Casa de Pablo Neruda é um convite para ir até a cidade de Valparaíso

Batizada de La Sebastiana, a casa se transformou em um museu. É possível ver de perto objetos do escritor e as vistas que o inspiravam

por Luciano Marques 02/01/2017 16:11

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Claudio Santana/AFP
A casa onde viveu Pablo Neruda é um dos pontos mais visitados em Valparaíso (foto: Claudio Santana/AFP)

O Nobel de Literatura Pablo Neruda encantou o mundo com seus poemas antes de nos deixar, em 1973, mas até hoje “convida” o turista a dar um pulinho a uma cidade que ele amava e lhe servia de inspiração: Valparaíso. Lá está a propriedade que escolheu para morar e escrever, de frente para sua maior paixão: o mar.

A casa, batizada de La Sebastiana, foi transformada em museu e lá é possível perceber que, além de talento, o gênio chileno tinha uma encantadora paisagem para se inspirar — a vista do Oceano Pacífico a partir da escrivaninha que usava é de cair o queixo. Os diversos andares da casa guardam objetos do escritor e você vai se aprofundando um pouco mais na vida de Neruda. A casa, em si, construída exatamente do jeito que ele queria, é uma poesia. A entrada e o passeio custam 6 mil pesos chilenos, algo em torno de R$ 30.

 

Ines Campos/Reprodução
O poeta e escritor gostava de trabalhar apreciando a vista do mar, uma de suas paixões (foto: Ines Campos/Reprodução)

O lugar escolhido para morar não foi ao acaso. A poética Valparaíso, a 120km de Santiago, parou no tempo — mas da forma mais charmosa possível. A região, tombada pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade, está repleta de casas coloridas e com estilo neoclássico e vitoriano. Algumas ainda mantêm o projeto do fim do século 19.

 

Felipe Becerra/Flickr
Marca registrada da cidade, as cores alegram as ruas e mostram a arte local (foto: Felipe Becerra/Flickr)

Outra marca registrada de Valparaíso são a geografia e a arte moderna que se contrasta nas paredes. O lugar, cercado de montanhas, é praticamente um palco voltado para o mar. E as paredes são permeadas de grafites que dão um charme especial ao passeio pelas inúmeras ladeiras.

Uma boa pedida é descer tudo a pé, passando pelos cafés e lojas de artesanato, até chegar ao mirante Passeo Gervasoni, que tem uma vista incrível e ainda disponibiliza albergues, galerias e pequenos museus. Por lá, os casais apaixonados também costumam colocar cadeados na grade, como acontece na ponte francesa Pont des Arts, em Paris.

Quem deseja ir à Ilha de Páscoa para ver os famosos moais — aquelas estátuas icônicas dos Rapa Nui — mas não tem coragem de esticar até a ilha, uma dica: no caminho de Vinã del Mar e Valparaíso (as duas comunas são ligadas), você passa pelo Museo Fonck. Do lado de fora, há uma dessas estátuas gigantescas para tirar foto ao lado. Ela é autêntica, da ilha mesmo, e não uma réplica.

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