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| Depois de protestar contra a intolerância, concorrentes empurraram os portões fechados da universidade |
Dezenas de candidatos invadiram no domingo à tarde o câmpus do Centro Universitário UNI-BH, no Bairro Lagoinha, Região Nordeste da capital, para tentar fazer a prova do concurso público da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que reuniu cerca de 66,3 mil concorrentes em várias regiões de Minas. A confusão teve início quando a chefe do prédio autorizou o fechamento dos portões diante dos candidatos que chegaram às 15h. Inconformados pela intolerância, eles forçaram o portão até conseguir entrar e correram em direção ao interior da universidade.
Diante de uma porta de vidro, que impedia o acesso às salas de provas, os candidatos protestavam para entrar. Uma das concorrentes mais exaltadas, que se identificou apenas como Vânia, quebrou o vidro com um chute, abrindo caminho para muitos candidatos correrem em direção às salas, onde foram contidos por aplicadores de provas.
A situação ficou bastante tensa porque muitos candidatos, alguns até chorando, pediam para fazer o exame. Inconsolável por ficar fora do concurso, Vanderléa Júlio da Silva, de 31 anos, estava entre os candidatos barrados. “Fecharam o portão às 14h57. Eles me empurraram e me jogaram no chão”, afirmou. Com a pulseira do relógio arrancada e arranhões no braço, ela registrou na Polícia Militar queixa de agressão contra um dos aplicadores.
Os ânimos só se acalmaram quando militares da 21ª Companhia do 34º Batalhão de Polícia Militar foram chamados. Dezenas de candidatos seguiram até a unidade policial, na mesma rua do câmpus, para fazer a ocorrência. O clima era de muita insatisfação e os candidatos reclamavam de os organizadores do concurso não terem levado em conta a obra de duplicação da Avenida Antônio Carlos, que mudou o trânsito na região, dificultando o acesso ao câmpus, na Rua Diamantina. “Se fosse uma ou duas pessoas tudo bem, mas quando 60 pessoas chegam atrasadas, o problema é o acesso”, reclamou Rosimary Sabino da Silva, de 45, que tentava uma vaga para técnico operacional de saúde.
Os candidatos que foram de ônibus e desceram na avenida tiveram de atravessar o canteiro de obras para chegar ao câmpus. Foi o que ocorreu com Sirleia Aparecida Fonseca, de 33, que chegou no momento exato do fechamento do portão, mas foi barrada. “Depois de correr tanto, não me deixam entrar. Não acredito nisso”, reclamava, com os pés sujos de barro por ter cortado caminho pelo canteiro de obras, enquanto segurava as sandálias na mão.
A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), organizadora do concurso, informou que os portões foram fechados simultaneamente nos 47 locais de prova em todo o estado. Segundo a Fundep, o relógio da coordenação foi acertado com o horário de Brasília e o edital não previa nenhuma tolerância. O comprovante definitivo de inscrição pedia aos candidatos que chegassem com uma hora de antecedência.
AdiamentoEsse não é o primeiro problema do concurso da Fhemig. As inscrições ficaram suspensas por três meses por orientação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, que determinou uma série de ajustes no edital. As provas estavam previstas para 13 de setembro, mas, devido ao adiamento, passaram para este domingo. Cerca de 66,3 mil candidatos se inscreveram para as 4.249 vagas, sendo 500 para médico, 2.964 para profissional de enfermagem, 622 para analista de gestão e assistência à saúde e 163 para técnico operacional da saúde.
O índice de abstenção foi alto, pois 25% dos candidatos não compareceram às provas, sendo 10.822 pela manhã e 5.936 à tarde. Os cargos com maior número de candidatos por vaga foram técnico operacional de saúde para Belo Horizonte, com 14.224 inscritos, e enfermagem, também para a capital, com 12.679. A segunda fase do concurso terá prova de títulos, com caráter classificatório.
Esta matéria tem: (7) comentários
Autor: hudson sales
Minha esposa Fátima chegou com 45 de antecedência e fez as provas. Ela comentou: Violar as normas editalícias configuraria ilícito administrativo, sujeitando os infratores às penalidades legais.
Autor: hudson sales
Definitivamente não merece o cargo quem chega atrasado antes mesmo de iniciar suas atividades no serviço público.
Autor: hudson sales
Esta reportagem não noticiou um problema da FHEMIG, mas dos alunos imprudentes, que deveriam saído de suas casas muito antes do início das provas, e chegado ao local de suas realizações com uma hora de antecedência. Portanto, não foram desavisados, mas realmente IMPRUDENTES. Parábens à FUNDEP.
Autor: fernando miranda
Nunca cheguei atrasado em concurso público. É só sair cedo de casa. Os jovens de hj acham que podem tudo.
Autor: Jorge Machado
Quem chega atrasado já numa seleção, imagine-se quando for admitido. O horário foi igual pa ra todos. Não é justo privilegiar alguns. Quem não quer chegar com atraso, saia mais cedo de casa.
Autor: fernando miranda
Já fiiz muitos concursos e NUNCA cheguei atrasado. Esse papo de trânsito é muito furado. Sai cedo de casa que não chega atrasado.
Autor: alirio almeida
concurso publico é pra eliminar os menos aptos e a seleçao começa ja na entrada dos portoes aqueles que nao conseguiram ja foram eliminados