Grafiteiros fazem todo tipo de pintura em muros, paredes e bueiros de Toronto

Mais do que simplesmente o prazer de desenhar e da estética, há uma mensagem por trás desse ato. Pluralidade de técnicas e temas chama a atenção, assim como as cores usadas

por Vinicius Nader 20/07/2016 08:00

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Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14
Grafites na região da Rua Queen Street West, em Toronto: pluralidade de técnicas e temas chamam a atenção dos visitantes (foto: Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14)

A arte não está apenas nas paredes das galerias e dos museus de Toronto. Muros, bueiros, lixeiras e portas servem como telas para grafiteiros soltarem a imaginação e sacudir as latinhas de tinta em spray. A pluralidade de técnicas e temas chama a atenção, assim como as cores usadas. Parece não haver limite para pintar desde rostos humanos a desenhos abstratos e personagens de histórias, como Alice no país das maravilhas e os Angry birds.

Como manda o figurino do grafite, muitas das pinturas trazem uma mensagem por trás, não ficando apenas na estética. A igualdade sexual é um dos temas preferidos por lá.

Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14
Grafites na região da Rua Queen Street West, em Toronto: pluralidade de técnicas e temas chamam a atenção dos visitantes (foto: Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14)

Um olhar mais atento identifica os grafites pela cidade. Mas há tours nos quais os guias passam por regiões onde essa arte está mais concentrada e mostram ao turista o traço de cada grafiteiro. Alguns são feitos a pé e outros de bicicleta.

VISÃO DO ALTO Toronto também guarda surpresas para quem gosta da altura. São duas experiências na CN Tower. Você pode optar por subir na torre e andar pelo chão de vidro, que proporciona uma visão de cima de Toronto. Para os fortes, a ideia é mesmo fazer o Edgewalk pela torre. A uma altura de 356m, a beleza de Toronto e do Lago Ontario ficam ainda mais evidentes. Com a ajuda de um guia e de equipamentos de segurança, o público pode fazer estripulias, como se pendurar na beiradinha da torre. Dá até para ter dúvida: tremer mais de medo ou de frio?. A dica é trocar a dose da sua bebida preferida por uma dupla de coragem, pois é feito um teste antes do passeio e não é permitido completá-lo em caso de ingestão de bebida alcoólica.

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Com a ajuda de um guia e de equipamentos de segurança, o público pode fazer estripulias, como se pendurar na beiradinha da CN Tower (foto: Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14)

Bem pertinho da torre, na mesma praça, está o Ripley’s Aquarium of Canada. Exemplares da flora e, especialmente, da fauna marinha estão distribuídos nos mais de 5 milhões de litros de água no maior aquário daquele país. Alguns momentos do passeio chamam mais a atenção, como o incrível tanque destinados aos tubarões. São exemplares de vários tamanhos. Outro momento que vale a pena o registro são as águas-vivas, vistas numa espécie de show psicodélico.

O aquário não é só para ser visto. A área interativa – e também as atividades espalhadas por todo o museu – garantem um extra ao passeio. Especialmente quando somos convidados a passar a mão em peixes e arraias ou quando sentimos como seria tocar numa medusa.

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Hall assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava em um dos prédios que compõem o Path em Toronto (foto: Carolina Braga/EM/D. A Press 16/10/14)
A charmosa Prince Edward

Se precisássemos definir Prince Edward em apenas uma palavra, não haveria outra: charme. A província de Ontario reúne um pôr do sol famoso no verão, construções em estilo colonial e vinícolas. Isso tudo à beira do Lago Ontario, um dos que formam a região dos grandes lagos do Canadá e fazem parte da queda do Niágara, ali pertinho.

Os passeios às vinícolas e destilarias – o Canadá produz uísque, uma surpresa para muita gente – unem gastronomia de qualidade a degustações harmonizadas que podem levar qualquer um ao pecado da gula. Não se furte a esse prazer. Depois você se confessa!

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Exemplares da flora e, especialmente, da fauna marinha estão distribuídos nos mais de 5 milhões de litros de água no maior aquário do país (foto: Carolina Braga/EM/D. A Press - 16/10/14)

Para quem pensa que o inverno rigoroso é prejudicial às uvas, os produtores canadenses dão uma lição: das frutas congeladas é extraído o açúcar e fabricado o ice wine. A bebida docinha e de alto teor alcoólico faz sucesso por lá.

Prince Edward também é conhecida pela produção de alimentos orgânicos. Da Vicki’s Veggies Farm, por exemplo, saem nada menos que 200 variedades de tomate – há o mais ácido, o menos picante, aquele próprio para ser comido verde e outros inimagináveis. Tudo plantado ali. E aberto à população, que disputa mudas, frutos, geleias, molhos e outros produtos nos diversos festivais promovidos durante o ano. Além dos tomates, o local tem estufas de folhas como rúcula, alface e couve.

Vinho, massa ao molho de tomate. Falta alguma coisa? Sim, queijo! As fazendas que produzem queijo de Prince Edward são parada obrigatória para quem quer se deliciar com os produtos fresquinhos. Blue cheese, cheddar e vários tipos de muçarela são as especialidades dessa cidade, que tem a cara do verão.

Declev Reinier/Turista Profissional
Lago Ontario, um dos que formam a região dos grandes lagos do Canadá e fazem parte da queda do Niágara (foto: Declev Reinier/Turista Profissional)
Dicas

» Na época do frio, as temperaturas ficam realmente baixas em Toronto. Mas nada impede o turista de conhecer a cidade e aproveitar os restaurantes e galerias. Basta usar a Path, espécie de cidade subterrânea. São 30 quilômetros divididos em quatro linhas – uma para cada letra da palavra e identificada com uma cor – nas quais tudo que funciona na superfície é replicado no subterrâneo.

» São vários os pontos de Toronto onde bicicletas podem ser alugadas. E não tenha medo: o trânsito da cidade assusta o turista à primeira vista, mas é organizado e, como não poderia deixar de ser, educado.

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