A ação do serial killer que matou pelo menos três mulheres em Contagem, na Grande BH, no ano passado, pode ser ainda mais violenta e trágica. Uma fonte da polícia informou ao Estado de Minas que a força-tarefa que procura identificar e prender o assassino trabalha com a hipótese de que o maníaco seja responsável por um total de 11assassinatos de mulheres na região metropolitana.
A data e o local dos crimes não foram divulgados pelo informante. De acordo com ele, a maneira do criminoso agir e indícios encontrados nas cenas dos crimes levaram a polícia a avaliar que se trata de uma mesma pessoa. Até o momento, oficialmente, as autoridades policiais reconhecem que o homem estuprou e matou as empresárias Ana Carolina Assunção, de 27 anos, e Maria Helena Lopes Aguiar, de 48, e a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35, assassinadas no ano passado. O sêmen encontrado nos corpos dessas três vítimas é da mesma pessoa.
A polícia também admite que o serial killer estaria envolvido na morte de uma outra mulher, cujo corpo foi encontrado em estado de decomposição, o que não permitiu a coleta de material genético do criminoso para exame de DNA, e no desaparecimento de uma universitária, sumida desde setembro do ano passado.
Procurada pelo EM para confirmar ou desmentir a informação de que o maníaco estaria sendo investigado por mais seis mortes, a Polícia Civil informou que nenhuma autoridade iria comentar o assunto e que, a partir de agora, não haverá pronunciamento de policiais sobre o andamento das investigações. No fim de cada dia, uma nota oficial será enviada aos veículos de comunicação.
Força-tarefaPara justificar a medida, a corporação explica que, “diante da impossibilidade de fornecer informações sobre o andamento da apuração dos crimes sem que haja prejuízo para o trabalho investigativo, a PCMG mantém a decisão de não fazer novos pronunciamentos à imprensa até que a divulgação dos novos fatos já não represente qualquer risco de dificultar ou impossibilitar a localização e prisão do criminoso.”
A nota também informa que a Polícia Militar não está participando da força-tarefa, apesar de ter um serviço de inteligência, a P-2, muito eficiente: “Os trabalhos continuam sendo realizados apenas por integrantes do corpo técnico da Polícia Civil de Minas, sendo as investigações realizadas por policiais civis e os procedimentos de análise e comparação de provas materiais por parte de médicos-legistas e peritos criminais de diversas áreas.”
Segundo o documento, divulgado no fim da tarde, “a Polícia Militar vem atuando em parceria com a Polícia Civil, desenvolvendo o papel determinado constitucionalmente à corporação e dentro do parâmetro de integração dos trabalhos adotado no estado por parte das diferentes integrantes do sistema de defesa social de Minas Gerais".
Quanto ao retrato falado do suspeito, com base no depoimento de uma testemunha que teria visto um homem se afastar do carro de uma das vítimas, a nota oficial da Polícia Civil diz que ele não será divulgado. Da mesma forma, o número de suspeitos que estão sendo monitorados não será confirmado.
DesaparecidasAtualmente, segundo dados da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, 608 pessoas do sexo feminino (crianças, adolescentes, adultas e idosas) estão sumidas. Do total, 317 casos foram registrados em Belo Horizonte, sendo 245 mulheres entre 18 e 49 anos. Somente este ano, foram registrados 14 casos de desaparecimento de mulheres na capital, com idade entre 18 e 59 anos.
(Com Alfredo Durães)
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