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Elaine Resende - Estado de Minas
Publicação: 14/06/2010 08:55 Atualização: 14/06/2010 11:31
Políticos de Juiz de Fora, na Zona da Mata, estão na mira da Polícia Federal, que deflagrou na manhã desta segunda-feira a "Operação Pluto", para o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. Os suspeitos, cujos nomes ainda não foram divulgados, são investigados por saques fraudulentos de precatórios creditados na Caixa Econômica Federal. Conforme a assessoria da PF, os acusados já foram investigados em outras operações, com a "João de Barro" e "Passárgada".
Além dos ocupantes de cargos políticos, foram denunciados advogados, funcionários da CEF, empresários e pessoas usadas como "laranjas". Acredita-se que a quadrilha também envolva servidores da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho, já que eles facilitariam a ação da quadrilha por terem acesso aos dados dos precatórios.
O esquema consiste em levantar dados de precatórios que não necessitam de alvará para a liberação (entenda como agia os fraudadores). De acordo com a PF, os precatórios podem ser sacados em qualquer agência da Caixa no país e seus valores variam de R$ 200 mil a R$ 700 mil. O dinheiro era dividido pela quadrilha conforme a participação de cada integrante no esquema. A maioria dos processos fraudados são do Tribunal Federal da 5ª Região, responsável por vários Estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe). Há ainda processos dos Tribunais Regionais do Trabalho.
Os presos podem responder pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, falsidade documental, estelionato, além de crimes contra a administração pública.
Precatório
O precatório é uma espécie de requisição de pagamento de determinada quantia paga pela Fazenda Pública, condenada em processo judicial, para valores acima de 60 salários mínimos ao beneficiário.
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