Se você usa Windows 7, talvez já tenha reparado na entrada “Restaurar versões anteriores” (foto ao lado) do menu de contexto de arquivos e pastas. Ela aparece ao clicar com o botão direito do mouse sobre um ícone de arquivo ou pasta na Área de Trabalho ou janela do Windows Explorer. O “talvez” do parágrafo anterior se justifica. Pois, não obstante sua indiscutível utilidade, constatei que um número significativo de usuários jamais se deu conta da existência dela. E, entre os que notaram sua presença, muitos jamais se incomodaram em saber para que serve e nem ao menos experimentaram clicar sobre ela “só para ver o que acontece”.
Esta última prática, aliás, é até recomendável. Clicar em entradas cujos efeitos desconhecemos, “só para ver o que acontece”, é no mínimo temerário e pode conduzir a desastres (se bem que os novos sistemas operacionais se cercam de cuidados para evitar tais desastres recorrendo a janelas de confirmação com assustadoras descrições dos efeitos eventualmente indesejados).
Neste caso, porém, pode clicar que eu garanto. Abra uma janela do Windows Explorer, escolha o ícone de um arquivo qualquer (de preferência arquivo de dados, como um documento criado por qualquer programa, contendo texto, imagens ou seja lá o que for). Clique nele com o botão direito, procure pela entrada “Restaurar versões anteriores” (estará mais ou menos no meio do menu) e acione-a.
Abrir-se-á uma janela semelhante à da figura, contendo uma mensagem “Procurando versões anteriores” (que pode ser exibida tão rapidamente que se torna virtualmente imperceptível), seguida ou de uma mensagem informando que “Não há versões anteriores disponíveis”, ou de uma lista (que, dependendo da pasta ou arquivo escolhido, pode ser longa ou curta como a da figura) das versões anteriores disponíveis do arquivo. Mas para que serve isso? Onde Windows foi buscar tantas versões? E o que se pode fazer com elas?
Começando do princípio, como convém: serve, evidentemente, para recuperar uma versão anterior de um arquivo no qual, proposital ou acidentalmente, foram feitas alterações inconvenientes que se deseja desfazer. E a melhor forma de consegui-lo é recuperando uma versão criada antes da ocasião em que as alterações foram feitas.
A resposta à segunda pergunta é mais interessante. Toda vez que você, manualmente, ou o próprio Windows, automaticamente, cria um ponto de restauração ou uma cópia de segurança (backup), é acionado um sistema interno de indexação que inclui em cada arquivo uma referência ao local onde sua(s) cópia(s) se aloja(m) no arquivo de restauração ou no da cópia de segurança (é por isso que algumas vezes a mensagem “Procurando versões anteriores” demora tanto a desaparecer).
Quando Windows encontra diversas versões, constrói a lista exibida na janela mostrada na figura informando a data em que cada uma delas foi criada e sua fonte (restauração ou “backup”). E habilita os três botões na base da janela.
Começando pelo último, “Restaurar”, que aparentemente é o mais indicado, mas na verdade é o mais perigoso: se você selecionar uma das instâncias de versão anterior na lista e clicar neste botão, a versão será restaurada sobrescrevendo a atual. Ou seja: é uma ação destrutiva.
A melhor estratégia neste momento é selecionar uma instância na lista e clicar em “Abrir”. Isto dará acesso à versão correspondente do arquivo, ensejando que você a examine e se assegure que é mesmo a versão desejada. Se for, refreie sua ânsia de clicar em “Restaurar”. Em vez disso, clique em “Copiar” e escolha uma pasta onde será criada uma cópia da versão desejada. Assim, você poderá abri-la e, com calma, compará-la com a versão atual (da qual, quem sabe, alguma coisa poderá ser aproveitada) e somente então remover a versão indesejada.
E aí está mais um recurso interessante e pouco conhecido de Windows 7 que, quem sabe, poderá ajudar a tornar seu 2010 um ano ainda mais feliz. Bom proveito.
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