Turismo de lazer se sobressai ao de negócios

06/01/2016 08:00

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• Turismo de lazer se sobressai ao de negócios
A alta do dólar pesou no bolso e os gastos dos brasileiros no exterior em 2015 sofreram queda de 43,4% em relação a novembro de 2014, segundo o Banco Central. No Brasil, houve altas ocupações em resorts, mas retração no turismo de negócios e eventos. Os hotéis Radisson Faria Lima (São Paulo), Radisson Alphaville e Comfort Suites Alphaville (Barueri, interior paulista), que recebem mais hóspedes de negócios, declararam ter sentido bastante a crise, sobretudo no segundo semestre. Vendo a demanda diminuir, o Quality Resort Itupeva, mais conhecido por sua estrutura de eventos corporativos, investiu também no turismo de lazer. Com isso, o empreendimento registrou melhor ocupação nos feriados e fins de semana. No Mavsa Resort, localizado em Cesário Lange (SP), e no Infinity Blue Resort & Spa, único resort de Balneário Camboriú (SC), famosos pelas estruturas e programações de lazer, 2015 foi fechado de maneira positiva. “Todos os fins de semana do segundo semestre e feriados tiveram ocupação de 100%. Porém, o turismo de negócios não acompanhou esse crescimento”, alega Nilva Meireles, gerente comercial do Mavsa.
Mavsa Resort/Divulgação
(foto: Mavsa Resort/Divulgação)

Planos dos brazucas para as férias
Vinte e dois por cento dos brasileiros devem aproveitar a folga do fim de ano e pegar estrada. Pouca gente ainda não decidiu o que fazer: apenas 1% dos entrevistados. Esses são alguns dos resultados de um estudo da Hello Research, agência de pesquisa de mercado e inteligência, que ouviu 1.200 pessoas em 70 cidades das cinco regiões do Brasil. Num ano de crise, acompanhada da alta do dólar, as viagens para o exterior estão praticamente descartadas: apenas 2% das pessoas que vão viajar escolheram um destino fora do Brasil. Com 65% das menções, a maioria dos turistas vai viajar dentro do próprio estado de origem, enquanto 33% devem visitar um estado diferente. Entre todas as faixas etárias, os jovens de 16 a 24 anos são os que mais pretendem viajar, chegando a 33% dos entrevistados com essa intenção. A média de intenção de gasto desse grupo ficou próxima do geral: cerca de R$ 1.414. Valor acima dos R$ 1.305 de quem tem de 25 a 34 anos e muito além dos R$ 1.065 dos turistas de mais de 60 anos. Os mais novos também são os que mais viajam com amigos (21%), enquanto os jovens adultos são os que mais aproveitam a companhia da namorada ou do namorado (22%). Apesar de a maior parte dos viajantes preferir o carro como meio de transporte, mais da metade dos turistas da classe D/E, ou 56%, vai viajar de ônibus, e só uma minoria de 8% pretende usar o carro. O resultado praticamente inverte a intenção dos turistas da classe A/B, que vão viajar de carro em 59% dos casos e só em 13% de ônibus.

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