A revelação de que um criminoso sexual age na região do Bairro Industrial, em Contagem, e seria responsável pelo estupro e morte de pelo menos três mulheres, assassinadas ao longo do ano passado, mudou radicalmente a rotina do bairro. As famílias tomaram medidas extras de segurança e, nas conversas, discute-se como evitar novos ataques. A presença de qualquer pessoa desconhecida já desperta suspeitas.
Embora todas as vítimas do maníaco até agora sejam adultas, a cabeleireira Andréa Aparecida dos Santos, de 34 anos, aumentou a proteção para a filha de 11 anos, que passou a ter a companhia da mãe na ida e na volta da escola. “Eu já não tinha coragem de deixar a minha filha andando sozinha. Agora, depois desses ataques, não desgrudo dela nem durante o dia. A polícia tem que pegar esse maníaco, senão outras mulheres serão mortas”, disse Andréa. Segundo ela, o assassino pode ser qualquer um que passa pelas ruas do bairro.
A comerciante Denise Souza, de 27, é dona de uma drogaria na mesma rua onde a empresária Ana Carolina Assunção, de 27, umas da vítimas, tinha uma loja de confecções. Denise também está apavorada. “Parei de sair de casa. Se saio, telefono para o meu marido e ele fica me esperando. Só entro com meu carro na garagem do prédio se eu estiver com o meu marido, mesmo durante o dia. Fico observando tudo, pois todas as mulheres mortas tinham carros”, disse Denise.
TraumaA comerciante é vizinha da família de uma vítima pelo serial killer, a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35. “Estou traumatizada. Acho que toda mulher se coloca no lugar das vítimas e imagina o desespero que elas passaram, sendo estupradas e depois estranguladas. Pode acontecer com qualquer uma de nós”, disse Denise.
A professora Angélica Athaíde Pereira dos Santos, de 27, acredita que o homem procurado pela polícia está por perto, rondando o Bairro Industrial e pronto para atacar novamente. “Eu também sou motorista e estou apreensiva. As três mulheres estavam conduzindo veículos e estou tomando todo cuidado quando vou pegar meu carro. Quando chego em casa, abro o portão da garagem bem rápido, pois ele não é eletrônico”, disse a professora, que, mesmo com o calor, evita deixar o vidro do carro aberto. “Quando estou parada no sinal, olho para todos os lados, com medo de ser atacada”, disse a professora.
Esta matéria tem: (3) comentários
Autor: Welinton Martins
A lei da muita cobertura ao bandidos. Será se fosse esposa ou filha de um governador ou presidente da república as investigações, iam esperar tantas vítimas?. Não entendo, se alguém matar esse maníaco ainda vai a juri popular. Pessoal da pastoral procuraram as família da vítimas? Muda BRASIL... | Denuncie |
Autor: Achiles Holanda Silva
É simples e fácil acabar com a criminalidade no Brasil. Basta instituir a pena de morte e a prisão perpétua. Porque que não acontece este tipo de coisa por exemplo na China? O homem é irracional e somente uma punição rigorosa é capaz de mudar sua forma de ser.No Brasil aqueles que podem nada fazem. | Denuncie |
Autor: cassia vasconcelos
É como diz a música da Legião Urbana..."os assassinos estão livres, nós não estamos". | Denuncie |