Petra é destino entre os mais belos do mundo

Descobrir e explorar o complexo arqueológico, nomeado em 2007 como uma das novas maravilhas do mundo, requer um dia de caminhada entre as bizarras formações geológicas

por Bertha Maakaroun 01/11/2016 20:49

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Bertha Maakaroun/EM/D.A Press
Petra, complexo arqueológico nomeado em 2007 como uma das novas sete maravilhas do mundo (foto: Bertha Maakaroun/EM/D.A Press)
Sul da Jordânia. Em meio à paisagem desértica que se perde no horizonte entre o Mar Morto e o Mar Vermelho, escarpas rosas emergem à altura de até 80 metros, cravando nas areias claras um estreito natural que se prolonga por pouco mais de um quilômetro. O chamado “As-Siq”, cânion daquele que um dia foi o leito de um rio esporádico, guarda em sua entrada os resquícios de um arco monumental. Em passagens retorcidas, afunila-se lentamente numa estreita garganta, enquanto revela, suavemente, todas as características típicas da capital do império nabateu, edificada há mais de 2.200 anos: as bizarras formações geológicas, os terraços agrícolas, os canais de água recortados nas rochas coloridas, pequenas barragens e nichos devotivos esculpidos nas pedras calcárias.

Petra é destino entre os mais belos do mundo, escolhido pelo Blog 1001lugarespraseviver.com. Deslumbre-se ao passar pelo cânion,  no frescor desse ambiente mágico, protegido do calor característico da região. A caminhada pelo estreito vai levá-lo subitamente a um paredão. Neste, abre-se uma fresta por onde se insinua a monumental Petra, declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. Mais alguns passos e saltará à vista o Al-Khazneh – o Tesouro, em tradução livre –, uma das preciosas joias dessa espetacular cidade.

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São mais de 10 quilômetros quadrados de monumentos, a maior parte deles esculpida nas rochas (foto: Bertha Maakaroun/EM/D.A Press)
Há muitas lendas e teorias explicativas para a origem e o propósito do impressionante monumento Al-Khazneh. Seria o “tesouro” referência ao faraó, aquele citado no Antigo Testamento, que perseguiu israelitas durante o Êxodo do Egito? Ou teria sido a tumba de reis nabateus datada por volta de um século antes de Cristo? Há quem defenda a ideia de que se trata de um templo dedicado à deusa Al Uzza, que seria a equivalente de Ísis do Egito. Ou há quem sustente que foi templo dedicado ao deus nabateu das caravanas, She´a-alqum. O surpreendente é que se sabe pouco sobre Al-Khazneh, que marca de modo contundente a chegada à capital rosa dos nabateus. É inquestionável, contudo, a variedade de estilos arquitetônicos e influências que mesclam elementos da cultura nabateia com a helenística e egípcia, reflexo de uma civilização de comerciantes que interagia com a África, Europa e Extremo Oriente, intermediando a venda de especiarias raras a um mercado de luxo, principalmente em Roma, na Grécia e no Egito.

Descobrir Petra, complexo arqueológico nomeado em 2007 como uma das novas sete maravilhas do mundo, requer um dia de caminhada ou sobre o lombo de um camelo ou de mulas. São mais de 10 quilômetros quadrados de monumentos, a maior parte deles esculpida nas rochas, espalhados por um vale que, a partir do primeiro século depois de Cristo, caiu sob a dominação romana.

TUMBAS Ao longo da Rua das Fachadas, mais de 40 tumbas ou, possivelmente habitações, estão esculpidas em penhascos, debruçados pela Rua das Colunatas, o anfiteatro romano e as ruínas do centro da vida urbana: o portal monumental, o templo Qasr el-Bint e áreas de mercado. A exploração da cidade escondida, revelada ao mundo em 1812 pelo explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt, também desvenda tumbas magníficas, entre as quais a de Sexto Florentius, que foi governador romano da Província Árabe no século 2 d.C.

Além do Altar dos Sacrifícios, que descortina em uma das montanhas rosas espetacular vista do vale rosado, é do alto do chamado Ad-Deir – Monastério – que não só Petra, mas igualmente a Jordânia, se ajoelham aos nabateus. São 800 degraus talhados nas rochas até o topo, alguns penhascos escarpados. Em estilo semelhante ao Al-Khazneh – o Tesouro – à entrada da cidade, esse monumento delimita o fim da cidade colorida. Com 40 metros de largura e 47 de altura talhados na rocha, é o maior do sítio arqueológico e, em geral, há consenso de que tenha sido um templo, embora alguns especialistas afirmem que tenha sido uma tumba real inacabada. Em frente ao monumento, em uma típica casa de beduínos entalhada na rocha, o convite para se assentar em um dos tapetes e apreciar um chá. Você levará em sua bagagem memórias e imagens que, há mais de 2 mil anos, encantam e surpreendem o mundo.

Serviço
Petra - Como chegar: Petra está localizada a cerca de 250 quilômetros do Aeroporto Internacional de Amã Queen Alia. São cerca de três horas de viagem de carro pela King Highway. No aeroporto há serviços de táxi regulados pelo governo, que fazem o trajeto. É conveniente combinar preços antes com o motorista. O custo pode variar entre 70 a 90 dinares jordanianos, algo entre US$ 100 e US$ 130. Há também ônibus que fazem o trajeto.

Principais pontos a serem visitados:

1) As-Siq (cânion de antigo rio que guarda a entrada da cidade)
2) Al-Khazneh (também chamado de O Tesouro)
3) Altar dos Sacrifícios
4) Rua das Fachadas e do Teatro
5) Tumbas reais
6) Tumba do Palácio
7) Tumba de Sexto Florentius
8) Rua das Colunatas
9) Palácio da Filha
10) Ad-Deir (Monastério)

Wadi Rum
O Centro de Visitantes do Deserto de Wadi Rum está entre Petra e Aqaba, localizado a aproximadamente 100 quilômetros da primeira e a 65 quilômetros da segunda.

Como chegar: A viagem pode ser feita em táxi ou por meio de um motorista contratado, indicado pelo próprio hotel onde estiver hospedado em Petra. O custo poderá variar entre 70 a 90 dinares jordanianos, algo entre US$ 100 e US$ 130.

Principais atrativos: Há várias opções de programas no deserto, inclusive o pernoite em campings especializados, portanto, tudo dependerá do tempo de que dispõe. No Centro de Visitantes podem ser contratados passeios de um só dia, em veículos do tipo 4x4, apropriados para o deserto.

O que ver: Passear em 4x4 pelo deserto de Wadi Rum é um desvendar permanente de belíssimas paisagens, dunas, rochas, cânions.

Não deixe, nesse trajeto, de:

1) Tomar chá com beduínos, em uma das tendas que encontrará pelo caminho;
2) Ver The Seven Pillars of Widsom (formação rochosa que inspirou o título da obra de Lawrence da Arábia)
3) Visitar o Templo dos Nabateus
4) Observar a Nascente de Lawrence
5) Visitar Burdah Rock Bridge
6) Escalar dunas indicadas pelos guias e encontrar vistas panorâmicas

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