Nem só de água quente vive Caldas Novas, que dispõe de boa programação noturna e lazer

Rede hoteleira, que é grande, oferece programação variada para todos os gostos e idades. Mas fora desse eixo, a vida noturna é movimentada, com boas opções de gastronomia e lazer

por Elizabeth Colares 29/06/2016 10:00

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Jardim Japonês resgata o ambiente de meditação dos monges budistas (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

Quando se chega a Caldas Novas, cidade a 167 quilômetros de Goiânia, a ideia que passa pela cabeça é a de que se vai virar uma lagartixa, esticadinha dentro das águas mornas, e que só sairá dali para comer ou dormir. Ledo engano! Nem só de água quente vive a cidade. A rede hoteleira, que é grande, oferece programação variada para todos os gostos e idades. Mas fora desse eixo, a vida noturna é movimentada, com boas opções de gastronomia e lazer.

Durante o dia, entre um mergulho e outro, um passeio pelo Centro revelará boas surpresas, como o Casarão dos Gonzaga, construído em 1908, que foi residência do primeiro prefeito da cidade e hoje, restaurado, serve de apoio a pequenos produtores e artesãos, gerando de emprego e renda. No local, há um museu recheado de peças antigas e curiosas e uma cozinha à moda antiga, com prateleiras carregadas de peças singelas e um fogão a lenha, onde cozinheiras preparam suas quitandas, cafés e chás e servem ali mesmo para o turista que quiser experimentar delícias da terra, como o bolo “mané pelado” (que leva mandioca, ovo e açúcar) ou o chá de gengibre e canela.

Famosa também por seus doces, farinhas temperadas e licores e cachaças, Caldas Novas reserva lugares especiais para degustação e para ir às compras. A Doces Caseiros Dona Maria é bem simples, mas lá se encontra uma variedade de guloseimas, além de licores inimagináveis, como o delicioso e picante licor de pimenta ou a amarula com pequi. Você não pode deixar de visitar também a Cachaçaria Vale das Águas Quentes e conhecer todo o processo de fabricação e armazenamento em tonéis de Jequitibá e Carvalho. Aproveite para degustar a cachaça premiada duas vezes (2007 e 2011) por seu paladar suave e de odor agradável. É ali também que você descobrirá o prazer de tomar um sorvete, no mínimo, inusitado, o de rapadura. Na realidade é um sanduíche. Feito em formato de barrinha, ele é abraçado com duas capinhas de wafer e recebe uma pequena quantidade de calda de melado. Sabor inexplicável! Vale a pena experimentar.

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Cozinha do Casarão dos Gonzaga, com seu fogão a lenha, onde cozinheiras preparam guloseimas para vender (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

Há ainda o Jardim Japonês, o Monumento das Águas, a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, construída por índios e escravos, em 1850, o Santuário de Nossa Senhora da Salete, que recebe mais de 1 mil turistas por dia, e um bom e variado comércio. À noite, de sábado a segunda-feira, artesanato, bijuterias, calçados, roupas e comidas típicas você encontra na Feira do Luar, no Centro da cidade.

EXPANSÃO Mas para quem quer mesmo só aproveitar a quentura das águas, a boa notícia é que estão a caminho mais espaços para se deleitar. Somente o Grupo Privé, um dos mais tradicionais da cidade, que já conta com o Clube Privé, o Water Park e o Náutico Praia Clube, além dos hotéis Boulevard, Riviera Park, Marina Flat & Náutica, Náutico Flat e o Atrium Thermas Residence e Service, está construindo mais cinco empreendimentos, todos com grande área de lazer e piscinas térmicas, a serem entregues nos próximos quatro anos, com investimentos de mais de R$ 180 milhões. Segundo o diretor comercial Antonio Marçal, só nos últimos três anos, o grupo investiu R$ 155 milhões em Caldas Novas.

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Privé Riviera Park Hotel é atualmente o maior da cidade, com 782 apartamentos e 14 piscinas (foto: Elizabeth Colares/EM/D.A Press)

A justificativa é simples: o turismo na cidade e região é eloquente o ano inteiro. E, diferentemente de outros destinos impactados pela crise, a cidade não enfrenta dificuldades e vai muito bem, obrigada.! “As pessoas estão deixando de viajar para o exterior. E, como aqui é bom o ano inteiro, independentemente da estação, elas acabam vindo para cá. Com chuva ou sol, calor ou frio, aqui não tem tempo ruim. Nesta época de frio, inclusive, vem muita gente do Sul, em busca do calor de nossas águas”, diz Marçal. Para aproveitar bem a oportunidade, segundo ele, toda a rede mantém os preços acessíveis, o que é bom para a clientela e para o grupo, pois garante ocupação o ano inteiro.

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