O apoio dos primeiros suplentes, no entanto, não é garantido em todos os casos. Em alguns partidos e coligações, a afinidade política ou a falta dela fala mais alto. É o caso da ex-vereadora Neila Batista, segunda suplente do PT com 6,8 mil votos. No partido, são quatro pré-candidatos a deputado estadual – Paulo Lamac, Neusinha Santos, Silvinho Resende e João da Locadora – e, portanto, as chances são maiores. Mesmo assim, Neila se recusa a fazer campanha para os colegas. Ela vai apoiar o ex-deputado Rogério Correia na campanha pela Assembleia.
“Tenho militância dentro do PT, a lógica da minha caminhada política não me permite fazer esse tipo de movimento mais pragmático de trabalhar pela eleição de um colega vereador para conseguir a vaga. Até porque há alguns com os quais não tenho afinidade de trabalho e perfil, como o Paulo Lamac e a Neusa Santos. Isso não me permite fazer campanha”, justifica. A escolha por Rogério Correia foi, segundo ela, porque ele a representa.
O primeiro da fila do PT, também ex-vereador Tarcísio Caixeta, não tem o mesmo problema. Diz estar conversando com os quatro pré-candidatos e acredita que eles tenham possibilidade de vencer. “Alguns me procuraram e, com o Paulo Lamac, está mais avançada essa conversa. Ele tem uma boa relação com a prefeitura e uma função de destaque por ser líder”, disse. Apesar de não acreditar em transferência de votos, Caixeta afirmou que vai à luta: “Vou me empenhar ao máximo para ajudar na busca de apoio para quem for escolhido meu candidato”. Até então, ele ainda não confirmou para quem fará campanha.
Quem também diz deixar de lado a escolha mais vantajosa por questões pessoais é o primeiro suplente do vereador Fred Costa (PHS), o advogado e ex-jogador de futebol Heleno. Apesar de ser o dono da vaga do PHS, caso Fred seja eleito, ele só fará campanha para o colega se ele se lançar à Câmara dos Deputados. Para Assembleia, ele se compromete com o deputado estadual João Leite (PSDB), de quem é amigo e funcionário. Heleno não vê saia justa na situação.
“Meu compromisso primeiro é com o João, mesmo a vaga estando em jogo. Estou preocupado em fazer campanha para um deputado com que trabalho há muitos anos”, disse. O suplente, que teve 3,1 mil votos, pediu a definição de Fred Costa, que ainda não anunciou se a candidatura será a deputado estadual ou federal. Se a escolha for Brasília, o suplente Heleno muda o discurso. “Não tenho problema nenhum em trabalhar com o Fred, a partir do momento que ele desejar.” Atuar para os dois na campanha ao mesmo cargo, para Heleno, seria incoerência.
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