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Julio Cabral - Portal Vrum
Publicação: 08/12/2009 16:37 Atualização: 02/01/2010 11:20
O ano de 2009 foi bipolar. Até setembro de 2008, a indústria automotiva brasileira surfava em uma onda de entusiasmo inabalável. Essa confiança foi abalada pela crise financeira mundial, que ganhou corpo justamente no último semestre do ano e comprometeu o otimismo de início de ano. Passados poucos meses, a indústria recebeu a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI - como um verdadeiro "presente de Natal". A medida, planejada para durar poucos meses, se estende até hoje e o mercado, que apostava em queda em 2009, colhe números recordes. Com o otimismo restaurado, a indústria promete que 2010 será um ano recheado de novidades, uma visão animadora reforçada pelo Salão Internacional de São Paulo, em outubro do ano que vem.
Dois dos mais estilosos lançamentos de 2009 irão receber versões mais apimentadas. O Mini Cooper, que já extrai 177 cv de potência na configuração S, será trazido também na preparada John Cooper Works, que eleva a cavalaria do motor 1.6 turbo aumentada. Graças à uma maior taxa de compressão e maior pressão do turbocompressor, o carrinho britânico passa a contar com 211 cv. Para promover o "hot hatch", a marca irá promover o Mini Challenge no Brasil, uma categoria monomarca cujas provas serão realizadas junto à Stock Car.
O Fiat 500 é outro que deve abandonar a pose de carrinho simpático e "bonzinho" na versão Abarth. Embora o fabricante italiano não confirme a importação do Cinquecento mais potente, o modelo equipado com motor 1.4 16V turbo - o mesmo do Linea e Punto T-Jet - foi flagrado em testes. São 35 cv extras, em um total de 135 cv, além de um kit aerodinâmico agressivo. E a charmosa linha pode receber ainda a companhia do 500C, uma versão com teto de lona retrátil.
O fabricante italiano ainda reserva surpresas de maior expressão em vendas. A começar pelo novo hatch de entrada da Fiat também se encontra em fase avançada de projeto e deve contar com estilo semelhante ao europeu Panda. O médio Bravo também será produzido por aqui e promete conviver com o Stilo, que irá permanecer nas configurações mais baratas
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| O novo Uno, ainda denominado pelo seu código 327, será lançado em breve |
A General Motors irá trazer dos Estados Unidos o sedã médio grande Malibu. Exibido na última edição do Salão de São Paulo, o três volumes irá enfrentar o Ford Fusion que por ser importado do México não paga a alíquota de importação de 35%. Em outubro passado surgiram alguns rumores de que o Malibu sepultaria o Omega trazido da Austrália, mas a GM se apressou em desmentir e afirmou que o top de linha continuará a ser importado no ano que vem.
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| O Chevrolet Malibu deve reforçar a presença da marca no nicho entre o Vectra e o Omega |
A Ford ainda não confirmou que fará uma reforma no seu hatch compacto Fiesta. Especula-se que o modelo possa adotar um estilo semelhante ao da versão indiana, em vez de acompanhar a nova geração europeia, que não guarda nenhum parentesco com a atual. Ainda assim a marca do escudo oval reserva novidades mais discretas, como a reestilização do aventureiro EcoSport, que irá passar por ligeiros retoques de estilo.
O novo Focus irá sepultar o antigo com a entrada do novo motor 1.6 Sigma. O novo propulsor tem bloco e cabeçote em alumínio, 16 válvulas e duplo comando de válvulas no cabeçote. Com apenas 79 kg de peso, a unidade gera 110/115 cv de potência e 15,5/16 kgfm de torque, respectivamente com gasolina e com álcool, um rendimento inferior a outros 1.6 16V de nova geração, como o que equipa os Kia Soul e Cerato, com 126 cv apenas com gasolina.
A Citroën irá fabricar em Porto Real o C3 Picasso, a primeira versão da nova geração do compacto. Enquanto o C3 não chega, a marca irá trazer outro derivado da plataforma. Além do monovolume, a marca francesa promete investir no "glamour" com o DS3, um hatch compacto baseado no C3 mas que virá apenas com duas portas e com múltiplas possibilidades de personalização, tudo para conquistar o público que curte modelos como o Mini, da BMW.
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| O C3 Picasso, baseado sobre a nova geração do C3, será fabricado em Porto Real |
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| O Nissan Qashqai pode chegar ao Brasil ainda no primeiro semestre |
Dentro do plano de aumentar consideravelmente a sua participação no mercado brasileiro, a sueca Volvo irá trazer no primeiro trimestre a versão reformada do seu "best seller" C30, que ganhou os contornos frontais com faróis rasgados e grade projetada dos demais modelos da marca. O hatch também deve vir com um novo câmbio manual automatizado de dupla embreagem. O C70, que também passou por este face-lift, chega no mesmo período, mas apenas sob encomenda. Outra novidade escandinava pode ser a segunda geração do S60, que não deve tardar a chegar ao Brasil após o início da comercialização na Europa, no próximo semestre.
As sulcoreanas Hyundai e Kia prometem um ano cheio de lançamentos. A Hyundai irá trazer a Segunda geração do Tucson ao Brasil. Com formas completamente renovadas, o modelo será mais caro que o atual, que passa a ser fabricado pelo grupo Caoa - representante da marca - em Anápolis, Goiás. A imagem de fabricante nacional será reforçada com a adoção de sistema flexível em combustível, uma necessidade em um mercado em que mais de 95% dos carros de passeio vendidos são bicombustíveis. Os sofisticados Genesis sedã e coupé também irão desembarcar, com preços atraentes e muito luxo. O coupé chama a atenção pelas formas arrojadas. Ambos possuem tração traseira, sendo que o duas portas deve vir também com a opção de motor 2.0 turbo de 213 cv, que se somará ao V6 3.8 de 310 cv.
A Kia irá reforçar a sua linha de utilitários com a nova geração do Sorento. Além do estilo completamente diferente, que toma emprestados elementos dos modelos de passeio da marca, o utilitário coreano também passou a contar com construção em monobloco, sete lugares e motores mais modernos. O esquisito Opirus irá ceder lugar ao mais convencional Cadenza, o novo top de linha da Kia no país.
O fabricante também pode trazer o hatch Rio para cá, onde concorrerá na esfera superior dos compactos premium contra modelos como o VW Polo e o Fiat Punto. O subcompacto Picanto também irá passar por pequenos retoques, já apresentados no país de origem.
Os alemães vem aí
A marca das quatro argolas irá arrepiar em 2010. Ainda em janeiro irão chegar os possantes e sofisticados RS6, equipados com o mesmo motor V10 5.2 FSI de 580 cv do Lamborghini Gallardo. O mesmo motorzão impulsiona a versão mais potente do superesportivo R8 que acabou de chegar por R$ 696.500, mas com potência de 532 cv. Em 2010 irá chegar a configuração Spyder, também V10, mas com o charme adicional da capota recolhível.
A importação do RS4 está sob estudos, mas a do hatch S3 com motor 2.0 TFSI de 265 cv já foi iniciada, com um preço de R$ 205 mil. O sedã top A8, apresentado recentemente em Miami, também é dada como certa, provavelmente no segundo semestre do ano. O A5 Sportback também é previsto, tal como o A4 Cabriolet, sendo que ambos também podem chegar em suas encarnações "S".
A BMW não irá ficar para trás da rival. A marca bávara planeja importar o crossover X1, que foi apresentado ao vivo no Brasil antes mesmo da Europa. O novo Série 5, um ícone para os amantes de sedãs sofisticados e esportivos também estará nas ruas brasileiras em breve, mas será precedido pelo Série 5 GT. A rival Mercedes-Benz irá estender a família Classe E, com a adição da perua Touring. Mas a marca das três pontas irá roubar a cena mesmo com o novo SLS AMG, o legítimo sucessor do Asa de Gaivota, um Mercedes com motor V8 6.3 de 578 cv de potência a e 66,2 kgfm de torque, um superesportivo capaz de "voar baixo" a 315 km/h.
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| O BMW X1 já estava marcado: o modelo foi apresentado no Brasil antes da Europa |
Se o negócio é luxo, a britânica Jaguar irá trazer o XJ, que ganhou uma nova geração e abandonou o estilo tradicional que caracterizava o modelo desde o lançamento da primeira geração, em 1966. Com painel digital - que imita o visual dos mostradores analógicos - e carroceria feita em alumínio, o top de linha da montadora irá chegar com preços que podem ultrapassar os R$ 450 mil.
Exclusividade pouca é bobagem
Se o negócio é sonhar alto, outras supermáquinas irão dominar a cena automotiva, mesmo com números reduzidos de vendas, inversamente proporcionais ao preço cobrado por elas. A começar pelo topo da cadeia, com a chegada do Bugatti Veyron. O bólido, que já foi o carro mais rápido do mundo, está equipado em sua versão básica com um "motorzão": são nada menos que dezesseis cilindros em "V" com 8 litros. Um deslocamento de fazer inveja a muito V8. O propulsor conta com quatro turbos para gerar 1.014 cv de potência a 6 mil rpm e 127,4 kgfm de torque. A cavalaria trabalha junto com muita eletrônica, tração integral e câmbio de sete marchas com dupla embreagem para lançar o Veyron de zero a 100 km/h em míseros 2,6 segundos. A velocidade máxima? Nada menos que 408 km/h.
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| O Bugatti Veyron irá pulverizar dois recordes: o de carro mais rápido e mais caro do Brasil |
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