No segundo ano de implantação do programa de bônus, 26,74% do total de candidatos inscritos (16.584) conseguiram o incentivo para fazer o vestibular 2010 da UFMG. O número representa uma pequena queda em relação ao primeiro ano em que o programa vigorou, quando foram deferidos 16.789 pedidos. Este ano, do total de 22.751 candidatos que pediram para ser incluídos, 4.880 não enviaram a documentação exigida e 1.287 tiveram o benefício negado. No ano passado, o número de pedidos chegou a 24.276.
Diferentemente da reserva de vagas, como o sistema de cotas, no programa os candidatos recebem bônus na pontuação. Se o candidato tiver cursado as quatro últimas séries do ensino fundamental e todo o ensino médio em escola pública no Brasil, recebe 10% em sua nota final, em cada uma das etapas do concurso. Se o candidato tiver estudado em escola pública e ainda tiver se declarado negro ou pardo, o bônus é de 15%.
Na prática, as questões têm pesos diferenciados para três grupos de candidatos: para optante do bônus de 15%, peso de 1,15; do bônus de 10%, 1,10, e para o não optante, 1. A opção por participar do programa foi indicada no ato de inscrição no vestibular.
Outra medida para ampliar o acesso à maior universidade pública de Minas foi a descentralização das provas para os candidatos de origem indígena. As provas para o curso de licenciatura em educação do campo foram realizadas em sete cidades mineiras: Araçuaí, Barbacena, Governador Valadares, Montes Claros, Paracatu, Teófilo Otoni e Uberlândia. Já para o curso licenciatura intercultural para educadores indígenas, os candidatos puderam fazer as provas em Governador Valadares, Januária, Montes Claros e também em Porto Seguro, na Bahia.
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