Tulum, cenário entre praia e história

Ruínas maias ficam, literalmente, à beira-mar. Depois de uma aula de história, dê um mergulho no Caribe para matar o calor

por Laisa Queiroz 10/11/2015 23:11

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Carolina Mansur/EM.D.A PRESS
Cidade, cujo nome significa muralha, tem fortificação ao seu redor (foto: Carolina Mansur/EM.D.A PRESS)
Os maias que viviam na península de Yucatán não admiravam apenas a arquitetura, a astronomia e, claro, os deuses. Eles também sabiam apreciar as belezas naturais que tinham disponíveis no território. Isso fica claro ao visitar o sítio arqueológico de Tulum, a 130 quilômetros de Cancún, ainda no estado de Quintana Roo. Às margens do Caribe, localizam-se as ruínas daquela que foi uma importante cidade portuária na era pré-colombiana.

O visual é deslumbrante: resquícios (ainda bem conservados) de templos e torres de vigilância se erguem sobre os morros, com o mar bicolor – uma mistura de azul-turquesa e verde-esmeralda – logo à frente. O local faz parte do que hoje é chamado de Riviera Maia. Colocando a imaginação para funcionar, Tulum parece ter sido um local agradável para viver. Mas é claro que a beleza não foi o único ponto forte da região litorânea. Ela era estratégica tanto para o comércio quanto para a segurança. Em torno da cidade, há uma fortificação que, inclusive, dá nome à cidade – em maia, Tulum quer dizer muralha.

Sal, mel, algodão, armas e penas de pássaros exóticos eram alguns dos principais itens comercializados no porto, por meio de barcos com remos, mas sem velas. As rotas eram feitas com outras cidades mexicanas e alguns países caribenhos próximos, como Honduras.


As construções de maior destaque (e bom estado de conservação) são o castelo, com 12m de altura, e o Templo de los Frescos. Além disso, há altares, palcos para dança e muitas residências pertencentes à parte mais abastada da população. Observe, também, os detalhes: entalhes em formato de serpente são os mais comuns. Em algumas edificações, você consegue ver resquícios de tintas, indicando as cores (embora muitíssimo desbotadas) que elas tinham no passado. Após a invasão espanhola, Tulum entrou em declínio e foi completamente abandonada em 1598.Assim como Chichén-Itzá, Tulum é um dos locais mais visitados do México e milhares de pessoas passam por lá todos os dias.

Para conseguir fotos melhores e exclusivas, o ideal é chegar na hora que o parque abre (às 8h). Se você for em um tour, provavelmente vai chegar por volta do meio-dia. A visita guiada dura cerca de 2 horas.
Do lado de fora do parque costumam ficar alguns homens vestidos como os maias do passado (da elite, claro), com arranjos de penas na cabeça e pinturas muito coloridas no corpo. Eles abordam os turistas e cobram para posar para fotos. Um deles carrega uma cobra e o visitante que quiser tirar uma foto segurando o animal (que é bem mais pesado do que parece) paga em torno de US$ 10 pela experiência.

Há, também, muitas lojinhas de suvenires por ali. Ao entrar, é necessário caminhar 600m ou fazer esse trecho em um trenzinho até chegar às ruínas. O calor é intenso e também não há muitas sombras. Mas o alívio está logo ao lado. Uma praia belíssima espera os visitantes se refrescarem ao fim do passeio, o que é um verdadeiro presente.

Conheça

Zona Arqueológica
de Tulum
www.inah.gob.mx
Carretera Federal 307 Km 128
Tel: (52) 983 837 0796
Horário: diariamente,
das 8h às 17h
Preço: 64 pesos


» Serpente emplumada
Kukulcán é a versão maia do deus Quetzalcoatl dos astecas. Presente em toda a América Central na época, os historiadores atribuem a origem do deus representado por uma serpente emplumada aos toltecas ou olmecas.

»  Calendário maia
O ano maia tem 365 dias, assim como o que se usa hoje. Mas o calendário funciona de forma diferente. Os meses têm 20 dias; portanto, há 18 meses, em vez de 12. Ele existe desde 3114 a.C.e teria uma duração limitada, de 5.200 anos, o que se encerraria em 21 de dezembro de 2012, segundo alguns pesquisadores. Mas isso não quer dizer que os maias acreditavam que o mundo acabaria nessa data – e, obviamente, não acabou. Como, ao contrário da cultura ocidental atual, eles enxergavam o tempo de uma forma não linear, isso pode representar apenas o fim de um ciclo, ou do próprio calendário.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE TURISMO