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Polícia achou carne e pele debaixo de unhas de uma das vítimas do maníaco

Pedro Ferreira - Estado de Minas

Publicação: 18/02/2010 06:22

O maníaco que estuprou e estrangulou pelo menos três mulheres no Bairro Industrial, em Contagem, na Grande BH, teve o corpo marcado por uma das vítimas, a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35 anos. Ela mantinha suas unhas grandes e bem cuidadas e possivelmente as usou como armas para se defender. Debaixo delas, a polícia encontrou pedaços de carne e de pele.

Ao contrário do que foi divulgado, Edna não foi estrangulada com o colar que usava, pois ele é frágil e arrebentaria facilmente. O maníaco usou um cabide de arame, revestido com material plástico, usado por Edna para pendurar no carro um blazer. O cabide foi aberto e esticado pelo matador para enforcar a contadora. Depois, ele deixou a arma do crime no Palio da vítima, abandonado na entrada de uma favela a dois quilômetros da casa dela, no Bairro Industrial. Antes, ele teria jogado o corpo numa estrada de terra em Nova Lima, a 50 quilômetros de distância.

O irmão da vítima, o carreteiro Éder Cordeiro, de 31, confirmou que, debaixo das unhas da irmã havia pedaços de carne e pele. “Fui ao enterro e olhei as mãos dela. Ela tinha feito as unhas recentemente e ainda havia carne debaixo de todas elas”, disse o irmão.

Segundo Eder, Edna era muito brava e sempre dizia que não ia deixar por menos se fosse assaltada, que iria reagir, que por mais que o ladrão fosse forte ela iria matá-lo primeiro. Na época do crime, segundo ele, sua família sugeriu à policia que fosse divulgado que o suspeito estava ferido, mas nenhuma providência foi tomada.

Ainda de acordo com o irmão, Edna deve ter debatido muito antes de ser morta. “Ela não tinha ferimentos, apenas um forte hematoma nos pulsos, principalmente no esquerdo, como se alguém a tivesse segurado com muita força. Ela também não foi amarrada, pois, segundo peritos, não havia marcas de corda”, disse. A testa de Edna também estava roxa, mas, segundo peritos, foi em função do acúmulo de sangue no cérebro, provocado pelo estrangulamento. A perícia informou também à família que Edna foi violentada quando estava desmaiada ou morta.

Na última sexta-feira, os pais da contadora, Glória Cordeiro e Salvador Cordeiro, foram convidados por representantes da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa para participar de uma audiência pública dia 23, às 10h, para discutir os crimes.

Evidências

Parentes das três mulheres assassinadas pelo maníaco acreditam que o criminoso more ou frequente o Bairro Industrial, em Contagem. O local onde possivelmente Edna Cordeiro foi rendida fica exatamente a mil metros de onde a empresária Ana Carolina Assunção, de 27, também foi rendida. As duas, assim como a terceira vítima, a comerciante Maria Helena Lopes Aguilar, de 48, também moradora do bairro, estavam de carro.

Ana Carolina foi a primeira vítima. Por volta das 18h de 16 de abril de 2009, ela saiu de casa no seu Palio Weekend com o filho de 1 ano e quatro meses para buscar a mãe a quatro quarteirões. A empresária tinha o costume de estacionar o carro numa rua lateral, a Monsenhor Leão, pois as avenidas Tiradentes e Benjamim Guimarães têm grande movimento. Naquela tarde, ela não encontrou vaga perto da loja e parou mais distante na Monsenhor Leão, que é mão única. Tudo indica que ela foi rendida quando deixava o carro, pois a mãe, que já tinha fechado a loja e a esperava do lado de fora, viu quando carro da filha andava de ré, entrando na Rua Barbacena. A família tentou falar com Ana Carolina pelo celular, mas ela já atendeu de forma estranha e um homem falava ao seu lado.

O maníaco esperou cinco meses para atacar de novo. Em 17 de setembro, a vítima foi a comerciante Maria Helena Lopes Aguilar, de 49. Ela saiu da sua loja no Barro Preto, Região Centro-Sul de BH, e não chegou em casa, no Bairro Industrial. Seu corpo foi achado no banco traseiro do seu Punto, enforcada com o cinto de segurança, na Rua Trombetas, no Conjunto Califórnia I. O local fica a dois quilômetros de onde o carro de Ana Carolina foi encontrado, com o corpo no banco traseiro, estrangulada com o cadarço do seu tênis, e o filho de 1 ano e 4 meses dormindo sobre o corpo.

Desafiando a polícia, o maníaco atacou dois meses depois. Ele rendeu a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35, na Rua Uruguai ou perto dela. Em 11 de novembro, Edna saiu da faculdade onde trabalhava, no Bairro Floresta, Região Leste de BH, e ficou de apanhar a filha de 15 anos na casa de uma amiga, a três quarteirões da sua casa. Antes, a contadora ia passar na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, na Rua Uruguai, para pegar um documento com um colega de trabalho. Edna telefonou para ele às 19h40, dizendo que já estava quase na porta da escola. Ela pediu que ele a esperasse no portão, mas não apareceu. A família acredita que ela foi dominava quando estacionava o carro perto da escola ou quando parou num sinal da Avenida Tiradentes. Em todos os crimes, o maníaco levou apenas os celulares das vítimas, deixando, em alguns casos, objetos de mais valor.

Esta matéria tem: (11) comentários

Autor: André Carmo
Acho que estamos vendo televisão demais. A realidade no Brasil é outra, gente. Não adianta ficar dizendo: em tal lugar é assim. Há coisas que a legislação nem permite ou prevê. Por que não cobramos de quem é realmente responsável, vide, a turma que de 4 em 4 anos está na TV pedindo voto? | Denuncie |

Autor: Efraim Ferreira
A perícia não examinou as mãos da vítima??? Tenham dó...!!!!! C.S.I. nela! | Denuncie |

Autor: wellington alves
As manchetes do Estado de Minas (UAI) não têm nada a ver com o conteúdo da reportagem. vejam que na reportagem, em momento algum, a polícia foi citada sobre ter "encontrado carne na unha da vítima...". Ô Estado de Minas, vê se te manca e faça um título coerente com o texto. | Denuncie |

Autor: RODRIGO NEVES
Se a PC investigasse estes assassinatos d forma adequada no início, possívelmente este estuprador estaria preso. Em um trecho da matéria ha um relato d um irmão da vítima em que ele viu fragmentos d pele debaixo da unha da vítima, fazer um retrato falado d um indivíduo c cicatriz nosto é tão dfícil ? | Denuncie |

Autor: alberhto souza
Será que são aqs empresas que fabricam GPS, que fazendo looby , para impedir que as operadoras de celular, ajudem as policiaqs, nas investigações?? Vamos levantar a lebre, porque se for isso , o Brasil poderá ser considerado definitivamente, um país sem seriedade ! Chega de omissão das autoridades! | Denuncie |

Autor: alberhto souza
Este país é um disparate, será que temos mania de complicar as coisas? A leitora Ana Cristina, sugeriu, o rastreamento e isto é perfeitamente possível! Lí isto recentamente que basta um simples pedido a operadora, que ela localiza o celular, com erros de centimetros!! Que que tá acontecendo, gente!! | Denuncie |

Autor: Luiz Alberto Mota Ramos
Se ele ataca a pé, entrando no carro da vítima e estes ataques ocorreram no B. Industrial. Provável que ele também seja daquela região e aí seria buscar através de "blitz" alguém que esteja com marcas no rosto, onde muito provavelmente foi atacado por uma das suas vítimas. | Denuncie |

Autor: Charles Jamil
1) Por que não assassino em série? 2) Um assassino iria muito matar perto de sua casa. 3) Isso prova como a polícia realmente é preparada. | Denuncie |

Autor: Ana Cristina Mendes
Acredito ainda tbm q se a polícia conseguir junto da justiça e das operadoras de celular uma maneira de rastrear estes aparelhos,irá localizar este serial killer facilmente;pois com certeza ele não abriu mão destes aparelhos,pois são seus bens mais preciosos. | Denuncie |

Autor: Edison Fonseca
acho que a policia tem que empnhar mais pois isto ja esta virando brincadeira, se a policia civil nao da conta poem a policia federal no caso | Denuncie |

Autor: Ana Cristina Mendes
Bom, estava aqui pensando com os meus botões e acho q sei pq este serial killer leva apenas o celular.Todos eles gostam d um troféu da vítima e acredito q ele deva tirar fotos(com o proprio celular da vítima)da vitima,sendo abusada e morta p/dpois ficar relembrando.Pois a imagem ta ali, registrada. | Denuncie |

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