A capital da Holanda esbanja charme, alegria e diversão

Com mais de 800 mil habitantes, Amsterdã é jovem, divertida e contemporânea, sendo um dos destinos europeus mais procurados por turistas.

por Teresa Caram 14/03/2017 04:00



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Por causa dos canais, Amsterdã é chamada de Veneza do Norte da Europa (foto: LHW/Divulgação)
As cerca de 17 milhões de pessoas que visitam Amsterdã anualmente se misturam pelas ruas e circulam a pé ou de bicicleta por entre belos canais históricos – que remontam ao século 17 – ao longo do dia e mesmo à noite, já que é relativamente segura para caminhar.


Não deixe de conhecer os canais tombados como patrimônio histórico mundial pela Unesco. Eles são símbolo da cidade. Aliás, por conta deles, Amsterdã é chamada de Veneza do Norte da Europa. São 100 quilômetros de vias aquáticas, com cerca de 1.500 pontes e 90 ilhas, que hoje fazem parte das atrações turísticas.
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Estima-se que cerca de 17 milhões de pessoas visitam a capital dos Países Baixos anualmente. (foto: Teresa Caram/EM)

Uma dica: se souber andar de bicicleta, essa é uma das melhores opções para admirar Amsterdã, com sua arquitetura que une o gótico ao moderno. A cidade é plana e tem mais de 500 quilômetros de ciclovias. Crianças, jovens e idosos pedalam por todos os lados e, o mais interessante, os ciclistas têm prioridade e são respeitados.
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São 100 quilômetros de vias aquáticas, com cerca de 1.500 pontes e 90 ilhas (foto: LHW/Divulgação)

Amsterdã também é um museu a céu aberto, com mais de 50 espaços dedicados à arte e à cultura espalhados pela capital, além de galerias e teatros. Destaque para o Rijksmuseum, o Stedelijk, a antiga casa de Rembrandt, a casa onde morou Anne Frank – um dos pontos mais visitados da cidade – e o Van Gogh Museum, em frente ao Hotel Conservatorium. Em uma tarde, ao preço de 17 euros, é possível explorar obras famosas do artista, como Os girassóis, e ainda telas praticamente desconhecidas desse gênio holandês.

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Mural doartista brasileiro Eduardo Kobra na fachada do Museu Anne Frank (foto: Eduardo Kobra/Divulgação)


CULTURA Aproveite a viagem para conhecer o famoso Red Light District (Distrito da Luz Vermelha). Trata-se de um quarteirão cheio de vitrines ocupadas por prostitutas, que oferecem legalmente seus serviços. Você pode observá-las do lado de fora, mas elas não gostam de ser fotografadas. Portanto, nada de tentar fazer uma imagem. Você pode se dar mal.
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Entre tantas possibilidades, jantar romântico cai bem com vista panorâmica (foto: LHW/Divulgação)

Ali também há vários coffee shops, locais onde é permitido comprar e fumar cigarro de maconha. Na rua é proibido. Nessa região – De Wallen, no Centro –, que desde o século 14 é uma área ocupada principalmente por sex shops e bordéis, tudo é encanto e novidade.
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(foto: LHW/Divulgação)

Não tão badalada ainda, uma outra região de Amsterdã vem despertando cada vez mais a atenção dos visitantes: o Norte, área industrial que fica à beira do Rio IJ. Para chegar lá, você pode pegar o ferryboat na Estação Central da cidade e atravessar o rio. Em apenas 15 minutos você está nesse distrito tranquilo e acolhedor, onde não faltam bares, galerias, edifícios e áreas residenciais. Lá, conheça o Eye Film Museum, o único da Holanda dedicado aos filmes e à cinematografia, que também encanta por sua bela arquitetura.
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Experimente um delicioso sanduíche no Madam, o mais alto bar e restaurante da cidade (foto: Teresa Caram/EM)

O museu tem tudo sobre a sétima arte. Em cada sala, é possível interagir, brincar de fazer cinema, conhecer a história, assistir a um filme e se divertir. O Eye Film, que fica em um edifício projetado pelo escritório de arquitetura vienense Delugan Meissl, reúne grande acervo (todo o arquivo holandês de filmes), salas de cinema, exposições de vanguarda e restaurante. Fica aberto das 10h à meia-noite. Se você é amante do cinema e da arquitetura, não deixe de visitá-lo. O Eye Film tem exposições permanentes e instalações temporárias. Em dezembro, quando estive lá, a convite da Gol, Air France/KLM e da Leading Hotels of the World, conheci a exposição interativa Celluloid.

 

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Com quase 100 metros de altura, A'dam Tower abriga diversas atrações (foto: Teresa Caram/EM)

Atração imperdível na região Norte de Amsterdã, o A'dam Tower foi inaugurado em junho do ano passado. Construída em 1971, a torre de 20 andares – é a mais alta de Amsterdã, com quase 100 metros de altura – foi totalmente transformada. Até 2009, o prédio funcionava como sede da multinacional Shell.

No A'dam Tower, tudo gira em torno da produção musical. Ali estão instalados escritórios, um clube noturno, restaurante, café, escola de música, ponto de observação, hotel-butique e uma loja de suvenires. A diversão já começa no elevador com teto transparente, música eletrônica e luzes coloridas. Você se sente como se estivesse dentro de uma boate e chega ao 20º andar em apenas 22 segundos. É superdivertido.


BALANÇO - Ainda no A'dam Tower, você pode subir até o Lookout, de onde se tem uma visão panorâmica de Amsterdã. Se você não tiver medo de altura, vale a pena experimentar o balanço “Over the Edge”, o mais alto da Europa. Você gangorra no terraço do edifício, projetando seu corpo para fora do prédio enquanto aprecia a cidade. Claro que não me aventurei a esse ponto, mas para os menos corajosos, como eu, vale só observar.

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Por causa dos canais, Amsterdã é chamada de Veneza do Norte da Europa (foto: LHW/Divulgação)

Depois dessa aventura, reponha as energias no restaurante giratório com vista panorâmica de Amsterdã, que gira completamente, uma vez a cada hora, proporcionando experiência única. O Moon fica no 19º andar. No topo está o Madam, o mais alto bar e restaurante de Amsterdã. É uma opção para experimentar vinhos, cervejas, drinques, sanduíches deliciosos e outros pratos, sem deixar de apreciar a vista.

O edifício vai ganhar ainda um hotel de luxo, o Sir Adam, nos primeiros oito andares da torre, cheio de referências artísticas.

*A jornalista viajou a convite da Gol, Air France/KLM e da Leading Hotels of the World

 

 

 

 

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