Férias de janeiro em Inhotim: a arte em meio ao verde

Conhecida por hospedar o maior museu de arte a céu aberto do mundo, cidade Brumadinho encanta o viajante

por Estado de Minas 03/01/2017 07:12

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Euler Júnior/EM
Galeria Cildo Meireles (foto: Euler Júnior/EM)

Imagine um cômodo de paredes brancas e tudo oque há nele, desde os quadros e tapetes, almofadas e sofá e até os livros na estante – e a própria estante! – vermelhos. A instalação Desvio para o Vermelho, de Cildo Meireles, concebida permanentemente em 2006, é só um dos trabalhos do maior museu de arte a céu aberto do mundo, abrigado pelo Instituto Inhotim. Além do acervo artístico, há, no local, jardins para estudos florísticos, classificar novas espécies de planta e realizar atividades de educação ambiental. A beleza dos jardins, logo na entrada do parque, chama atenção e é seguido por obras de arte interativas espalhadas por todo o sítio, proporcionando uma relação próxima, espacialmente, entre natureza e arte, e criando experiências ativas no local. Periodicamente, projetos são inaugurados, incluindo obras criadas especialmente para o Inhotim.

Euler Júnior/EM
Galeria Adriana Varejão. (foto: Euler Júnior/EM)
 

Euler Júnior/EM
Obra de Helio Oiticica. (foto: Euler Júnior/EM)

O Instituto, visitado por milhares de pessoas de todo o mundo, é automaticamente lembrado quando se fala em Brumadinho, município mineiro, que, partindo de BH, é acessado pelas rodovias BR-381, MG-155 e MG-040. Para quem não vai de carro, uma linha de ônibus sai da rodoviária de Belo Horizonte para o Inhotim. São 65 quilômetros de BH até o Instituto. E o caminho não é difícil: é preciso seguir pela rodovia Fernão Dias (BR-381) e, depois de passar pelo trevo para o Triângulo Mineiro, pegar a saída 501, em direção a Mário Campos. Depois de um posto de gasolina, virar à direita e pegar a estrada que leva ao Centro de Brumadinho. A partir dali, placas indicam o caminho para o museu.

Euler Júnior/EM
Obra Bean Drop, de Chris Burden. (foto: Euler Júnior/EM)
 

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Obra De Lama Lamina, de Matthew Barney. (foto: Euler Júnior/EM)
 

 

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Obra Sonic Pavilion, de Doug Aitken. (foto: Euler Júnior/EM)

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Fuscas coloridos do artista Jarbas Lopes (foto: Euler Júnior/EM)

 

 

Muito além de Inhotim

Divulgação
Cachoeira da Ostra tem fácil acesso e poço bom para mergulho (foto: Divulgação)
 

 

 Mas a cidade guarda várias outras atrações, principalmente voltadas para o turismo ecológico. Uma delas é a Encosta da Serra da Moeda, no distrito de Piedade do Paraopeba, recheada de cachoeiras e cercada de montanhas, bares e várias opções de hospedagem e passeios. Voo livre, trilhas, cicloturismo e cavalgadas são comuns por ali. No caso do voo livre, duas rampas possibilitam a prática do esporte na encosta: Moedinha e Moedão. Escolas especializadas oferecem cursos de parapente e voos duplos, acompanhados por instrutor, ou seja, nunca ter voado não é desculpa para ficar de fora. Falando em Piedade do Paraopeba, antes mesmo de se aventurar nos esportes radicias, as construções naturais setecentistas da vila merecem destaque. Chegando pela BR-040, o mais antigo povoado mineiro é ideal para quem está atrás de sossego e é caracterizado pela religiosidade. A Igreja da Matriz, por exemplo, de 1713, é a casa dos devotos de Nossa Senhora da Piedade.


Aquele casal de amigos que não dispensa uma cachoeira também tem agenda. Em Brumadinho há duas quedas d’água quase em sequência, a Cachoeira da Ostra, mais conhecida, e Pedra Furada. Para chegar lá, a trilha não é longa e nem apresenta tantos obstáculos além da falta de sinalização. Por isso, o ideal é estar acompanhado de alguém que já conheça a trilha. Mas as facilidades podem compensar, como a possibilidade de ir e voltar de ônibus, saindo de BH, até o local onde a trilha começa e, apesar do acesso grátis às cachoeiras, elas ficam menos cheias do que as outras, em razão do trajeto para chegar lá. É imprescindível levar água, alimentos, além de usar calçados adequados e confortáveis. A Cachoeira da Pedra Furada, muitas vezes confundida com a da Ostra, por ser a primeira à vista, oferece um poço agradável para se banhar. Já a Cachoeira da Ostra é menor, mas também tem um poço largo para pequenos mergulhos.

A Rota da Cachaça Veredas do Paraopeba garante boa viagem para os apreciadores de uma boa caninha mineira. O viajante pode conhecer as etapas de produção e de envelhecimento da cachaça artesanal e experimentar os sabores da encosta da Serra da Moeda. Roteiros turísticos foram criados a partir de pesquisas e os passeios são feitos em contato direto com a comunidade.

Além das atrações naturais e culturais, Brumadinho, seus distritos e povoados oferecem opções de restaurantes para todos os gostos, desde a tradicional comida mineira, até internacionais, passando pelas massas, risotos e alta gastronomia.

SERVIÇO
» Como ir
• De carro
Rodovia Fernão Dias (BR-381), trevo para o Triângulo Mineiro, saída 501 em direção a Mário Campos, até posto de gasolina, pegar à direita e seguir até o centro de Brumadinho.

• De ônibus
Ida: de terça-feira a domingo, às 9h15
Volta: de terça a sexta, às 16:30; sábados e domingos, às 17h
Mais informações: (31) 3272-3512

» Onde ficar
Estalagem do Mirante
Avenida Nair Martins Drumond, 1.000, 33 quilômetros (acesso pelo quilômetro 567 da BR-040 para Rio de Janeiro)(31) 3575-5061
www.estalagemdomirante.com.br

Pousada Fazenda Nova Estância
Estrada para Córrego do Feijão, quilômetro 1, 13 quilômetros(31) 3304-0886

Rota da Cachaça Veredas do Paraopeba

(31) 4117-0333 

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