Segundo o delegado Frederico Abelha, da Delegacia de Homicídios Barreiro, responsável pela investigação dos crimes, um retrato-falado foi criado com base no relato de uma testemunha que viu um homem rondando o veículo de uma das mulheres assassinadas. A imagem não foi divulgada, pois a polícia não sabe se o suspeito seria o maníaco ou um curioso.
Segundo ele, depois que o Estado de Minas publicou com exclusividade que o laudo do Instituto de Criminalística confirmou que as três mulheres foram vítimas da mesma pessoa, algumas moradoras do Bairro Industrial o procuraram. “Elas informaram que foram abordadas de forma pacífica por homens desconhecidos na região, que chegaram puxando conversa”, disse.
Sem informar quantos, o delegado afirmou que alguns suspeitos, cujas características batem com as do retrato-falado, estão sendo investigados. “Um dos suspeitos não bate, mas ele tem passagem por crime sexual”, ressaltou. Um homem que está preso e confessou ter estuprado duas mulheres na mata da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Pampulha, e outra às margens do Anel Rodoviário, na Região Noroeste da capital, também está sendo investigado.
“Ele não é o nosso foco principal, pois estava preso na data em que uma das vítimas do Bairro Industrial foi morta. Só que pode haver erros em relação à data dessa prisão e por isso ainda não foi descartado.”
Impressões digitais colhidas nos carros das vítimas também poderão ajudar na investigação. “No Brasil não há um banco de dados com as impressões digitalizadas. Mas poderemos confrontar as de suspeitos presos com as que foram encontradas nos veículos investigados.”
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