Glória Tupinambás - Estado de Minas
Publicação: 11/05/2010 20:19 Atualização: 11/05/2010 20:45
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| Estudantes do ensino médio e de cursinhos foram ao campus da UFMG protestar contra a decisão |
Cerca de mil estudantes do ensino médio e de cursinhos pré-vestibulares de Belo Horizonte se reuniram, no campus Pampulha, nesta terça-feira, para reclamar contra a substituição da primeira etapa do processo seletivo pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Depois de muito barulho e de uma reunião de mais de duas horas com o reitor Clélio Campolina, saiu o comunicado que significou um banho de água fria para os alunos: “é praticamente impossível reverter a decisão, que foi tomada pelo Conselho Universitário com ampla maioria”, disse o dirigente da instituição. O reitor ainda afirmou que o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição, encerrado na segunda-feira, será reaberto nos próximos dias.
A manifestação começou às 14h, com a concentração dos estudantes na Praça de Serviços do campus. Em seguida, puxados por um carro de som, os protestantes seguiram em passeata até a reitoria, onde seis alunos foram escolhidos para formar uma comissão que entregaria uma carta e um abaixo-assinado ao reitor. A principal queixa é a adesão imediata ao Enem, que passa a valer já a partir deste ano para a disputa de vagas na UFMG. Os alunos também reclamam da falta de participação deles nas decisões sobre o vestibular, apesar de a União Colegial de Minas Gerais e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) terem manifestado apoio à mudança no processo seletivo.
Depois de ouvir todos os argumentos dos manifestantes, o reitor defendeu a decisão da UFMG de aderir ao Enem, repetindo que o exame nacional é um “avanço” no sistema de avaliação do país e que a substituição dos tradicionais vestibulares pelo teste é uma forma de “pressionar pela melhoria do ensino público fundamental e médio”. “Concordamos que o Enem ainda está em evolução e, com essa adesão, agora vamos poder participar ativamente da elaboração da prova. Esperamos que em algum momento o vestibular possa ser eliminado definitivamente”, disse Campolina.
Sobre a impossibilidade de reverter a decisão do Conselho Universitário, Campolina explicou que o edital das provas já foi publicado e o prazo final para quaisquer mudanças terminou na última segunda-feira. “Temos um prazo regimental de 180 dias antes do início das avaliações para publicar o edital e essa determinação foi cumprida”.
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