O professor João Antonio Zuffo, coordenador geral de Laboratórios Integráveis da Universidade de São Paulo (USP), é daquelas pessoas que valem a pena consultar quando se quer ter uma visão futurística da tecnologia. Recentemente lançou o livro Flagrantes da vida no futuro, onde traça um roteiro de viagem no tempo, prevendo avanços científicos presentes no cotidiano do ano de 2038. “Os presentes tecnológicos vão sofrer mudanças drásticas. Mas, se você for aguardar o futuro chegar para se decidir, vai ficar sempre na espera, pois a tecnologia está em constante evolução”, afirma.
Sobre um futuro mais próximo e real, o professor Zuffo revela que o segmento TVs deve apresentar mudanças significativas no mundo já no ano que vem, com a apresentação comercial da TV 3D, embora ainda vá demandar o uso de óculos especiais. “A imagem, pelo que observei nos projetos experimentais, é excelente e super-real. O grande avanço nessa área, porém, leva ainda alguns anos, mas também não demora a ser lançado: é TV 3D que dispensa os óculos. Será baseada em sistemas de halografias e uso de lentes especiais. A viabilidade econômica dessa tecnologia é que definirá o tempo que vai levar para ser implantada”, diz.
A interatividade, segundo ele, também vai ganhar cada dia mais espaço nos investimentos dos fabricantes. “Você vai poder escolher a programação que quer ver, e não aquela que a estação impõe para o horário. Uma emissora poderá passar vários programas simultaneamente por canais diferentes, uma vez que fará isso por bandas de transmissão. A TV digital já permite isso, só faltam investimentos específicos”, assegura ele, ressaltando que, com o desenvolvimento da banda larga, em breve poderemos assistir a TV em alta definição pela internet (IPTV).
Ele revela que o celular oferecerá muito em breve a tecnologia 4G, que inclui as facilidades de banda larga da 3G com os recursos da telefonia IP, passando a se comportar como o Skype. “O usuário vai conseguir, assim, ficar em contato permanente com qualquer pessoa sem pagar, por isso, o custo da ligação 3G, que é muito alto. A consolidação da tecnologia sem fio WiMax (uma evolução do Wi-Fi) vai revolucionar as transmissões. Uma única antena WiMax é capaz de cobrir 50 quilômetros, enquanto as atuais mal chegam a oito quilômetros. Outra evolução dessa tecnologia é permitir banda de transmissão envolvendo TV, ou seja, com ela vai haver uma convergência total da TV com o celular. Isso, por sinal, é hoje mais uma questão de mercado do que de conhecimento.”
As câmeras digitais caminham, de acordo com o professor, para um ponto interessante, uma vez que os celulares cada vez mais ganham recursos poderosos de captação de imagens. “Com certeza, eles substituirão as máquinas atuais, mas isso não significa o fim delas. Os fabricantes vão partir para a produção de equipamentos com maiores possibilidades profissionais, investindo em novos tipos de lentes, em maior precisão e em muitos megapixels. Câmeras com 20MP se tornarão comuns e, para ter competitividade de mercado, oferecidas a preços bem mais em conta do que hoje. Além do mais, também ganharão novos recursos de convergência”, acredita.
MENORES E MAIS ROBUSTOS Os computadores também mostrarão muitas novidades. Os laptops cada vez mais se aproximarão de um telefone celular avançado (ou vice-versa), pesando em torno de 200 gramas. Isso será possível devido à substituição do HD atual por solid disks, uma nova geração de discos rígidos muito mais estáveis que os HDs magnéticos. Ocupam bem menos espaço e oferecem condições de armazenamento bem superior, já chegando a 1TB de capacidade.
E os desktops, segundo ele, passaram a contar com chips multinúcleos. Muito em breve serão apresentados computadores com 24 núcleos, o que vai aumentar significativamente seu poder de processamento. Os HDs, todos em solid disk, oferecerão capacidade de memória praticamente infindável. “Esse grande potencial de armazenamento pode, inclusive, determinar o fim da tecnologia Blu-ray, que mal chegou ao mercado. Isso porque, com um dispositivo de poucos centímetros encaixado num terminal de TV, você poderá guardar até 10 filmes em altíssima resolução. Para que ter, então, um aparelho especial e discos não menos especiais para viver essa experiência?”, ressalta o professor. Complementando, ele prevê que os computadores, com a diminuição dos HDs, poderão ter em pouco tempo o tamanho de um livro, sem perder os recursos e funções que vêm anexando com o tempo.
ALTA DEFINIÇÃO SIM, MAS COM CONECTIVIDADE
A nova geração de televisores, além de buscar imagens mais nítidas e de se tornarem extremamente finos, graças à tecnologia LED, mira na internet para se diferenciar dos demais modelos. Em cima disso, vêm ampliando a gama de conteúdos de conectividade, de integração com outros aparelhos. Já há modelo com entrada Ethernet, que permite conexão com o computador via cabo. Com isso, você pode reproduzir vídeos arquivados no PC na tela da TV. A Scarlet II, nova geração da LG, por exemplo, cria conexão sem fio do tipo Bluetooth. A maior revolução, porém, é mesmo a possibilidade de conexão com a internet. A linha 7000 da Samsung inicia a linha de serviços nessa área ao usar uma rede sem fio para acessar a web. Não conta ainda com uma espécie de browser para navegação, mas tem programas específicos para entrar no YouTube e endereços de notícias. Já é um bom começo para a integração total da TV com o computador, que o futuro prevê como realidade próxima.
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SCARLET II
A nova Scarlet II, da LG, nas versões LCD de 32, 42 e 47 polegadas, agora também com LED, está mais fina (o modelo de 42 polegadas tem apenas 3,9cm de espessura, a metade da medida do último lançamento da série). Todas apresentam conexão Bluetooth, além do recurso Time Machine Ready, que permite a gravação de conteúdo em HD externo conectado via USB. São Full HD, têm frequência de 120hz, o dobro dos televisores convencionais, e entrada USB Plus HD para leitura de arquivos de imagem, música e vídeo. Contam, ainda, com o Smart Energy Saving Plus, que controla o uso de energia da TV por meio do controle remoto, sistema IPS de imagem inteligente e conversor digital integrado.
Preços sugeridos: R$ 3.499 (32 polegadas)
R$ 5.499 (42 polegadas)
R$ 6.999 (47 polegadas)
PLASMA 58V11
O aparelho da Panasonic é um plasma Full HD da linha Viera, com 58 polegadas, e conta com a tecnologia de painéis NeoPDP e a maior taxa de atualização do mercado – 600Hz, cinco vezes superior à dos outros tipos de painel. O modelo também oferece 6.144 níveis de gradação de cores e tempo de resposta de 0,001ms. Além disso, é equipado com sintonizador de TV digital e consome 30% menos energia do que os modelos 2008. Apresenta ainda o Modo Game, para amantes de jogos eletrônicos, e o Image Viewer, que permite a reprodução de fotos (JPEG) e vídeos (AVCHD) na TV por meio de um leitor de cartões SD.
Preço sugerido: R$ 10.999
BRAVIA XBR9
A série XBR9 é Full HD e composta de dois modelos: KDL-46XBR9 e KDL-52XBR9, que incorporam recursos tecnológicos como o Motion Flow 240Hz com IB Reduction, que melhora significativamente a experiência visual de cenas em movimento, proporcionando imagens sem rastro e com maior nitidez. Apresenta ainda processador para acentuar a qualidade de imagem, com os recursos Bravia Engine 3, Live Color Creation, XV Color e Painel 10Bit.
Preços sugeridos: R$ 7.999 (KDL-46XBR9)
R$ 10.499 (KDL-52XBR9)
SERIE 7000 COM LED
A série 7000 apresenta dois tamanhos de tela (40 e 55 polegadas) e dispõe de uma variedade de recursos interativos, como o Medi@2.0, que proporciona aos usuários um rápido e fácil acesso a uma quantidade de conteúdos e informações pré-gravados ou que podem ser obtidos por download. Essa função inclui Internet@TV, biblioteca de conteúdos Flash, USB 2.0 Movie e compatibilidade DLNA Wireless (sem fio). O aparelho dispõe ainda de quatro entradas HDMI, megacontraste de 3.000.000:1, resolução Full HD (1080p), decodificador de TV Digital embutido e design Touch of Color.
Preços sugeridos: R$ 7.499 (40 polegadas)
R$ 11.999 (55 polegadas)
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