Viajamos no navio de luxo sensação dos jogos da Rio'2016

Lembram do navio Silver Cloud? Aquele cruzeiro de superluxo, que foi a "casa" dos jogadores de basquete dos EUA? Embarcamos nele no mês de setembro em uma viagem pelo Mediterrâneo.

por Carlos Altman 16/11/2016 00:10

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Carlos Altman/EM
Port Hercule, em Monte Carlo, no Principado de Mônaco (foto: Carlos Altman/EM)
Dias antes da abertura da Rio’2016, o cruzeiro seis estrelas Silver Cloud aportou no Píer Mauá, e virou a maior sensação carioca. O navio da armadora italiana Silversea recebeu todos os holofotes da imprensa nacional e internacional pelo fato de abrigar as delegações, masculina e feminina, de basquete dos EUA durante os jogos do Rio. Muita gente questionou o motivo pelo qual os astros da NBA estarem recebendo tratamento vip, enquanto outros atletas compatriotas ficaram alojados em apartamentos, sem luxo, na Vila Olímpica. 

Quase um mês após fim dos jogos Olímpicos, embarcamos no Silver Cloud, no porto de Monte Carlo, em Mônaco. Viajamos até o Mediterrâneo para conhecer tudo o que foi falado, comentado e divulgado sobre o navio. Será que ele é tudo isto mesmo? Nesta edição do Turismo, você vai saber como o navio é por dentro, os serviços diferenciados de mordomo e a gastronomia requintada.

Mar de encantos

Ancorado em um braço do Port Hercule, em Monte Carlo, o navio seis estrelas Silver Cloud esperava, na última semana de verão europeu, o embarque de seus passageiros para seguir a Rota dos Encantos – de Mônaco até Barcelona. De um lado, centenas de iates de luxo e do outro, as águas calmas e azuladas do Mediterrâneo.

Para os brasileiros e amantes do esportes que subiam a bordo, o primeiro navio da armadora italiana Silversea, de 1994,  tinha algo mais a revelar. Estávamos entrando na embarcação mais comentada durante os jogos da Rio’2016 por ter abrigado as delegações de ouro, masculina e feminina, do basquete dos EUA. 

Durante sete dias, entre o céu e o mar fui testemunha de prazeres sensoriais indescritíveis. O conforto e bom gosto se vê presente em cada ambiente do navio. Com quatro restaurantes, três bares, uma piscina, duas jacuzzis, um teatro, spa, um lounge, um cassino, uma academia de ginástica, uma biblioteca com mais de 500 livros e o dobro de DVDs à disposição dos passageiros, ficava até difícil querer sair do navio.

Alto pradrão nos mares


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Serviço de qualidade espera os visitantes que se sentem como reis (foto: Carlos Altman/EM)
O Silver Cloud é intimista, assemelha-se a um iate, e ainda assim espaçoso. Foi projetado para cruzar os oceanos ou deslizar por rios e portos escondidos com facilidade. Transporta apenas 296 hóspedes com conforto e estilo incomparáveis. Diferencia-se nos mares por não possuir cabines internas e por oferecer suítes espaçosas com vista para o mar e varandas privativas. 


Só ficava imaginando os gigantes do Dream Time americano como Kevin Durant e Carmelo Anthony nestas cabines. Com os seus mais de 2 metros de altura, eles devem ter esbarrado as cabeças nos arcos que dividem o quarto e a sala de estar. O teto baixo da ducha do banheiro deve ter sido um sofrimento à parte.

Mas, uma coisa eu garanto, com as incríveis opções gastronômicas e de entretenimento, eles não tiveram o que se queixar na estadia carioca. O navio estabelece um alto padrão nos oceanos e representa, sem dúvida, a visão da empresa de prover a mais alta classe de acomodações, serviços de mordomo e comodidades de cruzeiro.

Requinte e sofisticação

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Conforto e opções de relaxamento são diferenciais do navio Silver Cloud (foto: Carlos Altman/EM)
No check-in em Monte Carlo, uma comissão de frente de camareiras e mordomos recepciona os passageiros com taças de champanhe. Com suas vestimentas  impecáveis e sorriso aberto, a tripulação recebe os visitantes de todo mundo. 

Ao entrar no hall da recepção, no deck 6, se avista a atmosfera requintada. A riqueza dos móveis aconchegantes realçada pelo dourado fosco dos metais, do vermelho intenso do carpete e das orquídeas verdadeiras. O cheiro de frescor de flores do campo imperava no ambiente. A decoração estilo anos 1930 criava um ambiente de glamour.  Era como se estivéssemos entrando num cenário de um filme de época. 

A mesma sensação é sentida com o atendimento proporcionado pelos mordomos do transatlântico. O marroquino Said foi quem me serviu nesta viagem. Além de desarrumar as malas, guardar as roupas nas gavetas e cabides do closet, polir os sapatos, levar os serviços de restaurante no quarto, Said deixava deliciosos tabletes chocolate Pierre Marcolini junto com o informativo do dia seguinte. São mimos que fazem a diferença.

Alta classe

A medida que explorava os decks do navio, percebia que o tom prata dos cabelos dos passageiros era indicativo que aquele seria um cruzeiro sênior. “Por oferecer serviços exclusivos como all inclusive de bebidas e mordomos para todos os hóspedes, a Silversea atrai um público mais exigente, na sua maioria, ricos aposentados dos Estados Unidos e da Europa”, me explicou Alberto Guelman, da Mazel Tour, que também viajava pela primeira vez pela armadora italiana. 

Os “nobres” passageiros criam um laço de fidelidade. “Quem viaja uma vez, quer voltar sempre”. Observa a Hooters Bianca Matta, uma das três funcionárias brasileiras a bordo, com mais de 5 anos trabalhando na Silversea . “Eles fazem questão de voltar para uma segunda, quarta ou até décima viagem pela empresa. É gratificante recebê-los de volta no navio e saber que estão conosco em uma nova viagem. Tenho saudades quando chega o dia da partida, mas sei que verei eles novamente”. conta emocionada. 

O sol como testemunha

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Todo fim de tarde, um belo pôr do sol sobre as águas do Mediterrâneo (foto: Carlos Altman/EM)
No dia seguinte, ao zarpar, quase não percebemos que o Silver Cloud estava deixando o porto de Mônaco. Eram 7 da manhã, o sol despontava no horizonte e o vermelho e dourado tingiam a embarcação com cores surreais. Esta imagem nunca mais irei esquecer. Enquanto o sol nascente surgia no céu sobre as águas calmas do Mediterrâneo, um vento frio abraçava meu corpo e de longe via a costa se distanciar. Monte Carlo ficava para trás e uma expectativa de novo e belo assumia o controle da minha mente. Nesta rota, Mônaco foi o único porto em que o navio navegou durante o dia. O Silver Cloud sempre navegava durante a noite. O dia era reservado para as paradas em terra e os passeios extras incríveis.
 
 
 
 
 

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