Descubra onde fica a estrada mais espetacular da Europa

Em zigue-zague, a estrada serpenteia por 48 quilômetros e rasga o coração do Hohe Tauern National Park, maior reserva natural da cordilheira alpina.

por Bertha Maakaroun 08/11/2016 04:00

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As paisagens são dramáticas. Abrem-se a cada uma das 36 curvas em florestas, cursos d´água, picos de geleiras eternas. Em zigue-zague, a estrada serpenteia por 48 quilômetros e rasga o coração do Hohe Tauern National Park, maior reserva natural da cordilheira alpina.


De uma ponta, em Fusch, a 805 metros de altitude, ou de outra, em Heiligenblut, a 1.301 metros, a via ascendente margeia cumes até alcançar o Edelweiss-Spitze, parada cênica a 2.571 metros de onde se abrem vistas panorâmicas de mais de 30 montanhas alpinas, entre elas, Grossglockner, maciço mais alto da Áustria, que batiza a essa espetacular estrada. Com 3.798 metros de altitude, esse pico, o segundo em altura da cordilheira, arrasta aos seus pés o mais longo glaciar dos Alpes Orientais, o Pasterze.


Inaugurada em 3 de agosto de 1935, essa bela estrada, aberta apenas entre maio e fim de outubro, atrai quase 1 milhão de turistas ao ano. Durante o inverno, o acesso é inviável: em abril, antes de sua reabertura, é necessária a remoção de entre 600 mil e 800 mil metros cúbicos de paredes de neve, que chegam a alcançar 21 metros de altura.
Uma coleção de picos acima de 3 mil metros, enfeitados com a neve eterna, emolduram toda a estrada de Grossglockner. Se o turista optar por iniciar o zigue-zague cênico em Fusch, entre milharais; terminará o passeio em Heiligenblut, – ou Holy Blood (Sangue Sagrado). A minúscula vila está encravada em um vale cortado por rio, aconchegada entre os picos de Grossglockner, Johannisberg e Fuscherkarkopf. Entre as poucas ruas que transformam Heiligenblut numa maquete encantada, domina a cena a Igreja de Saint Vicent.


A agricultura, assim como uma mina de ouro na Antiguidade, fizeram de Heiligenblut passagem para o caminho pelos Alpes e, mais tarde, estrada romana, cortando o Hochtor. Essa trilha, provavelmente, foi usada durante a civilização de Hallstatt, que se seguiu à Idade de Bronze Tardia.


Ao cume da montanha de Hochtor, a 2.504 metros de altitude, na fronteira entre as regiões da Carinthia e de Salzburg, a trilha Celts, Pack-animal and Romans? sobre a crista da montanha, convida a uma caminhada de 25 minutos até o portal do túnel de 311 metros. Para construir uma rota comercial, há mais de 2 mil anos a.C., civilizações pré-celtas, celtas e romanas já desafiavam as baixas temperaturas e as escarpas dos picos, ali deixando inscrita a sua marca.

Fotos e vídeo em
http://1001lugarespraseviver.com/2015/09/08/1169/

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