O réveillon se aproxima e para a tão esperada hora da virada a bebida mais escolhida é um espumante. Antes só consumido nas festas de fim de ano ou em comemorações, a bebida começa a se popularizar e conquistar mais apreciadores.
Estimativa do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) aponta uma alta de 25 a 30% nas vendas de espumantes este ano em relação a 2008. Só o mês de dezembro deve ser responsável num incremento médio de cerca de 50%, na comparação com o mesmo mês no ano passado.
No entanto, a grande oferta de produtos nacionais e importados no mercado pode deixar o consumidor confuso na hora da compra. Qual a diferença entre espumante e champanhe? Sidra, moscatel e vinho frisante podem ser considerados espumantes?
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De olho nessas dúvidas, o Ibravin fez uma cartilha que tira as dúvidas sobre o assunto. “Notamos que há muita confusão ainda na cabeça das pessoas, por isso, produzimos este material com o objetivo de esclarecer e informar”, afirma o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini.
Champanhe ou espumante?O termo ainda causa muita confusão entre as pessoas, que acham que o champanhe e espumante são a mesma coisa. O velho chavão ajuda a definir: “todo champanhe é um espumante, mas nem todo espumante é um champanhe”.
Clique aqui e saiba a diferença entre sidra, vinho frisante e outras bebidasA designação "champanhe" é usada somente pelos vinhos espumantes produzidos na região de Champagne, no Nordeste da França. Foram produtores da região que inventaram o método tradicional de fabricação da bebida. A região produtora é delimitada e o nome é protegido por lei. Essa exclusividade garante a valorização da bebida no mercado mundial.
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| Armand de Brignac Brut Gold, considerado um dos melhores champanhes do mundo |
Outras regiões do mundo também têm sua denominação controlada, como a cava, produzida na Catalunha, Nordeste da Espanha. Da Itália vem o prosecco, exclusivo da região de Venêto.
Como é feito um espumanteO vinho espumante é produzido em duas fermentações alcoolicas: na primeira, a mistura de uvas é transformada em vinho. Uma segunda fermentação produz as famosas bolhas. No método tradicional, ou champenoise, essa segunda fase acontece dentro da própria garrafa, num trabalho quase artesanal. Já o método charmat, a segunda fermentação acontece em grandes tanques, geralmente em aço inoxidável.
A dupla fermentação consume boa parte dos açucares do vinho. Após o processo, de acordo com a tradição de cada produtor, é adicionado um “licor de expedição”, que vai definido percentual de açúcar do espumante.
A bebida pode ser extrabrut (0g a 6g de açucar por litro), brut (6g a 15g), sec ou seco (15g a 20g), meio-seco ou demi-sec (20g a 60g) ou doce (acima de 60g). O teor alcóolico varia entre 10 a 13%.
Há uma variação do espumante que é o “espumante moscatel”. Essa bebida é produzida em apenas uma fermentação. O moscatel é feito somente com a uva de mesmo nome. De acordo com Ibravin, deve possuir entre 7 e 10% de teor alcóolico e 20g de açúcar. (Portal Uai)
Clique aqui para baixar uma cartilha sobre espumantes (arquivo em PDF)
Esta matéria tem: (3) comentários
Autor: Rodrigo Rocha
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Autor: Thiago Ventura
Demorou um pouco para entrar, olha ai! | Denuncie |
Autor: Cesar Augusto Mollendorff
Cadê o resto da matéria? E a sidra? E o vinho frisante? | Denuncie |