Topa um passeio de barco? Percorrer o Rio Negro é uma experiência única, que vale a pena

Momento de beleza e paz num lugar onde a natureza é exuberante por todo lado

por Francelle Marzano 13/07/2016 08:00

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Lancha leva turistas nas águas do Rio Negro (foto: Francelle Marzano/EM/D. A Press)

Eram 18h quando se ouviu o apito da sirene avisando que o navio estava partindo. Um dia para não se esquecer nunca mais. O visual incrível do pôr do sol espelhado nas águas escuras do Rio Negro, há poucos quilômetros de Manaus, capital da Amazônia, com um brinde de música clássica e um drinque de cupuaçu, fruta local, no deque do navio. É o início de um cruzeiro fluvial pela Amazônia, sobre as águas do Rio Negro, no coração da Amazônia, até o encontro com o Rio Solimões. Um passeio com direito a trilhas pela mata, passeios de lancha, contato com animais e visita a comunidades indígenas.

O navio está longe de ter a badalação dos cruzeiros marítimos, mas são quatro dias rodeados de conforto, com hospedagem all inclusive, propícia para o descanso, para se encantar com a paisagem, se divertir com shows de mágica, bingos e uma noite dançante animada que vai do som de Beatles até Sidney Magal. Acredite, é a oportunidade para conhecer um dos pedacinhos mais incríveis do Brasil e muito fácil constatar porque a Amazônia é tida como o coração do Brasil. Embarque nessa aventura!


Manaus –
É praticamente impossível apagar da memória a paisagem que você vê do ponto mais alto do navio ou da sacada da suíte. Em alguns pontos do Rio Negro, é difícil enxergar até onde a água pode chegar. Segundo os guias manauaras, são mais de 26 quilômetros de extensão na sua largura. Na época da cheia, entre maio e outubro, as águas costumam atingir a copa das árvores, que é refletida no espelho d'água. Um casamento perfeito da natureza.

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O navio conta com 75 cabines, todas com sacada, frigobar e TV para deixar passageiros à vontade e bem acomodados durante os passeios (foto: Francelle Marzano)

O navio percorre cerca de 180 quilômetros do Rio Negro, considerando ida e volta. Segundo o comandante da embarcação, Tadeu Alves Fernandes, de 61 anos, a navegação é sempre tranquila e nem mesmo as chuvas diárias (sim, é bom levar uma capa de chuva para os passeio, pois é possível que chova todos os dias) atrapalham o trajeto. “As águas do Rio Negro são tranquilas e navegamos com uma velocidade média de sete a nove quilômetros por hora. Os passageiros nem sentem o navio se movimentar”, diz.

O embarque para o passeio é feito sempre nas tardes de segunda-feira, e o desembarque, na manhã de sexta. A programação no navio é extensa, com passeios, shows, palestras, quando é possível conhecer um pouco mais sobre a Amazônia. Mas se não quiser participar das atrações, não se preocupe. Você pode se deliciar em um dos dois restaurantes do navio, um deles no deque, onde ficam duas piscinas que deixam o visual ainda mais incrível, ou queimar algumas calorias na academia.

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Comandante Tadeu Fernandes: "Nossa velocidade média é de sete a nove quilômetros por hora. Os passageiros nem sentem o navio se movimentar" (foto: Francelle Marzano/EM/D. A Press)

A maioria das atrações do navio é organizada pelos próprios guias que orientam os passeios durante o dia. Os bingos, por exemplo, ocorrem na parte da tarde, no navio. A noite mais animada é quando a banda Suvaco de Cobra, formada pelos cinco guias, se apresenta no terraço do navio. Para o último dia, é reservado o show folclórico no salão Luz da Lua. A representação da dança de bumba meu boi é de encher os olhos.

O navio conta com 75 cabines, todas com sacada, frigobar e TV. A gastronomia é de dar água da boca. Da cozinha, comandada pelo chef David Gimenez, especialista em culinária amazônica, saem deliciosos pratos regionais elaborados com peixes, como a costela de tambaqui empanada na farinha de milho, acompanhada de arroz com brócolis e redução de balsâmico, e o medalhão de pirarucu com redução de cebola e molho de tomate com alho-poró frito.

Sem contar as opções feitas com pacu e frutos do mar, caldos e guloseimas como o mousse de cupuaçu como sobremesa. Se quiser variar do pescado, é só pedir uma carne de cordeiro com legumes e purê de batata com castanha do Amazonas e molho de menta. Os preços podem ser consultados no site www.iberostar.com.

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A gastronomia é um ponto forte do cruzeiro. Aqui, costela de tambaqui empanada na farinha de milho e arroz com brócolis (foto: Francelle Marzano/EM/D. A Press)

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