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Aulas começam e obras não acabam

Ricardo Beghini - Estado de Minas

Publicação: 28/03/2010 08:29 Atualização: 28/03/2010 10:03

 - (Renato Weil/EM/D.A Press. )

Na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os novos alunos do bacharelado em ciências exatas, que possibilita acesso aos cursos de engenharias, criados com recursos do programa de expansão Reuni, assim como os estudantes de cursos já existentes da mesma área, terão que esperar até a primeira quinzena de abril para o término das obras do novo prédio da unidade. Até lá, vão conviver com o vaivém de operários, com o barulho dos equipamentos de construção e com tapumes no lugar de paredes e corrimãos. As aulas, por enquanto, vêm sendo ministradas em um novo edifício do Instituto de Ciências Exatas (ICE), que também não foi concluído.

"O novo bloco não tem banheiro nem bebedouro. Precisamos nos deslocar até o prédio vizinho", reclama a caloura do curso noturno de engenharia elétrica Priscila Shandreppi, que aponta outro problema enfrentado por ela e pelos colegas. Segundo Priscila, nas espaçosas salas de aula do novo edifício do ICE, projetadas para abrigar pelo menos 100 alunos, os estudantes acomodados do meio para trás não conseguem enxergar a parte de baixo do quadro. "O fato de ter mais vagas é sempre bom, mas eles tinham que ter tratado disso melhor", ressaltou.

No primeiro dia de aula do semestre na UFJF, uma comissão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) visitou o bloco inacabado do instituto para verificar as dificuldades. "A solução para garantir a segurança é transferir os estudantes para outras unidades até o prédio ficar pronto", avalia o coordenador-geral do DCE, Luã Cupolillo.

O pró-reitor de Graduação da Federal de Juiz de Fora, Eduardo Magrone, assinala, por sua vez, que os transtornos são transitórios frente aos benefícios que o novo bloco de ensino proporcionará: novas salas de aulas, 12 minianfiteatros, outros dois com capacidade para 300 lugares, laboratórios de ensino de química, física e ciência da computação. "A UFJF se empenha em minimizar eventuais transtornos ocasionados pelos trabalhos na obra no novo prédio de cinco andares em área de 6 mil metros quadrados", disse. Segundo ele, a o atraso foi provocado pelo período chuvoso.

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