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| Perspectiva do estádio pronto para a Copa: a mil quilowatt por hora, o que, junto com o Mineirinho, pode abastecer cerca de 1,5 mil casas |
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já tem em mãos o estudo de viabilidade elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para transformar, até dezembro de 2012, o estádio Mineirão e o ginásio Mineirinho em usinas geradoras de energia elétrica à base de radiação solar. A previsão é de que sejam investidos 12,5 milhões de euros, o equivalente a R$ 28,4 milhões, de acordo com câmbio de quarta-feira. Somente o Mineirão terá capacidade instalada de cerca de 1 mil kW (quilowatt) e produção de 1,2 mil mWh (megawatt/hora), o suficiente para iluminar 800 residências. Se somada à capacidade do Mineirinho, o volume pode chegar a 2 mil kW e uma produção capaz de gerar energia para cerca de 1,5 mil casas.
O próximo passo é estruturar o projeto com a definição, entre outros pontos, da capacidade e custo da energia que será gerada e impacto sobre o leiaute do estádio. A Cemig prevê que, até o fim de julho, esta etapa já tenha sido concluída para o Mineirão, enquanto solução semelhante está em avaliação para o Mineirinho.
A partir daí, será planejado o lançamento dos editais para licitação. “Até o fim de setembro, soltaremos as especificações para publicação de edital e escolha das empresas que vão colocar o projeto em prática”, antecipa o gestor de projetos de energias renováveis da Cemig, Alexandre Heringer Lisboa. A radiação solar será captada por painéis fotovoltáicos, base da energia elétrica gerada pela central. Toda a produção será enviada para subestação já existente no Mineirão e jogada na rede da Cemig para comercialização, não sendo utilizada exclusivamente para suprir a demanda dos estádios. Uma parte do que for gerado será destinada ao Mineirão como carga de emergência em casos de falta de energia. “Para a Copa do Mundo, vamos garantir 100% do fornecimento de energia”, afirma Heringer.
A montagem dos equipamentos, parte mais cara do investimento, deve levar cerca de dois meses, mas há uma série de providências a serem tomadas para que a usina fique pronta até 2012. A intenção é de que o estádio esteja preparado para receber a Copa das Confederações já em 2013.
Do total de investimentos, 10 milhões de euros serão liberados por meio de linha de crédito já aberta pelo banco de fomento alemão KFW em setembro do ano passado, dentro do acordo de cooperação técnica Brasil-Alemanha. O restante será viabilizado pela estatal mineira. Os recursos também têm como objetivo garantir melhoria da eficiência energética nos estádios, que envolve, entre outras medidas, projetos de iluminação, refrigeração das cabines e áreas vips e aquecimento da água nos vestiários.
TermelétricaA instituição financeira alemã, juntamente com a GTZ, agência germânica de desenvolvimento, visitou o Brasil em junho do ano passado para conhecer os estádios e projetos já desenvolvidos pela Cemig, como o caso da termelétrica montada no câmpus 2 do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), na época em testes.
Foi da Alemanha que veio a inspiração para implantar o modelo de uma central geradora de energia a partir dos raios do sol no Mineirão e no Mineirinho. O sistema já foi implantado nos estádios da cidade alemã de Freiburg, considerada a capital solar do país, e de Berna, na Suíça. Heringer havia visitado os dois estádios solares em abril do mesmo ano, quando os primeiros contatos com o KFW e a GTZ foram feitos.
O projeto, previsto inicialmente para Minas, pode ser estendido ao Maracanã, estádio do Rio de Janeiro, que receberá a final dos jogos da Copa do Mundo de 2014. “Como a Light faz parte do grupo da Cemig e será responsável pelo suprimento de energia do estádio, estamos tentando viabilizar esse projeto para instalar uma usina semelhante a do Mineirão no Maracanã”, explica Alexandre Heringer.
Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: Wanderson Souza
Outra opção seria utilizar essa energia solar para gerar vaporização de agua (rejeição termica) em tempos de verão, aumentaria a umidade e diminuiria a sensação termica dos torcedores e dos times em campo, pois a temperatura seria mais baixa com um umidade um pouco mais alta. | Denuncie |
Autor: Cynthia CA
As cidades deveriam investir mais em soluções ambientalmente corretas, mas não há a visão a longo prazo. O investimento de hoje faz a economia de amanhã. Reciclagem de materiais, utilização da energia solar, captação de água da chuva... Todas essas iniciativas deveriam partir do poder público também. | Denuncie |
Autor: Brasil Calcados Industria E Comercio Ltd
Oi Gustavo, idéia muito boa, tomara que a Copasa leia a mensagem e coloque em prática. Creio que se houvesse vários pontos de coleta da agua da chuva e o seu aproveitamento, não teríamos as enchentes do rio Arrudas. | Denuncie |
Autor: Gustavo B. Junior
Cade meu comentário???????? porque não posta ele?????? cade? não disse nada demais...so parabenizando... isso é um absourdo!!!!!!!! | Denuncie |
Autor: Gustavo B. Junior
Projeto inovador, esperamos que Belo Horizonte se transforme em uma cidade modelo utilizando esses novos metodos de economia de energia. Fica uma dica para a copasa: captção das aguas de chuva no mineirão e no mineirinho, seria uma boa economia é um otimo exemplo. | Denuncie |
Autor: Roberto Lima
solução inovativa,merecimento de aplausos ! Dengue. o combate é todos os dias ! www.guira.ind.br | Denuncie |
Autor: Brasil Calcados Industria E Comercio Ltd
Parabéns, estamos entrando no novo ciclo de desenvolvimento e futuro da humanidade. | Denuncie |