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Serial Killer » Famílias de desaparecidas exigem empenho da polícia Parentes de mulheres mortas em casos não resolvidos querem que crimes tenham tratamento semelhante ao das vítimas do maníaco que atacou no Bairro Industrial

Pedro Ferreira - Estado de Minas

Publicação: 07/02/2010 07:18 Atualização: 07/02/2010 08:57

Policiais fazem buscas na Mata da UFMG, onde foram encontrados corpos de algumas vítimas da onda de crimes ocorrida entre 1999 e 2001 - (Estevam Musso/EM/D.A Press-11/7/2000)
Policiais fazem buscas na Mata da UFMG, onde foram encontrados corpos de algumas vítimas da onda de crimes ocorrida entre 1999 e 2001
 

As polícias Civil e Militar enfrentam o desafio de prender o maníaco que atacou pelo menos três mulheres no Bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas famílias de outras possíveis vítimas de um assassino em série, que teria agido há 10 anos na Região Noroeste de Belo Horizonte – a mesma onde foram encontrados no ano passado os corpos das empresárias Ana Carolina Assunção, de 27 anos, e Maria Helena Lopes Aguiar, de 48, comprovadamente mortas pelo mesmo homem – querem a mesma atenção das autoridades policiais. Para os parentes de algumas das 12 mulheres assassinadas entre 1999 e 2001, e de outras seis que continuam desaparecidas, todas na Região Noroeste, os casos antigos caíram no esquecimento com o passar dos anos.

A funcionária pública Geni Silva de Melo Filha, de 51, lembra que os objetos da sua irmã, a pedagoga Selma Beatriz Silva de Melo, de 33, que desapareceu em 26 de fevereiro de 1999, foram encontrados às margens da Via Expressa, onde também foi achado o corpo da empresária Ana Carolina em abril do ano passado. “Os casos antigos continuam sem uma resposta e estão esquecidos pela polícia, que nem procura mais as famílias para dar uma satisfação. Já se passaram 10 anos e não sabemos o que houve com a minha irmã”, disse Geni.

A funcionária pública acompanha os casos recentes e não descarta a possibilidade de o maníaco ser o mesmo daquela época. “A polícia continua com o mesmo discurso, de que muitas mulheres desaparecem por conta própria. Isso é um absurdo”, disse Geni, lembrando que sua irmã deixou um filho com 3 anos que hoje, aos 14, mora com o pai.

A dona de casa Wanda Nogueira, de 53, já não acredita que a polícia vá esclarecer o sumiço da sua irmã, Elizabete. “A força-tarefa criada pela polícia hoje é a mesma de 10 anos atrás. A gente pode confirmar isso pelas fotografias da época. Até hoje não apuraram nada”, reclama Wanda, lembrando que, além de Selma e Elizabete, continuam desaparecidas a estudante Carla Emanuelle da Silva, que sumiu aos 11 anos; a bancária Daniela Maria de Oliveira Cardoso (aos 25); a gerente de restaurante Viviane Andrade Brandão (25); e Cristiana Parreira. Das 12 mulheres encontradas mortas, segundo Wanda, muitos casos são semelhantes aos últimos episódios. “O maníaco pode mudar a sua mentalidade. Mas será que a polícia mudou a forma de apuração? Será que evoluíram, aprendendo com os erros?”, questiona.

Conforme o Estado de Minas divulgou com exclusividade na última semana, exames do Instituto de Criminalística comprovaram que sêmen recolhido nos corpos de Ana Carolina, Maria Helena e da contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35, todas mortas no ano passado, é do mesmo homem, que pode estar envolvido ainda na morte de uma outra mulher e no sumiço de uma universitária. O EM apurou que os policiais envolvidos na investigação trabalham com a hipótese de que o número de vítimas do serial killer chegue a 11.

A partir da divulgação das ações do maníaco, a cúpula da Polícia Civil, que mantinha o caso em sigilo, veio a público confirmar a caçada ao matador de mulheres e pedir a colaboração de pessoas que pudessem fornecer qualquer pista sobre o caso, mesmo que anonimamente, pelo telefone 181. Um grupo especial está encarregado das investigações e, segundo a Secretaria de Defesa Social, a região do Bairro industrial vem contando com policiamento reforçado na tentativa de prender o matador.

Foragido

Os parentes das vítimas mortas há mais tempo afirmam que a polícia deveria usar do mesmo empenho para pôr as mãos em um dos principais suspeitos de matar mulheres na Região Noroeste, que continua foragido. Segundo foi apurado pela polícia, em julho de 1999, Leandro Ferreira de Carvalho, o Leco, degolou Cleusilene Miranda, então com 25 anos, e jogou o corpo numa galeria de esgoto do Bairro Caiçara, ao lado da casa dele. O rapaz foi visto por um vizinho saindo da galeria com a roupa manchada de sangue e justificou que havia matado uma cabrita. O suspeito teve a prisão decretada, mas fugiu para o Rio de Janeiro e nunca mais foi visto.

Em maio do mesmo ano, o corpo da secretária Aline Salgado, de 18, foi encontrado às margens do Anel Rodoviário, a poucos metros da casa de Leandro e da galeria de esgoto onde o corpo de Clausilene foi jogado. A morte é outro mistério a ser esclarecido. Para a família dela, é mais um caso esquecido pela polícia. Nenhum delegado das delegacias de Homicídios ou Desaparecidos se dispôs a comentar o andamento das investigações dos crimes antigos. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, nenhum inquérito antigo foi arquivado e todos os casos sem solução continuam sendo investigados.

Relaxamento

Apesar da preocupação de moradores do Bairro Industrial, em Contagem, na Grande BH, onde pelo menos três mulheres foram atacadas pelo serial killer que está sendo procurado pela Polícia Civil, o clima na tarde de sábado era de aparente tranquilidade, com o comércio funcionando normalmente e sem qualquer aparato ostensivo de polícia. Na noite da sexta-feira, apenas um carro da Polícia Militar foi visto ao longo da Rua Tiradentes, uma das mais movimentadas da região e onde ocorreu um dos ataques do criminoso. Nos bares e restaurantes das vias próximas, o bate-papo era descontraído entre os grupos de frequentadores.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: carlos oliveira
Eu sei que este bandido esta vendo as noticias e lendo o site da uai, ref: a ele, mais acredito em nossa policia em breve vc tarado vai esta no lugar que merece e que escolheu, e vai chorar no lugar que nimguém vai ouvir... bons 32 anos para vc. | Denuncie |

Autor: carlos oliveira
veja, temos mais 02 casos de estupros na região de contagem, Será que a policia não esta vendo q. este mesmo bandido esta mudando de personalidade para confundir todos, e rindo de tudo??? não vamos deixar c/que este animal fique solto. parece que esta desafiando a capacidade de nossos policiais. | Denuncie |

Autor: Anivaldo Costa
E continuam dando privilégios a bandidos.......que deveriam ser tratados como tal...acredito também que seja um bom indício que ser for comprovado mostrará mais uma vez a falha do poder judiciário/prisional deste país. | Denuncie |

Autor: Valdemir Cardoso
Bem continuando, talvez algum detento que tem esse privilegio de sair e voltar pra penitenciaria,se for verificado o perfil de alguns desses detentos e acompanha-los, com discricao, podemos talvez estar no caminho para elucidar tao barbaros crimes.Ficamos de ca torcendo pra ser o mais rapido a prizao | Denuncie |

Autor: Valdemir Cardoso
Quando aconteceram os casos de 99/2001, mesmo com trabalho e empenho das policias, civil emilitar, nao se elucidou nada.Agora com os novos ataques, eu mesmo morando fora do Pais,acompanho tudo.Nao seria o caso de verificar o perfil de algum detento que tem o privilegio de saidas temporarias, | Denuncie |

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