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| "Até outubro de 2010 quero quitar todas as minhas dívidas e limpar o meu nome" |
WAGNER DE JESUS PEREIRA, 28 ANOSFORMAÇÃO: técnico em qualidade e estudante de engenharia mecânica
Bairro onde mora: Jardim Europa
O técnico em qualidade Wagner de Jesus Pereira está suando a camisa para tirar do ombro o peso de uma dívida hoje calculada em R$ 4 mil, que pretende quitar até outubro de 2010. O valor se refere ao que sobrou de empréstimos e prestações que, somados, chegariam a cerca de R$ 20 mil.
O pagamento das dívidas foi deixado para trás há mais de quatro anos, quando Pereira ficou desempregado apenas dois meses depois de se casar. Desse total, R$ 13 mil foram gastos para mobiliar a casa. Outros R$ 7 mil com a cerimônia do casamento. Produtos como geladeira, fogão e TV foram comprados em 24 parcelas.
Enquete: Por que as contas atrasadas tornam-se uma bola de neve?Dicas: Confira o que fazer para sair do vermelhoO drama de Wagner é o mesmo de milhares de consumidores brasileiros que ainda estão aprendendo a lidar com a fatura do crédito. A inadimplência do consumidor no país encerrou 2009 com
aumento de 5,9%, segundo a Serasa Experian. A Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio) já percebeu que 53% das famílias que ganham até três salários mínimos têm dívidas em atraso.
Apesar disso, os consumidores da baixa renda não deixam de acertar suas dívidas. Em dezembro passado, 11,1% das famílias que ganham até três salários mínimos estavam inadimplentes. Em igual período de 2008, o calote era maior. Atingia 16,2% dos consumidores de baixa renda.
"Pensei em fazer prestações baixas, num grande número de parcelas que cabiam no meu orçamento. Mas acabei chegando ao casamento cheio de dívidas nas costas", reconhece Wagner Pereira. O acerto da firma não foi suficiente para pagar tudo e o dinheiro do seguro-desemprego não dava para bancar as contas da casa.
Nem o fato de conseguir um novo emprego mudou a situação porque os juros dobraram o tamanho das dívidas. "Eu estava desesperado. Fui obrigado a me planejar, deixar dívidas de lado durante anos e depois tentar negociá-las", explica. Agora, com planilhas em mãos, sua vida financeira está toda programada e, se tudo der certo, Wagner sai do vermelho para o azul antes desse ano acabar.
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