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Paula Takahashi - Estado de Minas
Publicação: 21/12/2009 06:24 Atualização: 21/12/2009 06:51
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| Mesmo enfrentando o empurra-empurra, cada consumidor gastou entre R$ 100 e R$150 ontem, segundo cálculo da Regional Centro-Sul |
O clima ameno e a corrida para as compras de última hora levaram no domingo milhares de pessoas à feira de artesanato da Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte. Entre as 2,4 mil barracas, os consumidores se espremiam em busca dos presentes de Natal e os expositores comemoravam o melhor dia de vendas no ano para o varejo. “O bom é que hoje (ontem) entra praticamente só dinheiro. No domingo anterior, que foi o do atacado, trabalhamos mais com cheque e cartão”, disse Mary Aguiar, proprietária de uma barraca de bolsas. A Associação dos Expositores da Feira de Artesanato e Variedades da Afonso Pena (Asseap) calcula que mais de 100 mil pessoas deixaram ontem cerca de R$ 6 milhões nas barraquinhas.
“Em dias comuns, a média de vendas por lojista chega a R$ 2 mil. Nesta época, o volume total pode aumentar em até 30%”, avalia Alan Vinícius, coordenador da Asseap. Volume de vendas que pode ter sido ainda maior na avaliação de Alessandro Marota, gerente de feiras permanentes da Regional Centro-Sul, que calcula gasto médio entre R$ 100 e R$ 150 em compras por pessoa. “E ainda estendemos o horário de funcionamento das 14h para as 16h, para facilitar a vida dos lojistas e consumidores que gastam até o dobro do tempo fazendo compras por causa do grande movimento”, avalia.
A corretora de imóveis Helen Cristina Heiderich é uma das que vão comprar acima da média prevista por Marota. “Vou levar de 15 a 20 presentes e o gasto total deve ser de mais ou menos R$ 500”, calculou. Quando o assunto é a confusão de pessoas nos corredores, ela não se abala, já que há mais de 20 anos vai à feira no último domingo antes do Natal. “Sempre deixo para a véspera porque acho que os preços são melhores e a negociação fica mais fácil, já que os comerciantes estão mais desesperados para vender. Vale a pena, apesar de estar muito cheia”, afirmou. A médica Bernadete Espíndola concorda que os preços são bem acessíveis e garantiu o presente da filha Ana Luísa, de 10 anos. “Além disso, tem muita coisa que pode ser personalizada, com um custo muito bom e, com isso, dá para levar mais lembrancinhas”, observou.
Para comprar os 40 presentes para a família, a professora Rosânia de Mello, da cidade de Linhares, no Espírito Santo, pretendia ficar na feira o dia todo. “Devo gastar mais de R$ 1 mil, mas os preços compensam muito”, disse. Para o próximo ano, ela planeja ir às compras mais cedo. “É uma loucura. Empurra-empurra, pessoas lutando pelo mesmo produto, não tem como experimentar nada.” Assim como Rosânia, cerca de 15 mil pessoas de outros estados foram à feira ontem, segundo estimativas da Asseap.
Na barraca de rasteirinhas, a expectativa dos negócios era grande. “Pretendemos superar o atacado e vender mais de 200 pares hoje (ontem). Acredito que este domingo represente até 40% do nosso faturamento para o mês”, afirmou a proprietária, Cínthia Caldeira. Mesmo sendo o dia do varejo, não faltaram comerciantes circulando em busca da reposição dos estoques que já estavam no fim. “Chegamos com o ônibus cheio de lojistas do Espírito Santo, que vieram para comprar mais mercadoria e atender o grande volume de encomendas”, contou a guia da excursão Transferro, Zélia Eunice Squarcio. Com viagens semanais para a feira, ela garante que a avaliação geral foi de surpresa nas vendas. “Muita gente não esperava e por isso e teve que voltar. Na última semana, trouxemos dois ônibus lotados e ainda temos muita coisa para levar”, comemorou.
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