Milão é muito mais que a capital italiana da moda e do design. Descubra seus encantos

A cidade da região da Lombardia investe no turismo de negócios e cultural. É um lugar envolvente que oferece vários espaços de lazer, restaurantes e cafeterias

por Laura Serrano-Conde/EFE 19/07/2017 17:00
Arquivo/EFE
Duomo de Milão, a impressionante catedral da cidade (foto: Arquivo/EFE)
Do ponto de vista turístico, Milão é conhecida principalmente por sua Piazza del Duomo, possivelmente a região mais emblemática da cidade por abrigar a atração turística mais importante. Seu nome se deve precisamente à imponente catedral, mas, além disso, seu interesse está no fato de se localizar no centro de Milão, tanto no sentido geográfico como por seu valor artístico, cultural e social.

Ao longo de seu espaço retangular se erguem alguns dos edifícios e monumentos mais representativos da cidade, capital da região da Lombardia: o monumento equestre a Víctor Manuel II, o Museu do Novecento e o início da Galleria Vittorio Emanuele II, que a conecta com a Piazza dela Scala.
Carlos Altman/EM
Galleria Vittorio Emanuel II, que abriga lojas de Gucci, Prada, Giorgio Armani e Louis Vitton (foto: Carlos Altman/EM)

A Galleria Vittorio Emanuele II é uma das passagens comerciais mais elegantes da cidade, conhecida popularmente como o Salão de Milão, devido às várias lojas de alta-costura, cafés e restaurantes. Coberta com uma abóbada realizada com arcos de ferro fundido e com um teto de vidro, essa galeria liga à praça onde está o Teatro alla Scala, um dos templos da ópera mais importantes em nível internacional.

Outro dos atrativos turísticos da cidade italiana é a Piazza Mercanti, onde se encontra o Palazzo della Regione. Passeando pela Rua Mercanti se chega à Via Dante, elegante passagem comercial que desemboca no impressionante Parque Sempione, que abriga o Castelo Sforzesco, construído como uma fortaleza em 1368.
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Castelo Sforzesco (foto: Carlos Altman/EM)

Atualmente, o interior do castelo conta com diversos museus, como o Arqueológico e o de Artes Decorativas, além de uma pinacoteca, que inclui obras como San Benedetto, de Antonello da Messina, ou a Madonna in trono tra santi siglata, de Andrea Mantegna.

O convento de Santa Maria delle Grazie também é outra opção turística interessante, porque, em seu interior, está o quadro A última ceia, de Leonardo da Vinci. A obra já foi vista por personalidades de todo o mundo. Recentemente, quem visitou o local foi a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama, acompanhada de suas filhas, Malia e Sasha, durante uma visita que realizou a Milão.
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Teatro Scala (foto: Carlos Altman/EM)

A Basílica de São Ambrosio, cuja cripta guarda os restos mortais de São Ambrosio, São Gervasio e São Protasio, ou a Igreja de San Maurizio al Monastero Maggiore e seus precisos afrescos são outros locais que também deveriam ser incluídos em qualquer tour por Milão.

Sem esquecer também a Pinacoteca de Brera, que apresenta uma das mais destacadas coleções de arte do país, com obras de Caravaggio, Tintoretto e Modigliani.

O Estádio Giuseppe Meazza, também conhecido como San Siro, abriga os museus do Inter de Milão e do Milan, onde é possível conhecer a história dos dois clubes milaneses por meio de uma coleção de taças, troféus, camisetas e outros objetos.

VIDA NOTURNA Mas Milão é muito mais que turismo. É uma cidade que concentra vários espaços de lazer, restaurantes e cafeterias. Alguns dos locais mais frequentados durante a noite estão na região da Galeria de Brera, onde há grande variedade de clubes e pubs, alguns com música ao vivo.

Outra região interessante é a do Bairro de Navigli, chamado assim devido aos canais artificiais que foram construídos no século 21, para estabelecer uma ligação entre Milão e o mar.

Atualmente, ao longo dos canais estão uma série de lojas de presentes turísticos, casas antigas, mercadinhos, restaurantes e locais onde se pode degustar um “spritz” e tomar drinques.

Quanto à gastronomia, entre os pratos mais característicos de Milão estão, em primeiro lugar, o risoto à milanesa, apesar de também serem típicos o escalope ou o carpaccio à milanesa, que, geralmente, consiste em lâminas de presunto temperadas com azeite. No entanto, também é possível degustar pratos tradicionais de toda a Itália em Milão, além das características pizzas e massas.

Desde a polenta, feita com farinha – predominantemente de milho – originada no Norte da Itália, até a salada caprese, ideal para acompanhar qualquer prato, passando pelos gnocchis – massa de batata, farinha e água. Quanto às sobremesas, o cardápio é variado, desde o tiramisu até a panna cotta, sem esquecer os famosos gelatos.
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Interior da Galleria Vittorio Emanuele II, uma das elegantes passagens comerciais de Milão (foto: Carlos Altman/EM)

Milão também é sinônimo de moda. É difícil passear por suas ruas e não se deparar com luxuosas vitrines de estética cuidada. Uma das zonas comerciais mais emblemáticas é a da Galleria Vittorio Emanuel II, que abriga lojas de Gucci, Prada, Giorgio Armani e Louis Vitton. Marcas reconhecidas em nível mundial que se concentram também em outra das ruas de luxo mais conhecidas em Milão: a Via Montenapoleone. Ela faz parte do chamado “quadrilátero da moda”, completado pela Via Alessandro Manzoni, Via della Spiga e Via Sant’ Andreacomo, uma área lotada de lojas de roupas, de acessórios e joalherias.

É possível visitar nessas ruas as lojas Salvatore Ferragamo, Valentino, Ermenegildo Zegna, Loewe, Cartier e Ralph Lauren, e admirar suas vitrines, cheias de bom gosto. 

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