Vale dos Vinhedos: uma viagem sensorial pela "Toscana brasileira"

A beleza e o colorido das flores se somam ao encanto das construções em estilo europeu. Esses atributos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, criam nos visitantes a sensação de que estão na conhecida região vinícola da Itália, com a vantagem de não ser necessário atravessar o Atlântico.

por Luiz Ribeiro 20/12/2016 07:12
Luiz Ribeiro/EM
Conheça o processo de produção de vinho na Vinícola Miolo (foto: Luiz Ribeiro/EM)


Quem visita o Vale dos Vinhedos logo se dá conta de que a região de Bento Gonçalves (RS) tem muito mais riqueza do que o seu terroir (palavra de origem francesa que define o conjunto de fatores, como solo e clima, responsáveis pela qualidade do vinho de uma região). A “rota dos vinhedos” é formada por 48 vinícolas, que oferecem visitas guiadas e degustações, com atendimento por enólogos e pelas próprias famílias empreendedoras.


Prefeitura Bento Gonçalves/Divulgação
(foto: Prefeitura Bento Gonçalves/Divulgação)
O turista também desfruta de tudo de bom da herança italiana na região, que inclui restaurantes, bistrôs, ateliês de arte, armazéns de queijo, de doces e geleias coloniais. Ou, então, pode fazer algo bem típico por lá, que é experimentar o chimarrão. Outra satisfação é conhecer de perto as videiras e colher a uva no pé, pelo preço simbólico de R$ 10. A colheita vai de janeiro a março.


Partindo de Porto Alegre, são 130 quilômetros até um ponto em Bento Gonçalves, onde o visitante encontra uma placa com o mapa das 48 vinícolas do Vale dos Vinhedos. Os deslocamentos podem ser feitos em ônibus, vans ou carros, disponíveis para passeios diários promovidos por agências de turismo. O passeio em grupo custa a partir de R$ 180 por pessoa, incluindo almoço, saindo da capital gaúcha pela manhã, às 7h, e retornando no início da noite, às 18h.


A viagem na “subida da serra” impressiona, com a passagem por lugares que ficam na lembrança, como São Vendelino, cidadezinha onde os cerca de 2 mil habitantes falam entre si mais em alemão do que em português. Vale a pena uma parada para fotos. No percurso estão Carlos Barbosa, capital nacional do futsal; e Garibaldi, famosa por produzir os melhores espumantes do Brasil. Em Bento Gonçalves, há também a opção do bucólico passeio no trem “Maria-Fumaça” até Carlos Barbosa, com o preço do ingresso a R$ 110, dando o direito a assistir a show típico italiano durante a viagem e a degustação de suco de uva e de espumante.

 

 

Luiz Ribeiro/EM
Casa da Erva-Mate, com roda d'água do século 19, que funciona até hoje (foto: Luiz Ribeiro/EM)
 


TIPO EXPORTAÇÃO Em Bento Gonçalves, uma boa pedida é a visita guiada à Vinícola Miolo, que surgiu como pequena produção familiar em 1897 e, hoje, tornou-se a maior produtora nacional do setor, inclusive exportando para 32 países. Ali, pagando R$ 20 você conhece todo o processo de produção do vinho, começando pelas videiras. Depois, passa pelos setores de fabricação, embalagem e envelhecimento. A visita termina numa sala dedicada à degustação, onde enólogos fazem rápidas palestras e informam curiosidades sobre os produtos, como, por exemplo, os vinhos brancos “harmonizam” com frutos do mar, peixes e queijos leves. Já os suaves combinam com pratos doces, inclusive, sobremesas.

 

 

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