Turismo profundo nas águas do Caribe

Se o mar azul de diversos tons das Ilhas Cayman impressiona, o fundo do mar não fica atrás.

por Graziela Reis 28/12/2016 19:57

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(foto: Graziela Reis/EM)

Se o mar azul de diversos tons das Ilhas Cayman impressiona, o fundo do mar não fica atrás. Apenas Grand Cayman tem 234 pontos de mergulho. Cayman Brac tem mais 59. E Little Cayman, outros 58. Ou seja, não faltam opções para esta outra forma de turismo que encanta e apresenta novas oportunidades de contemplação. Além de corais, naufrágios, como o do USS Kittiwake, navio de guerra norte-americano construído em 1946 e que repousou em um banco de areia a 18 metros de profundidade em 1994. Ali há 22 anos, permanece com a estrutura intacta, responsável pela atração de peixes de diversos tamanhos, desde barracudas até peixes-anjos de cores variadas, como os azuis que bailam em sua proa. A temperatura da água é agradável, acima dos 26ºC. Por isso, basta colete. Não é preciso nem roupa curta de neoprene. E a visibilidade é de impressionar. Embaixo d’água é possível enxergar além dos 18 metros com facilidade. A imensidão é de tirar o fôlego.
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(foto: Graziela Reis/EM)
 
Perto dos corais da região também é possível avistar lagostas gigantes, garoupas, o temido lionfish (peixe-leão), peixe-borboleta, moreia, caranguejos, polvos, enfim, uma imensa variedade de cardumes. A população de peixes e crustáceos é a mais diversa. Tartarugas também são comuns, assim como arraias.
A saída para mergulho custa a partir de US$ 80 (com um cilindro) ou US$ 120 (dois cilindros), pela Red Sail Sports, que tem pontos de venda em vários dos hotéis da ilha. Vale lembrar que é preciso habilitação como mergulhador (scuba dive) para contratar a maior parte dos pacotes. Para os que não têm as carteirinhas de mergulhador, o snorkeling é prática comum nas praias, inclusive na frente dos hotéis. Na frente do Marriot mesmo, corais artificiais atraem centenas de peixinhos coloridos. Basta colocar a máscara para ve-los com nitidez. Alguns, mais corajosos, chegam bem perto da praia, e passam pelos seus pés.

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(foto: Graziela Reis/EM)

De cavernas a tartarugas e arraias
Para variar um pouco das praias, uma opção é a visita à Cayman Crystal Caves (Cavernas de Cristal). São 105 cavernas, cercadas por um parque com muita vegetação natural, onde é possível conhecer desde a Banana Orquídea, que é a flor nacional das ilhas, até a Silver Touch Palmer, palmeira que também se transformou em símbolo local, principalmente por garantir a subsistência dos nativos. A partir de suas folhas é possível traçar de tiaras femininas a cestas de diversos tamanhos.
As cavernas foram formadas entre 10 mil e 20 mil anos atrás. Estalactites e estalagmites ainda estão ativas. A mais bonita das cavernas é a Lake Cave, que tem um lago natural em seu interior. Mas para passear por elas é bom lembrar do repelente, além do protetor solar. As picadas dos mosquitos podem ser extremamente incômodas.
 
Também em Grand Cayman é possível tirar um dia para conhecer sobre as tartarugas que vivem ao redor das ilhas e até nadar com algumas delas. A Cayman Turtle Farm é um parque marinho que abriga mais de 16 mil tartarugas marinhas com pesos que variam de 170 gramas até 272 quilos, além de um santuário para aves, uma área para crocodilos e de um aquário que tem um tubarão como ilustre morador.
Segundo o guia Benny Ebanks, o projeto teve início em 1968 e faz a alegria de crianças e adultos. Ele conta que anualmente nascem milhares de pequenas tartarugas no local. Apenas para visitar o parque, o preço é de US$ 18 para adultos e de US$ 9 para crianças de 5 a 12 anos. Para praticar snorkel com as tartarugas e aproveitar as piscinas do parque o valor para adultos passa para US$ 45. E para crianças, para US$ 25. Até quatro anos, a entrada na fazenda das tartarugas é gratuita.
 
Na ilha também é possível nadar com arraias-prego em seu habitat, na Stingray City. Por entre US$ 30 (4 a 11 anos) US$ 45 (adultos) é possível ir de barco até o banco de areia onde as arraias vivem e se acostumaram com a presença de turistas. No local, que já foi descarga de restos de peixes e crustáceos de pescadores que voltavam do mar, a água bate na cintura. Algumas das arraias se tornaram tão familiares que receberam até nomes dos frequentadores da “cidade” delas. Nas ilhas ainda há opção para mergulhar com golfinhos e de passear de submarino.
 
 



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