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Universitários ensinam crianças a plantar a merenda Universitários ensinam 300 crianças de escola municipal do Bairro Itapoã, na Pampulha, a plantar horta para reforçar merenda com legumes e verduras. Projeto é pioneiro em BH

Publicação: 27/10/2009 07:31 Atualização: 17/11/2009 00:12

Estudantes da Escola Lídia Angélica entraram ontem no único projeto colegial de desenvolvimento sustentável aprovado pelo governo federal para Minas - ()
Estudantes da Escola Lídia Angélica entraram ontem no único projeto colegial de desenvolvimento sustentável aprovado pelo governo federal para Minas

As mesmas mãos que horas antes seguravam a caneta e o lápis, no intervalo do recreio encararam a pá e a terra. O que se aprende em sala de aula foi colocado em prática num contato direto com a natureza. Ontem, o Projeto Horta Viva, único trabalho de educação ambiental e desenvolvimento sustentável em Minas Gerais aprovado pelo governo federal, teve a sua primeira iniciativa implantada na Escola Municipal Lídia Angélica, no Bairro Itapoã, na Região da Pampulha. A ideia é fazer com que 300 alunos da escola aprendam a plantar o alimento que vão comer na merenda, levando para casa a lição do valor nutritivo dos legumes, verduras e frutas.

Lançado pelo Centro Universitário UNA dia 16, no Dia Mundial da Alimentação, o projeto custa R$ 8,7 mil e até o fim do ano pretende integrar mais três das 233 escolas da rede municipal de Belo Horizonte. E, em 2010, atingir 45% da rede, ou o total de 104. “Escolhemos como piloto a Escola Municipal Lídia Angélica, por causa do trabalho que eles já desenvolvem com as crianças nessa área”, explica a coordenadora do curso de engenharia ambiental da UNA, Cristiane Medina Finzi. Ela acrescenta que a iniciativa tem como objetivo principal fazer com que os alunos sejam multiplicadores de uma ideia responsável, que tenha como foco os cuidados com o meio ambiente.

Na horta plantada pelos alunos, cada canteiro foi separado para um tipo de legumes, verdura ou fruta. Cenoura, couve, cebolinha, tomate e camomila foram plantados com entusiasmo. Além de colocar a mão na terra, as crianças aprenderam a importância de separar o que é orgânico ou não. “Os restos de comida do lanche escolar se transformam em adubos para as hortas. É uma forma de ensiná-los a reaproveitar alimentos. A cada 15 dias, estudantes do curso de engenharia ambiental da UNA vão voltar aqui e saber como andam esses procedimentos”, destaca Cristiane. Além deles, o projeto conta com alunos de nutrição da UNA para informar às crianças o valor nutritivo do plantio.
Estou adorando o projeto, pois ensina a gente a fazer coisas novas com a natureza

APOSTA Pela primeira vez, Bárbara Eduarda Queiroz, de 10 anos, colocou a mão na terra para plantar alguma coisa. “Nunca tinha feito isso. Estou adorando o projeto, pois ensina a gente a fazer coisas novas com a natureza”, afirma, garantindo que vai ensinar em casa o que aprendeu ontem. De acordo com a diretora da escola, Dulce Raquel do Santos Guimarães, há sempre aulas sobre a importância de preservar o meio ambiente. “No almoço e no lanche, servidos os alunos, sempre usamos verduras e eles adoram. Por isso, sabíamos que não haveria resistência.” Para a coordenadora do projeto, Margarete Aparecida Pereira, os adultos de hoje não tiveram na infância a oportunidade de aprender sobre meio ambiente. “Por isso, apostamos que o investimento no assunto para essa geração atual é uma forma de mudarmos o nosso futuro”, destaca.

Estou adorando o projeto, pois ensina a gente a fazer coisas novas com a natureza - ()
Estou adorando o projeto, pois ensina a gente a fazer coisas novas com a natureza


Enquanto o aprendizado está garantido para os pequenos, quem aprende ensinando são os universitários do projeto. Marina Habaeb, aluna do 1º período de engenharaia ambiental, é uma delas. “Essa interação real com a educação no meio ambiente é uma forma de colocarmos em prática o que nos é ensinado na universidade. Aqui estamos tendo um contato com crianças, que são o melhor público para ensinar algo sustentável para muitos anos”, afirma.
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