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| Médica Márcia Parizzi alertou diretores de escolas privadas para a necessidade de uma alimentação saudável |
As férias escolares já estão chegando, mas o planejamento para as atividades do próximo ano está apenas no começo. As decisões dos colégios para 2010 envolve mais uma questão: a alimentação dos alunos no ambiente escolar. De acordo com a Lei Estadual 18.372/09, sancionada em setembro pelo governador Aécio Neves e que entra em vigor em março, as escolas públicas e privadas estão proibidas de comercializar em cantinas alimentos de baixo valor nutritivo e altos teores calóricos. Em encontro na quarta-feira na sede do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), diretores de instituições de ensino do estado e representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) começaram a definir alterações nos cardápios dos estudantes.
“Estudos mostram que vem aumentando nas escolas o número de crianças obesas, que estão entre 8% a 9% dos alunos. Esse é o primeiro passo para discussão do ambiente saudável nas escolas, que é um espaço onde a criança e o adolescente passam boa parte do seu tempo", disse a médica Márcia Parizzi, da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), que na quarta ministrou palestra aos diretores das escolas.
De autoria do deputado Délio Malheiros (PV), o projeto lista uma série de alimentos proibidos nas cantinas a partir do ano que vem, como frituras, pães e salgados; biscoitos; balas, pirulitos e gomas de mascar; catchup, mostarda e maionese; bebidas artificiais; salgadinhos e pipocas industrializados; alimentos apresuntados e embutidos; qualquer produto de alto teor calórico e de poucos nutrientes. As guloseimas devem ser substituídas por alimentação rica em fibras e vitaminas.
Durante a reunião, os diretores receberam uma cartilha e um banner com os 10 passos para oferecer uma alimentação saudável nos colégios. O descumprimento da lei implicará infração sanitária, sujeitando a escola – ou a cantina, se for arrendada ou alugada – às penalidades previstas no Código Sanitário Federal. “São orientações para os diretores adotarem medidas que favoreçam a saúde”, afirmou Zuleica Reis, vice-diretora do Sinep-MG.
ExemploNa escola Algodão Doce não há cantina e refrigerantes e balas são evitados. O bom exemplo é desenvolvido há sete anos. Aos estudantes a escola oferece um lanche coletivo, supervisionado por uma nutricionista e seu trabalho foi apresentado durante a palestra. “O programa é basicamente o estímulo ao consumo de frutas e legumes, pão integral e iogurte. Os alunos nem se lembram das guloseimas. Já sabem o que é propaganda e o que é melhor para eles", explicou a nutricionista Cláudia Guimarães Dias.
A rede estadual também deve ser orientada sobre a aplicação da lei ainda este mês, conforme informou o representante do Conselho de Alimentação Estadual (CAE), ligado ao Ministério da Educação (MEC) e à Secretaria Estadual de Educação (SEE). “Vamos nos reunir com representantes das mais de 4 mil escolas em Minas e distribuir uma cartilha educativa”, disse o diretor da CAE Antônio Brás.
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