O esquema de fraudes investigado na Operação Pluto, segundo a Polícia Federal, consistia em levantar dados de precatórios que não necessitam de alvará para liberação. De posse das informações dos beneficiários e do precatório do qual é titular, a quadrilha confirmava todos os dados necessários junto ao seu contato na Caixa, inclusive a necessidade ou não de um alvará judicial para liberação do dinheiro.
Um membro da quadrilha providenciava documentos como RG, CPF e comprovante de endereço falsos, com os dados do beneficiário real. Em seguida, um "laranja" era arregimentado entre pessoas sobre as quais o chefe do grupo tem ascendência - muitas vezes, um empregado de algum dos membros da quadrilha. O "laranja" ganhava certa quantia para abrir uma conta na Caixa e receber o dinheiro referente ao precatório fraudado.
A quadrilha também agia sem o uso do "laranja". Neste caso, ela usava um falso procurador - geralmente um advogado que atua em nome do beneficiário. De posse de uma procuração por escritura pública, lavrada em pequenos cartórios de cidades do interior, ele comparecia à Caixa e, em nome do real beneficiário, recebia o precatório, geralmente em dinheiro.
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