A polícia está à caça de um assassino em série que ataca mulheres no Bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e é responsável por pelo menos três mortes na Grande BH. Em abril, setembro e outubro, três vítimas desapareceram no bairro. Todas foram estupradas e estranguladas. Exames recém-concluídos pelo setor de Biologia do Instituto de Criminalística comprovam que é da mesma pessoa o esperma encontrado nos corpos, dois deles localizados em pontos próximos, na capital. O serial killer pode ter agido ainda em dois outros casos registrados em 2009: o sumiço de uma mulher em janeiro, no Bairro Lindeia, Região do Barreiro – cujo corpo foi encontrado em adiantado estado de decomposição, impedindo a coleta de sêmen – e o desaparecimento de uma estudante, também no Barreiro.
Várias outras coincidências levam a polícia a acreditar que está lidando, nesses casos, com um único criminoso. A partir das informações já levantadas, médicos legistas, agentes, peritos e delegados estão montando uma força-tarefa com o Ministério Público Estadual para traçar o perfil e chegar ao autor dos crimes.
Segundo informações obtidas pelo Estado de Minas, o assassino da empresária Ana Carolina Assunção, de 27 anos, que foi violentada e morta dentro do seu carro, ao lado do filho de 1 ano e dois meses, em um crime que chocou o estado, é o mesmo homem que matou a empresária Maria Helena Lopes Aguiar, de 48, e a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35. O corpo de Ana Carolina foi achado no Bairro João Pinheiro e o de Maria Helena, no Califórnia, ambos na Região Noroeste da capital, separados pelo Anel Rodoviário de BH.
Em 16 de abril do ano passado, o corpo de Ana Carolina foi encontrado seminu no banco traseiro do seu Palio Weekend. Ela foi estrangulada com o cadarço do tênis e violentada. O bebê não foi agredido e dormia sobre o peito da mãe. A família deu falta do celular, mas R$ 210 foram achados sob o banco e o aparelho de som do carro não foi levado. O drama da família começou por volta das 18h de 16 de abril, quando a empresária foi com o filho buscar a mãe na loja, no Bairro Industrial. A mãe da vítima, que já tinha trancado o estabelecimento e aguardava do lado de fora, estranhou ao ver o carro da administradora passar direto. Informado sobre o episódio, o marido da empresária ligou para o celular da mulher e ela disse que estava tudo bem e que havia chegado em casa, o que não era verdade.
O irmão da administradora, Jair Vinícius Menezes Assunção, de 22, foi avisado da suspeita de sequestro-relâmpago e também telefonou para Ana Carolina, que repetia o tempo todo que estava bem e, diante da insistência, pediu que ele não fizesse tantas perguntas. Nessa ligação, o rapaz ouviu vozes masculinas mandando a empresária andar mais rápido. Depois de 20 minutos, o telefone foi desligado. O carro foi encontrado mais tarde, na Avenida Governador Benedito Valadares, no Bairro João Pinheiro, Região Noroeste de BH, na marginal da Via Expressa, em local deserto e de pouca iluminação.
Outra vítima do maníaco foi encontrada em local vizinho. O corpo de Maria Helena, que desapareceu em 17 de setembro de 2009, no Industrial, foi achado no dia seguinte, no banco traseiro do seu Punto, no Bairro Califórnia, também na Região Noroeste de BH. Maria Helena era dona de duas lojas de confecções no Barro Preto, Região Centro-Sul de BH. Ela foi estrangulada com o cinto de segurança do carro. Nada foi roubado, mas a família deu falta do telefone celular.
Outra vítima do maníaco foi a contadora Edna Cordeiro, que sumiu em 11 de outubro do ano passado. Ela saiu do trabalho, numa faculdade, e não chegou em casa, no Industrial. Seu carro foi achado no mesmo dia, próximo a uma favela do bairro, com a chave na ignição. No banco do passageiro estavam carteira, bolsa, cartão de crédito e documentos pessoais, intactos. Só o celular não foi encontrado. O corpo foi localizado no dia seguinte, por funcionários de uma mineradora, a 50 quilômetros de onde o carro estava, numa estrada de acesso ao Condomínio Retiro das Pedras, em Nova Lima, Grande BH. Não havia nenhum documento que identificasse o corpo, mas a vítima usava uma aliança com seu nome. Segundo a polícia, foi estrangulada com o colar que usava.
Investigação
O Instituto de Criminalística não conseguiu coletar amostras de esperma no corpo da comerciante Adina Feitor Porto, de 34, que sumiu em 27 de janeiro de 2009, no Bairro Lindéia, no Barreiro, e teve o corpo encontrado uma semana depois, numa estrada de terra em Sarzedo, Grande BH. O carro dela foi abandonado sem combustível na Via Expressa, no Bairro Camargos, Região Noroeste de BH, que fica ao lado dos bairros Califórnia e João Pinheiro, onde os corpos de Ana Carolina e Maria Helena foram localizados. A vítima também foi estrangulada.
Outro crime investigado pela polícia é o sumiço de uma estudante que em outubro do ano passado saiu de casa, no Barreiro, com destino à PUC Betim, onde estudava, e nunca mais foi vista. Seu carro foi achado no Barreiro.
Amarga lembrança
A Região Noroeste de BH, onde foram encontrados os corpos de duas das vítimas do maníaco, já foi palco de vários crimes contra mulheres, alguns dos quais ainda desafiam os investigadores. Entre 1999 e 2001, foram registrados 12 assassinatos e cinco vítimas continuam desaparecidas. Muitos casos ainda não foram esclarecidos e a polícia não descarta a possibilidade de ligação de crimes antigos com o maníaco que atacou no ano passado e que vem sendo procurado.
Esta matéria tem: (16) comentários
Autor: Leandro Aguilar
VC tá enganado João Vitor. A polícia só convocou a coletiva pq um fdp de um policial vendeu o inquérito para o Pedro Ferreira que divulgou tudo na terça feira, a coletiva foi depois que o EM tinha saído. Utilizou de meios ilícitos para obter furo de reportagem e esqueceu do sentimento das famílias. | Denuncie |
Autor: Joao Vitor
Olha, eu entendo sua dor. Mas talvez se as mulheres q foram mortas soubessem do q está ocorrendo na região elas tivessem conseguido evitar de alguma forma o pior. As pessoas têm o direito de saber, para se protegerem. Mas além disso, foi a polícia q convocou uma entrevista para divulgar o caso... | Denuncie |
Autor: Leandro Aguilar
e outra coisa. Não estou dando minha opnião, e nem pedindo achometro de ninguém. Gostaria que a imprensa realmente agisse a favor da população e não se aproveitar da desgraça alheia. Isso não alerta a população e sim o bandido que está solto. | Denuncie |
Autor: Leandro Aguilar
João vitor. O senhor fala assim pois não foi o senhor que encontrou a mãe morta antes da polícia no banco trazeiro do seu carro. Não é o senhor que convive todos os dias com a falta da mãe que sempre viveu ao seu lado. Além de mãe uma amiga. Queria que o senhor colocasse no meu lugar. | Denuncie |
Autor: Joao Vitor
O que deve ser feito?Não alertar a população e deixar o bandido agindo até que um dia, talvez, ele seja pego em flagrante?Isso é uma questão séria de segurança pública, não apenas uma questão particular. As pessoas precisam ser alertadas e estimuladas a denunciar atitudes suspeitas. | Denuncie |
Autor: Joao Vitor
Leandro, desculpe mas discordo. Já faz pelo menos 1 ano q esse bandido age na região e até hj a polícia não conseguiu indícios para prendê-lo. Segundo a própria polícia, ainda não há um suspeito.Sendo assim, a população precisa ser alertada, para tomar seus cuidados e ficar alerta. | Denuncie |
Autor: Leandro Aguilar
Queria saber se com essa matéria ele possa ajudar alguma coisa? Ou somente alertar o bandido que está solto? E nós familiares? o nosso sentimento? e nossa dor? Esse Pedro Ferreira é um irresponsável. A rede globo é outra, que ficou a manhá toda me ligando. Urubus. | Denuncie |
Autor: Leandro Aguilar
Meu nome é leandro Lopes Aguilar, sou filho da Helena. Gostaria aqui demonstrar minha indignação ao autor desta matéria que será processado por mim, pois não pensou no sentimento dos familiares que convivem com a falta da mãe. Essa matéria em nada contribui e somento atrapalhou anos de investigação. | Denuncie |
Autor: francys souza
Luiz Carlos, Não sou advogado, mas credito que o problema do Brasil, é que nossas leis são feitas por depultados, e não por JURISTAS!!! Por que não mudam essa constituição!!! Um diabo desses não pode sair da CADEIA NUNCA MAIS, porém, não deve ficar nem 15 anos preso!!! Nauseante!Prisão perpétua já | Denuncie |
Autor: Luiz Carlos Rhodes de Souza
É por isso que defendo a mudança na legislação para que autores de ESTUPRO, SEQUESTRO, ROUBO À MÃO ARMADA E TRÁFICO DE DROGAS, tenham tratamento diferenciado, sem progressão de regime e cumpram pena integral, devendo ser colocados num único presídio no estado. Onde estão os nossos legisladores ??? | Denuncie |
Autor: Franck
Se acontecer o sequestro, joguem o carro no poste, no muro, no meio fio, na traseira de outro carro, pior que isto, é ficar a mercê deste assassino. | Denuncie |
Autor: Leonardo Mau
Infelizmente seres como esse estão entre nós a todo momento. | Denuncie |
Autor: francys souza
Por favor polícia mineira, PM E PC, ninguém faça questão que uma escória dessa seja presa, minha sugestão é joga-lo na cadeia LOTADA, chama-lo para conversar, e depois encontrá-lo morto!!! Como pode existir um crápula desses!!! | Denuncie |
Autor: Antônio Marçal
O Assassino do Celular. Eu procuraria por "vendedores" de celular "sem nota" ali nos arredores. Um boa também seria a polícia divulgar os modelos dos aparelhos e o 1º nome de alguns contatos que estivessem na memória, talvez alguém tenha comprado sem que a memória tenha sido apagada e identifique-o. | Denuncie |
Autor: Joao Vitor
A reportagem podia esclarecer mais sobre o modo como esse criminoso aborda suas vítimas, pois ao que parece ele sempre age em locais e horários movimentados e não deixa suspeitas. Quais cuidados a população deve tomar para se proteger? | Denuncie |
Autor: Leonardo Mau
Toda sociedade tem que colaborar na busca desse e de outros criminosos. Vamos ficar atentos e denunciar qualquer atitude suspeita. | Denuncie |