Safáris estão entre os programas mais disputados pelos turistas na África do Sul

Assistir de perto à vida selvagem é digno de guardar na memória por toda a vida

por Carolina Mansur 08/06/2016 08:00

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Divulgação/South African Tourism
Passeios guiados por rangers são realizados todos os dias. É possível alugar um carro por conta própria, mas é preciso observar algumas regras (foto: Divulgação/South African Tourism)

As belezas naturais da África Sul saltam aos olhos dos viajantes que escolhem o país como destino. Além de surpreender pela riqueza cultural, infraestrutura e as várias opções de entretenimento, como bares e restaurantes, o país tem paisagens de tirar o fôlego. Praias e montanhas emolduram a Cidade do Cabo, enquanto as áreas de savana exaltam ainda mais a beleza da vida selvagem.

Entre todos os passeios para explorar a natureza da África do Sul, os safáris aparecem como os mais requisitados. Assistir à vida selvagem a poucos metros de você é uma experiência para guardar na memória por uma vida. Até quem não aprecia esse tipo de passeio pode se surpreender. São pelo menos três horas de observação intensa aos hábitos dos animais, com preços que variam de 410 rands (R$ 102) a 910 rands (R$ 230) por pessoa, de acordo com o veículo e o tamanho do grupo. O “jogo” proposto pelo safári é encontrar os animais ou rastros que nos levem até eles.

Para esse momento, é bom reservar energia e espaço na câmera. Além da variedade de espécies a serem vistas, as paisagens rendem boas imagens. Se está em Johanesburgo e não quer ir embora sem antes ver um dos Big Five – o leão, rinoceronte, o leopardo, elefante e o búfalo – a opção para garantir o passeio é se hospedar nas proximidades do Parque Nacional de Pilanesberg, que fica a duas horas de carro de Jo’burg.

Carolina Mansur/EM/D.A Press
Observar os elefantes e seu modo de vida de perto é uma experiência fascinante (foto: Carolina Mansur/EM/D.A Press)

No parque são realizados passeios guiados por rangers todos os dias. O ranger – a pessoa que guia o carro de safári e usa toda a sua sensibilidade para perceber as pegadas e rastros dos animais – nos leva mais facilmente até eles, garantindo a experiência. Quem já fez um safári e quer fazer o passeio de maneira mais independente pode alugar um carro e sair dirigindo pela reserva, desde que respeite as regras de comportamento.

É preciso falar baixo e nunca sair do carro, pois há o risco de ataque. Usar roupas neutras e sempre ouvir o que o ranger tem a dizer são outras dicas importantes. O ranger, entre outras coisas, sabe bastante sobre os hábitos de animais como o rinoceronte, que não gosta que seu espaço seja invadido. Nosso primeiro safári foi bem cedo, às 6h. Nele foi possível ver os animais logo nas primeiras horas do dia. Entre eles, elefantes, zebras, rinocerontes e manadas de gnu-azul, que se exercitavam pela manhã.

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As zebras costumam andar em grupos e não se incomodam com os visitantes (foto: Carolina Mansur/EM/D.A Press)
PALÁCIO Ficar hospedado em um hotel próximo ao parque torna a experiência ainda melhor. Isso porque, além do conforto, é possível fazer o safári mais de uma vez e aproveitar melhor o passeio. Nossa hospedagem foi no complexo hoteleiro Sun City. Mais especificamente no luxuoso Palace of The Lost City, o primeiro seis estrelas do mundo. O palácio, como o próprio nome diz, tem estrutura suntuosa e oferece aos hóspedes o safári no Parque Pilanesberg e outros serviços.

No fim da tarde, às 16h, fizemos outro passeio e assistimos ao pôr do sol na savana: uma experiência que precisa ser vivida na África do Sul. Uma das cenas mais inusitadas foi ver três elefantes cruzando o caminho do carro de safári. Esperamos pacientemente, claro, e também tiramos muitas fotografias. Logo depois, fomos encarados por um rinoceronte, que demonstrou incômodo ao perceber tantos cliques. Também assistimos com certa apreensão a um grupo de leões que ainda comia uma caça abatida durante a noite anterior. De todos os Big Five, só não vimos o búfalo e o leopardo, mais arredios e difíceis de encontrar.

Na região do Pilanesberg há outros hotéis e lodges para abrirgar os turistas. No Sun City, além do The Palace, há outros hotéis, como o The Cascades Hotel, The Cabanas Hotel e o The Sun City Hotel and Casino. O resort conta com piscina de ondas, campo de golfe, lagos, cassinos, spa e inúmeros restaurantes.

Dicas para quem quer conhecer a África do Sul

Algumas dicas são importantes para se adaptar ao país logo nas primeiras horas. Aprendi rápido que os sul-africanos gostam de nos olhar nos olhos ao conversar e que ao cumprimentar um sul-africano é preciso ter cuidado para não ofendê-lo. O aperto de mão dura um pouco mais que no Brasil. É preciso fazer três movimentos. No primeiro, cumprimenta-se a pessoa; no segundo sua família e o terceiro é uma saudação aos antepassados. Tudo na África do Sul tem um significado que vai além do que os olhos podem ver e os símbolos demonstram o respeito daquele povo por sua história.

Há outros detalhes e regras que se seguidos podem garantir uma experiência ainda melhor. Uma delas é saber negociar ao comprar um artesanato ou suvenir para presentear quem ficou no Brasil. “Você não precisa aceitar o preço de cara. Os sul-africanos estão dispostos a negociar para não perder vendas”, conta o guia turístico brasileiro Alexandre Maurer, que vive na Cidade do Cabo há 12 anos.

Em Hout Bay, a baía da Cidade do Cabo, que é bastante visitada por turistas e tem feiras de artesanato, restaurantes e passeios de barco, fiz a minha primeira experiência. Consegui negociar por 100 rands (cerca de R$ 32) uma escultura de madeira que custava 250 rands. Embora a experiência seja divertida e realmente surta efeito, vale lembrar que o preço não é usualmente negociado em bares, restaurantes e hotéis.

O país que usa a mão inglesa, com circulação pela esquerda, e tem outras particularidades que o fazem único, pode confundir os visitantes de primeira viagem. Mas tudo pode ser resolvido por meio da observação e, claro, algumas dicas que vão facilitar a rotina de quem pretende desembarcar no país em breve.

FIQUE DE OLHO


Confira as dicas do guia Alexandre Maurer, que vive na África do Sul há 12 anos

1- Transporte. Taxistas não gostam de usar o taxímetro, então pesquise e sempre negocie o preço antes. Melhor pedir um táxi nos hotéis ou restaurantes.
2- Sempre olhe para os dois lados ao atravessar as ruas para garantir a sua segurança. A mão inglesa pode confundir você.
3- Sempre olhe nos olhos das pessoas ao falar e até ao passar por alguém na rua, principalmente à noite.
4- Cuidado ao alugar um carro e muita atenção com a mão inglesa. Nas estradas, os carros mais lentos, na maioria das vezes, dão passagem aos mais rápidos até em estradas de pista única. O procedimento é encostar com segurança no acostamento, diminuindo a velocidade e permitir a ultrapassagem. O carro mais veloz irá agradecer ligando o pisca ao passar.
5-Mesmo que você fale ou ache que seu inglês é bom, saiba que a África do Sul tem 11 línguas oficiais, então se prepare para no mínimo 11 tipos diferentes de sotaques.
6- Geralmente, os restaurantes só aceitam clientes com reservas, principalmente os mais badalados. Se possível, reserve antes de viajar. Lembrete: a cozinha sempre fecha às 22h. Na África do Sul, janta-se muito cedo.
9- A África do Sul é um dos países com maior incidência de sol, mas venta muito, maquiando o calor. Portanto, protetor solar e um casaco são indispensáveis. Nos safáris, um casaco grosso também pode fazer falta para as saídas noturnas e principalmente de madrugada. Lembre-se que os carros são abertos.
10- Se gostar de vinhos, experimente vários nas mais de 152 fazendas de Stellenbosch e na maioria das vinícolas o preço da degustação é abatido em caso de compra de alguma garrafa. Dirigir após beber é crime, então contrate um serviço para ir em segurança.

* A repórter viajou a convite da South African Tourism e South African Airways

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