho tinto é sinônimo do charme e as cores extravagantes nos vestidos das dançarinas do flamenco representam a sensualidade latina. Todos ingredientes misturados numa enorme panela de paeja compõe a receita exata da cultura espanhola. Durante todo o sábado o Museu Histórico Abílio Barreto, no Bairro Cidade Jardim, se transformou numa colônia dos povos hispânicos em comemoração ao Dia do Idioma Espanhol. Por mais de 11horas, 1,5 mil pessoas se revezaram na plateia da vasta programação do evento.
O objetivo do evento, organizado pelo Instituto Cervantes – entidade responsável por difundir a cultura espanhola –, é aumentar a visibilidade da língua e criar um ponto de encontro para todas as pessoas que falam o idioma. No mundo, 400 milhões de pessoas falam o espanhol. "Estamos cercados por países que falam a língua e, nesse contexto, é importante valorizá-la", comenta o representante do Instituto Cervantes, Amâncio Marcos de Castro. Além de Belo Horizonte, a data foi celebrada em outras 72 cidades onde a fundação tem sede, em 42 países de cinco continentes.
Acompanhada do filho Samuel, de 11 anos, a cirurgiã dentista Isabella Campos, de 49, se diz apaixonada pela cultura catalã. As duas vezes que esteve em Barcelona foram mais que suficientes para apreciar a combinação "mais que perfeita" entre vinho e frutos do mar. "Um dia ainda moro lá", diz. Mas, se para ela a realização do sonho ainda é distante, no mês que vem será a vez da filha Georgia, de 13, passar as férias de julho viajando pelo país. Por isso, nada melhor que um passeio pela dança, música, gastronomia, artesanato e folclore para se familiarizar com a nação. "Ela vai para a Espanha fazer um intercâmbio cultural", conta a mãe. "Ela estudou tudo sobre a história espanhola".
Só com 10 anos, Letícia já é dançaria de flamenco e na escola desvenda os segredos da Espanha. A mãe, Keli Viviane Moraes, de 37, optou por matriculá-la numa escola bilingue e, em vez dos pódios da natação, a garota optou pela dança. "Ela já pensa em ser bailarina, seguindo os passos da família", diz. Em BH, a edição desse ano tem um porquê especial. A capital mineira assume a Secretaria Executiva da Rede Mercocidades – entidade que busca fortalecer o papel dos municípios no Mercosul – no biênio 2010/2011. Desde 1996, a Prefeitura de Belo Horizonte integra a rede, que é responsável pelo intercâmbio de experiências.
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