Publicação: 06/01/2010 18:57
Dois ex-secretários do governo britânico estariam tentando iniciar uma revolta dentro do Partido Trabalhista, questionando a liderança do primeiro-ministro Gordon Brown na agremiação.
A popularidade do partido vem caindo nos últimos meses e Brown tem que convocar eleições gerais até junho deste ano, de acordo com as regras do Parlamento.
Segundo informações obtidas pela BBC, o ex-secretário de Defesa, Geoff Hoon, e a ex-secretária de Saúde, Patricia Hewitt, teriam enviado mensagens de texto por telefone a todos os parlamentares do partido, convocando uma votação secreta sobre a liderança de Brown.
Eles teriam dito que a votação poderia “ser feita rapidamente” e permitiria ao partido “seguir em frente”.
Segundo as regras do Partido Trabalhista, para que a liderança seja contestada, 20% dos parlamentares do partido têm que apresentar um candidato alternativo. O candidato tem que aceitar a nomeação para que a votação seja realizada.
"Complô"
Já houve outras tentativas de afastar Gordon Brown da liderança do Partido Trabalhista. No ano passado, o secretário James Purnell acabou renunciando, pedindo também a renúncia do premiê.
Gordon Brown, que foi o ministro da Fazenda britânico de 1997 a 2007, assumiu a liderança do partido em junho de 2007, três dias depois de ser eleito, após a renúncia de Tony Blair.
Na terça-feira, havia rumores de que mais um secretário do governo iria renunciar ao cargo, em uma tentativa de pressionar a liderança de Brown, mas os comentários foram descartados pelo Ministro dos Negócios, Peter Mandelson, como “pura invenção jornalística”.
Mais tarde, depois que seu nome foi mencionado em um site, a parlamentar Tessa Jowell emitiu um comunicado dizendo “esta história é puro lixo e não tenho a menor intenção de renunciar”.
Fontes de Downing Street, a sede do governo britânico, afirmaram que os rumores de um complô são “bobagem”.
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