Passarela leva ao ponto mais alto das Cataratas do Iguaçu

A vista das quedas d'água é deslumbrante. O passeio é para todos, inclusive para quem tem dificuldade de locomoção, que pode usar cadeiras com rodas

por Renato Alves 03/05/2016 06:00

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Renato Alves/CB/D.A Press
Mesmo com densa nuvem de água que esconde o fundo, o cenário é impressionante (foto: Renato Alves/CB/D.A Press)

No lado argentino, os visitantes costumam começar o passeio pelo fim. Depois de cruzar os portões do parque e tomar assento no trenzinho, o melhor é descer só na última estação. Ela fica ao lado do Rio Iguaçu, em frente à trilha de acesso à Garganta do Diabo, a principal atração. É pouco mais de um quilômetro de caminhada em uma passarela de ferro suspensa, construída sobre ilhotas e o leito da parte superior do rio.

Com pontos de descanso dotados de bancos de madeira sob as árvores, a trilha leva o turista ao ponto mais alto, mais caudaloso e mais deslumbrante do conjunto de cataratas. Apesar da caminhada chata, ela é segura. Tanto que, pela passarela, caminham jovens mochileiros, idosos em excursões, casais com filhos pequenos (inclusive bebês). Não há barreiras nem para pessoas com dificuldades de locomoção. Elas são levadas em cadeiras com rodinhas.

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Turistas costumam fazer selfies, além de apreciar a vista das cataratas (foto: Renato Alves/CB/D.A Press)

O passeio é recomendado mesmo para quem tem vertigem. A imensa e densa nuvem de spray esconde o que há no fundo, impedindo a visão total da queda. Isso, porém, não torna o cenário menos impressionante. O volume de água e o barulho intermitente e ensurdecedor das quedas mantêm a beleza e a sensação de perigo.

Inusitado De volta ao trenzinho, desça na estação seguinte e escolha a próxima caminhada. Há dois circuitos de trilhas. Com 700m de extensão, o Circuito Superior permite uma visão das cataratas por cima, caminhando em uma passarela construída na beira do precipício. Já o Circuito Inferior, com dois quilômetros e meio, é o mais desgastante (com escadas) e mais atraente. Ele passa por dentro da mata fechada e leva a pequenas cachoeiras, até chegar a uma área do conjunto das cataratas que não se vê direito do Brasil.

Terra de raiz guarani
O que poucos sabem é que Puerto Iguazú abriga comunidades indígenas em meio aos luxuosos hotéis da selva. Uma delas está aberta aos turistas desde 2012, com visitas guiadas, performances de dança e música e demonstrações do modo de vida mantido ao longo de séculos, mesmo com a urbanização da localidade.

A aldeia é ocupada pelo povo mbya guarani. A primeira empresa de turismo administrada por índios na província de Misiones é uma alternativa encontrada pelos integrantes da comunidade yyryapú (som das águas, em português) para arrecadar recursos e ajudar no desenvolvimento da tribo.

A reserva fica numa área do Parque Nacional Iguazú. Os turistas podem comprar artesanato produzido pelo grupo, assistir a apresentações culturais e aprender sobre os costumes, a fauna e a flora da região em incursões por trilhas na selva.

Na aldeia moram 17 famílias, divididas em pequenos lotes, sem a separação de cercas ou outras barreiras. Elas se abrigam em casebres de madeira e de pau a pique, com telhado de palha. Vivem da agricultura de subsistência, com pequenas hortas. Cerca de 20 pessoas trabalham na empresa comunitária, que também beneficia diretamente mais de 50 artesãos. (RA)

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