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| Provas começaram às 13h, mas houve tolerância em função do trânsito |
No encerramento das provas do vestibular da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), a presidente da comissão permanente do processo seletivo e vice-reitora, Patrícia Bernardes, e o coordenador executivo José Francisco Lima Xavier, anunciaram que a escola poderá oferecer o curso de medicina no próximo ano. “A iniciativa já foi aprovada em todas as instâncias regulamentadoras e passa agora por um processo de discussão interna”, disse Patrícia.
As provas domingo, do concurso para o segundo semestre 2010, tiveram início às 13h, mas os portões permaneceram abertos até às 13h30, devido um grande engarrafamento no final da manhã nas imediações da Praça Raul Soares. Os resultados de Belo Horizonte e unidades da região metropolitana sairão até 6 de julho, pela internet (
www.pucminas.br). As matrículas começam no dia 8; e, nos dias 12 e 13, em segunda chamada.
Não foram registrados problemas durante o concurso no câmpus do Coração Eucarístico e nas unidades Barreiro, São Gabriel, Praça da Liberdade e Betim. Dos 7.463 candidatos às 5.445 vagas oferecidas em 65 cursos, 13% não compareceram. Outros 974 candidatos optaram pela prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de entrar na universidade. O índice de desistentes foi considerado normal pela comissão organizadora, comum em vestibulares do meio do ano.
Vagas noturnas e engenhariasA novidade este ano foi a oferta de vagas noturnas para os cursos de publicidade e jornalismo, na unidade do Bairro São Gabriel, na Região Nordeste de BH. Os cursos mais procurados foram engenharia mecânica (noite), com 8,4 inscritos por vaga, engenharia civil (noite), 7,9; direito (noite), com 6,8 candidatos por vaga; engenharia elétrica (noite), com 6,1; e direito (manhã), com 5,8. Segundo a vice-reitora, a maior procura por cursos de engenharia reflete o momento econômico do país: “Quando a economia se expande, os cursos de engenharia são os mais procurados”, disse ela, reconhecendo, no entanto, que tem havido queda no número de inscritos. Patrícia Bernardes atribui a redução às novas formas de entrar na universidade e também ao crescimento do número de escolas superiores.
A redação e outras questões da prova de língua portuguesa foram sobre o tema liberdade de expressão. O peso do texto na nota final equivale a 10 questões de múltipla escolha. A candidata a uma vaga em letras Andrezza Catarine considerou as provas razoáveis, mas encontrou dificuldades na de química. Otimista, Tiago Faria Oliveira, de Pitagui, no Centro-Oeste de Minas, tentou pela primeira vez engenharia civil no vestibular da PUC. “Considerei as provas bem fáceis, mas me enrolei um pouco em biologia. É meu ponto fraco”, admitiu.
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