Os cafés de artistas famosos

Conheça locais frequentados por Fernando Pessoa, goya, Villa-lobos, Machado de Assis e Ernest Hemingway

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Entre os prazeres de viajar está a oportunidade de aproveitar o tempo para ler um bom livro. Para os amantes da literatura, uma boa dica para ir além do enredo e unir o útil ao agradável é programar um das refeições em um restaurante ou café que foi frequentado por grandes escritores, poetas, artistas em geral. Além de conhecer o local, é gostoso sentir o clima, viver a atmosfera, viajar na história. Geralmente, é possível sentar à mesa e na mesma cadeira que grandes autores ocuparam. Quem sabe, fazer uma foto? O Turismo selecionou cidades que preservaram os locais preferidos desses gênios. Na próxima viagem, faça uma visita.




Le Procope – Paris

Le Procope/Divulgação
(foto: Le Procope/Divulgação )


O primeiro café literário do mundo nasceu na Paris de 1686. O Procope foi erguido numa antiga casa de banhos turca por um italiano radicado na capital francesa, onde funciona até hoje. Como fica próximo ao teatro Comédie-Française, virou point de diversos artistas, jornalistas e intelectuais das mais variadas épocas. Napoleão Bonaparte deixou o chapéu no local, como garantia de pagamento da conta por diversas vezes. No primeiro andar está a mesa que era ocupada por Voltaire, um dos maiores filósofos iluministas franceses do mundo. Além dele, Jean de La Fontaine, Rousseau, Balzac e Victor Hugo, entre outros, foram ilustres frequentadores.
» Onde fica: 13 Rue de l’Ancienne Comédie, Paris




Restaurante Botín – Madri

Juan Angel/Flickr
(foto: Juan Angel/Flickr)


Na década de 1620, o chef francês Jean Botín se estabeleceu em Madri para trabalhar na corte. Em 1725, um sobrinho de Botín abriu uma pequena pousada, onde foi construído um forno a lenha que funciona até hoje. À época, os proprietários só poderiam aquecer o alimento que era levado pelos visitantes. Em 1987, o Guinness Book indica o Botín como o mais antigo restaurante do mundo. Sabe-se que um dos mais famosos artistas da Espanha, Goya, trabalhou ali como lavador de pratos. Além do pintor, era frequentado por intelectuais, entre eles o escritor americano Ernest Hemingway. Ele, inclusive, cita o local no livro Morte à tarde, lançado em 1932.
» Onde fica: Calle Cuchilleros, 17, Madri




Martinho da Arcada, Lisboa – Portugal

Stijn Nieuwendijk/Flickr
(foto: Stijn Nieuwendijk/Flickr)


No Terreiro do Paço, na Praça do Comércio, em Lisboa, o café abriu as portas em 1778, mas a inauguração oficial data de 7 de janeiro de 1782. A decoração é simples e o atendimento, sempre afetuoso, feito por funcionários com mais de 40 anos de casa. Ao longo de mais de dois séculos, diversas figuras frequentaram o Martinho. Uma delas se destacou: a de Fernando Pessoa. O poeta e escritor usava o restaurante para as tertúlias com os amigos e, principalmente, para escrever. Segundo contam os garçons, ele chegava cedo, almoçava, tomava um cafezinho e se deixava ficar até o sol cair, quando voltava para casa. A mesa que ocupava ganhou seu nome.
» Onde fica: Praça do Comércio, 3, Lisboa




Confeitaria Colombo — Rio de Janeiro

Anna Ramalho.com.br/Reprodução da internet
(foto: Anna Ramalho.com.br/Reprodução da internet)


Fundada por dois portugueses em 1894, a confeitaria homenageia o navegador Cristóvão Colombo. Hoje patrimônio cultural e artístico do Rio de Janeiro, mantém o estilo clássico ambientado na Belle Époque carioca. Escritores, artistas, músicos e políticos e a nata da elite cultural da cidade se reunia na confeitaria, como Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga e Machado de Assis.
» Onde fica: Rua Gonçalves Dias, 32, Centro, Rio de Janeiro



Café Tortoni, Buenos Aires

Café Tortoni/divulgação
(foto: Café Tortoni/divulgação)


As poucas informações sobre a inauguração do café apontam que, em 1858, um francês conhecido como Touan abriu um bar com o mesmo nome de um café em Paris, onde a elite cultural francesa se reunia. No fim do século 19, outro francês, Celestino Curutchet, comprou o local. Transformado em café, passou a ser frequentado por jornalistas, pintores, músicos e escritores argentinos que formavam o grupo Gente de Artes y Letras. Entre os clientes ilustres, Jorge Luis Borges, além de apreciar as iguarias da casa, ocupava o espaço para escrever. O Tortoni tem, numa mesa, a estátua do escritor ao lado do cantor Carlos Gardel e da escritora Alfonsina Storni.
» Onde fica: Av. de Mayo, 825, Buenos Aires

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